Damián Bobadilla permanece fora dos planos imediatos do São Paulo e já ultrapassou um mês sem disputar uma partida. O volante paraguaio trata um problema no ligamento colateral medial do joelho direito e ainda não está liberado para trabalhar normalmente com o grupo. A orientação no clube é evitar qualquer tentativa de retorno baseada apenas na diminuição das dores.
Na comunicação oficial, o São Paulo informou inicialmente que o jogador apresentava dores no joelho. Informações apuradas por Nação Tricolor e Bolavip Brasil, porém, indicam que o quadro envolve a estrutura ligamentar. As reportagens ressaltam que não houve ruptura completa nem estiramento, mas o ligamento ainda não está totalmente recuperado, o que mantém o atleta sob acompanhamento do departamento médico.
A previsão discutida internamente é de que Bobadilla possa ser reintegrado depois da próxima Data Fifa. O período de paralisação aparece como uma janela para concluir a recuperação e realizar uma volta progressiva aos treinamentos. A presença em partidas, contudo, dependerá da evolução clínica e da avaliação dos profissionais do clube.
Atuação pelo Paraguai prolongou a preocupação
O histórico recente da lesão ajuda a explicar a cautela adotada pelo São Paulo. Antes da Copa do Mundo, Bobadilla deixou o clube e se apresentou antecipadamente à seleção do Paraguai. O objetivo era tratar o problema e tentar reunir condições para participar da competição, mesmo sem estar completamente livre dos sintomas.
O volante conseguiu disputar quatro partidas do Mundial. Foi titular em duas delas e entrou no decorrer de outras duas. A única partida da seleção paraguaia da qual não participou foi a eliminação diante da França.
De acordo com a apuração do Bolavip Brasil, Bobadilla recebeu infiltrações antes dos jogos que disputou para controlar as dores. O procedimento permitiu que ele suportasse a sequência de compromissos, mas não eliminou a causa do problema físico. A decisão também teria sido influenciada pelo desejo do próprio atleta de aproveitar a oportunidade de jogar uma Copa do Mundo pelo país.
Pessoas ligadas ao São Paulo ouvidas pelo veículo avaliam que o tratamento conduzido pela seleção paraguaia não foi o ideal para a recuperação do jogador. A avaliação, entretanto, ficou restrita ao ambiente interno do clube. Não houve acusação pública do São Paulo contra a federação paraguaia ou contra os profissionais que acompanharam Bobadilla durante o torneio.
Após o retorno ao Tricolor, os sintomas voltaram a aparecer e o departamento médico retomou o acompanhamento do joelho. O entendimento passou a ser de que as infiltrações ajudaram o atleta a competir, mas não substituíram a recuperação completa do ligamento.
Recaídas fizeram clube rejeitar antecipação
A sequência de tentativas anteriores também pesa na decisão atual. Depois da Copa do Mundo, Bobadilla começou como titular contra o Athletico-PR, mas voltou a sentir o joelho e ficou fora do compromisso seguinte, diante do Flamengo.
Mais tarde, o paraguaio foi relacionado e entrou no segundo tempo contra o Grêmio. A retomada prosseguiu no duelo com o Bolívar, quando ele novamente iniciou a partida entre os titulares. Durante esse processo, porém, os sintomas reapareceram, impedindo que a volta se consolidasse.
O último jogo de Bobadilla foi em 11 de agosto. Desde então, ele não conseguiu deixar definitivamente o departamento médico. A sucessão de retorno, dor e novo afastamento levou o São Paulo a adotar um protocolo mais conservador, com prioridade para a recuperação da estrutura afetada antes de uma nova utilização.
O jogador também pretendia estar disponível para enfrentar o Boca Juniors, mas a comissão técnica vetou a possibilidade. A avaliação interna foi de que não havia justificativa para acelerar o processo, principalmente diante do histórico recente de recaídas. A intenção é evitar que uma liberação prematura provoque outro episódio de dor e amplie o tempo de ausência.
Jogo contra o Santos é referência possível
Mesmo afastado, Bobadilla mantém uma perspectiva positiva sobre o tratamento. A expectativa é de que a próxima Data Fifa permita completar as etapas de reabilitação e preparar a reintegração aos treinamentos coletivos. O retorno aos jogos só será considerado quando o atleta estiver apto a suportar novamente a carga competitiva.
O São Paulo tem uma partida atrasada contra o Santos marcada para 2 de outubro, no Morumbis. O compromisso é tratado como uma possível referência para a volta do volante, mas não representa uma confirmação de escalação. A decisão dependerá dos exames, da resposta do joelho aos treinamentos e da avaliação da comissão técnica.
Antes desse duelo, Bobadilla dificilmente estará disponível para o confronto com o Internacional, também no Morumbis, pelo Campeonato Brasileiro. A tendência é que o clube preserve o jogador até que ele cumpra todas as etapas previstas no tratamento, sem repetir a estratégia de antecipar uma participação para controlar os sintomas durante a competição.
Paraguaio não sinaliza desejo de sair
Além da parte médica, a apuração do Bolavip Brasil indica que Bobadilla não manifestou intenção de deixar o São Paulo. O jogador também não teria criado problemas relacionados aos atrasos de pagamentos enfrentados pelo elenco. A situação financeira do clube, portanto, não aparece como fator de conflito no processo de recuperação.
O foco do paraguaio está em concluir o tratamento e voltar a atuar sem a necessidade de novas infiltrações ou de outros atalhos para suportar as partidas. Para o São Paulo, a prioridade é interromper o ciclo de retornos incompletos que marcou o período posterior à Copa do Mundo.
Assim, a data projetada permanece condicionada à evolução do joelho. Bobadilla pode voltar depois da Data Fifa, mas o clube não pretende transformar a expectativa em pressa. A liberação será feita somente quando o ligamento estiver em condições adequadas e o jogador demonstrar segurança para retomar a rotina competitiva.