André Rizek destaca erro de protocolo na arbitragem e defende revisão do lance do pênalti.Foto: Reprodução da Internet
André Rizek apontou um erro grave de procedimento na arbitragem da partida entre Palmeiras e Vasco, pela ida da semifinal da Copa do Brasil, disputada no último domingo (1º). A análise do comentarista se concentrou no toque de braço de Alexander Barboza dentro da área, lance em que Anderson Daronco mandou o jogo seguir.
O árbitro justificou a decisão com um gesto que, segundo o relato exibido na transmissão, indicava que o defensor estava com os braços junto ao corpo. Para Rizek, as imagens não correspondiam ao que havia sido sinalizado em campo. Por isso, o principal problema não teria sido apenas a não marcação do pênalti, mas a ausência de uma recomendação do VAR para que o lance fosse revisado.
Rizek separou a interpretação do erro de protocolo
Durante a avaliação, o comentarista afirmou que havia espaço para opiniões diferentes sobre a jogada. Uma parcela dos analistas considerava que o movimento de Barboza poderia ser consequência natural da passada e, portanto, não justificaria a marcação da penalidade.
Rizek disse que essa leitura seria uma interpretação possível, ainda que não fosse a sua. Na visão dele, o árbitro poderia até assistir novamente ao lance e concluir que não houve infração por causa do movimento natural do corpo. Nesse cenário, a decisão final continuaria sendo discutível, mas estaria apoiada em uma justificativa compatível com as imagens analisadas.
O ponto central da crítica foi outro: Daronco não teria explicado a decisão com base na naturalidade do movimento. O comentarista entendeu que o árbitro indicou que o braço estava colado ao corpo, algo que, para ele, não era confirmado pelo vídeo.
“O Daronco, ao justificar a não marcação do pênalti, não adotou essa tese do movimento natural. Ele faz um sinal de que o Barboza estava com o braço colado no corpo. E aí não é questão de ponto de vista: o braço do Barboza não estava colado ao corpo”, afirmou Rizek, conforme o material publicado pelo Lance.
Na avaliação do comentarista, a divergência entre a justificativa dada no gramado e o que aparecia nas imagens caracterizaria um erro factual. Diante disso, o VAR deveria ter chamado Daronco ao monitor para que ele pudesse reexaminar a jogada e, então, confirmar ou alterar sua decisão.
Toque de Alexander Barboza gerou a discussão
O lance ocorreu dentro da área do Vasco, quando Barboza teve contato com a bola usando o braço. Daronco não assinalou a penalidade imediatamente. Como não houve recomendação de revisão, a decisão inicial permaneceu válida durante a partida.
Rizek classificou a ação do zagueiro como um possível bloqueio. Essa foi a interpretação do comentarista a partir das imagens, mas ele também reconheceu que o movimento dividia opiniões. A discussão, portanto, envolvia tanto a avaliação do contato quanto o procedimento adotado pela equipe de arbitragem de vídeo.
“Ele teria até a possibilidade de ir para a cabine do VAR e falar: ‘Não, não é pênalti porque foi um movimento natural’. Eu acharia um absurdo, mas pelo menos ele teria um ponto de vista justificável”, disse o comentarista.
A cabine do VAR estava sob responsabilidade de Rodrigo Ferreira D’Alonso, árbitro do quadro da FIFA. Rizek atribuiu a ele a falha por não recomendar a revisão e considerou que o protocolo exigia a intervenção diante da diferença entre a percepção de Daronco e as imagens disponíveis.
“O VAR ali tinha obrigação de chamar o Daronco para rever o lance, porque o protocolo é muito claro sobre isso. Quando o juiz enxerga algo diferente, o VAR tem obrigação de chamá-lo”, declarou Rizek.
Contexto da partida entre Palmeiras e Vasco
A avaliação sobre a arbitragem ocorreu depois de um confronto em que o Palmeiras teve maior controle das ações, especialmente no primeiro tempo. A equipe paulista criou as principais oportunidades e manteve o Vasco mais distante de uma sequência consistente de ataques.
O domínio, porém, não se converteu em uma vantagem mais ampla no placar. O Palmeiras desperdiçou chances durante o período de superioridade, enquanto o Vasco tentou explorar os contra-ataques para responder à pressão adversária.
Na etapa final, o time paulista continuou buscando o controle territorial e ofensivo. O Vasco conseguiu levar perigo em alguns momentos, mas encontrou dificuldades para sustentar a reação. A expulsão de Saldivia deixou a equipe comandada por Pedro Emanuel com um jogador a menos e alterou ainda mais o equilíbrio do duelo.
Em inferioridade numérica, o Cruz-Maltino passou a enfrentar pressão maior do Palmeiras. Esse cenário reforçou a importância dos lances de arbitragem na análise posterior, entre eles o toque de Barboza que não foi levado ao monitor.
Assim, a crítica de Rizek não apresentou a marcação do pênalti como uma questão sem margem para debate. O comentarista reconheceu a existência de uma leitura alternativa para o movimento do zagueiro, mas sustentou que Daronco deveria ter tido a oportunidade de revisar a jogada. Para ele, a falha mais grave esteve na não intervenção do VAR, e não apenas no resultado da decisão tomada em campo.