Santos enfrenta o Fluminense com preocupações defensivas após derrota recente e desfalques na equipe.Foto: Reprodução da Internet
O Santos pode apresentar uma formação inédita no Campeonato Brasileiro diante do Fluminense. Durante os treinamentos da semana, o técnico Cuca avaliou a possibilidade de escalar Neymar, Philippe Coutinho, Everton Cebolinha e Gabigol juntos no ataque. A ideia aumenta o potencial ofensivo da equipe, mas também surge em meio a problemas importantes no sistema defensivo.
O duelo será disputado neste domingo, às 16h, no Maracanã, pela 31ª rodada. O Peixe chega ao compromisso após perder por 2 a 1 para o Atlético-MG e ocupa a oitava colocação, com 42 pontos. O Fluminense aparece em quarto, com 51 pontos, e está envolvido na disputa da semifinal da Copa Libertadores.
Desfalques obrigam Cuca a mexer na equipe
Willian Arão é ausência confirmada para o confronto. O volante recebeu o terceiro cartão amarelo e cumpriria suspensão de qualquer maneira, mas também teve uma lesão confirmada na região posterior da coxa direita. O jogador iniciou tratamento no departamento médico do clube e não estará à disposição.
A tendência é que Luan Peres retome a titularidade na defesa ao lado de Lucas Veríssimo. A mudança ocorre porque Cuca precisa reorganizar o setor, e o zagueiro vinha sendo considerado uma alternativa para a lateral esquerda. Com a provável volta à zaga, o treinador passa a depender de outra solução para o lado do campo.
Escobar é dúvida. O lateral-esquerdo sentiu dores na coxa após a partida contra o Atlético-MG, não participou dos trabalhos com bola durante a semana e passou por exames de imagem. Ainda não havia confirmação sobre a gravidade do problema ou sobre sua presença no Maracanã.
Álvaro Barreal foi testado na posição. O argentino costuma atuar mais adiantado e, por isso, sua utilização como lateral representa uma improvisação. João Ananias também aparece como alternativa para o setor defensivo, enquanto Luan Peres é visto como a opção mais provável para formar a dupla de zaga.
Quarteto ofensivo ainda é possibilidade
O retorno de Neymar amplia as opções de Cuca. O camisa 10 foi preservado na rodada anterior por causa do gramado sintético da Arena MRV e, segundo o material apurado, não está lesionado. Nos treinos, o treinador também aproximou Neymar de Coutinho, combinação que ainda não havia começado uma partida pelo Santos.
O teste mais ousado reúne os quatro jogadores de maior vocação ofensiva do elenco: Neymar, Coutinho, Everton Cebolinha e Gabigol. Caso Cuca confirme a formação, será a primeira vez que eles iniciarão juntos pelo clube. A configuração pode oferecer mais criatividade e presença no último terço, mas exige que os atacantes contribuam na recomposição.
Em outra possibilidade trabalhada, Christian Oliva deixa a equipe para a entrada de Coutinho, enquanto Gabriel Bontempo atua como segundo volante. Gustavo Henrique seria o jogador de característica mais defensiva no meio-campo. Essa composição explica o debate sobre equilíbrio, já que o Santos teria muitos atletas com funções prioritariamente ofensivas.
Uma provável formação é composta por Diógenes; Rodinei, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Barreal, ou Escobar; Gustavo Henrique, Gabriel Bontempo e Philippe Coutinho, com Christian Oliva como alternativa; Neymar, Gabigol e Everton Cebolinha. A escalação, porém, ainda não estava confirmada nas informações disponíveis.
Defesa é o principal ponto de atenção
A escolha por um time mais agressivo ocorre depois de uma derrota que voltou a expor as dificuldades defensivas do Santos. De acordo com a análise publicada sobre a equipe, o Peixe havia sofrido 45 gols no Brasileirão, número que o colocava entre as cinco piores defesas da competição naquele momento.
O problema não se limita à ausência de Arão. Barreal não é lateral de origem, e sua presença pode deixar espaços nas costas da defesa. Além disso, uma escalação com Neymar, Coutinho, Cebolinha e Gabigol depende de movimentação coordenada sem a bola para não sobrecarregar os jogadores de meio-campo e os defensores.
Gabriel Bontempo é outro ponto citado nas avaliações sobre o desenho tático. O jovem tende a render melhor quando conta com a proteção de dois volantes, condição que lhe permite participar mais da construção. Com apenas um meio-campista de maior vocação para a marcação, o Santos pode ficar vulnerável diante de transições rápidas.
O Fluminense também oferece riscos mesmo que preserve parte do elenco por causa da Libertadores. Jogadores de velocidade, como Kevin Serna e Soteldo, além do meia Lucho Acosta, foram apontados como alternativas capazes de explorar os espaços deixados pelo time paulista. Por isso, a possível escalação ofensiva não deve ser analisada apenas pelo poder de criação.
Contexto do confronto
O Santos precisa reagir no campeonato para continuar próximo da briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2027. A distância para o Fluminense mostra o tamanho do desafio, mas o momento do adversário pode influenciar a estratégia. O clube carioca tem compromisso decisivo pela competição continental na quarta-feira seguinte, contra o Palmeiras, e pode administrar a utilização de seus titulares.
Mesmo com essa possibilidade, o Peixe não tem garantia de um jogo mais confortável. A velocidade dos jogadores tricolores e a necessidade de o Santos proteger sua defesa tornam o equilíbrio uma preocupação central para Cuca. O treinador ainda teria os últimos trabalhos no CT Rei Pelé antes da viagem para o Rio de Janeiro.
Assim, a principal dúvida do Santos não é apenas quem ocupará a lateral esquerda. Cuca precisa decidir se colocará em campo, desde o início, o quarteto ofensivo formado por Neymar, Coutinho, Everton Cebolinha e Gabigol. A resposta definirá se o time apostará em uma postura agressiva ou se priorizará maior segurança para enfrentar o Fluminense no Maracanã.