Renato alerta sobre a pressão do rebaixamento e destaca a necessidade de vitórias do Grêmio.Foto: Reprodução da Internet
Renato Portaluppi chamou atenção após a derrota do Grêmio por 3 a 1 para o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro de 2026, no Maracanã. Em entrevista coletiva depois da partida, o treinador afirmou que tem observado “coisas estranhas” na competição, mas não apontou episódios específicos, decisões de arbitragem ou resultados que justificassem a declaração.
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“Tenho visto coisas estranhas no Campeonato Brasileiro”, disse Renato. A fala ocorreu no mesmo momento em que o Grêmio voltou à zona de rebaixamento e passou a conviver com pressão ainda maior nas rodadas finais. O técnico, porém, direcionou a cobrança principal para a necessidade de o time conquistar pontos dentro de campo.
O treinador também defendeu as mudanças feitas na equipe para enfrentar o Flamengo. Segundo Renato, o elenco vinha enfrentando uma sequência de partidas com intervalos curtos, enquanto parte dos jogadores estava desgastada, pendurada ou no departamento médico.
“O treinador de futebol está 24 horas com o grupo todo. Ele conhece mil vezes mais os jogadores do que vocês, pois estamos lá com eles todos os dias”, afirmou. Renato disse ainda que as decisões foram tomadas em conversa com os atletas e questionou a possibilidade de levar jogadores cansados ao Maracanã antes de outro compromisso importante.
Na avaliação apresentada na coletiva, preservar atletas era uma forma de evitar que o Grêmio chegasse comprometido ao duelo seguinte. O técnico mencionou que a equipe precisava lidar com competições disputadas em sequência e que muitos rivais atravessavam um momento de maior confiança, enquanto o Tricolor enfrentava um cenário de pressão.
Mudança tática foi justificada pelo ataque do Flamengo
Renato também explicou que alterou o esquema tático por causa da característica do adversário. A preocupação estava nos atacantes do Flamengo que atuam por dentro do campo. Para o técnico, uma formação com três zagueiros poderia deixar o meio-campo exposto e oferecer espaços perigosos ao time carioca.
“Mudamos o esquema pois o Flamengo tem atacantes que jogam muito por dentro”, declarou. Ele comparou a preocupação com o que havia acontecido contra o Palmeiras, embora tenha ressaltado que, naquela ocasião, o Grêmio conseguiu controlar melhor a partida.
O treinador reconheceu que o Grêmio melhorou no segundo tempo do confronto com o Flamengo, mas apontou os erros cometidos na etapa inicial como determinantes para o resultado. A equipe sofreu três gols antes do intervalo e não conseguiu reagir o suficiente para buscar a recuperação no Maracanã.
O relato de Renato sobre as escolhas está ligado ao desgaste do elenco, aos jogadores pendurados e aos atletas em tratamento. As fontes não apresentam uma relação nominal dos jogadores nessas condições, e não há confirmação de que a declaração sobre “coisas estranhas” tenha sido dirigida a algum atleta, clube ou arbitragem específica.
Zona de rebaixamento aumenta a pressão
A derrota manteve o Grêmio na zona de rebaixamento do Brasileirão. Renato afirmou que o retorno ao grupo dos últimos colocados incomoda, mas disse que já considerava essa possibilidade diante da sequência de jogos prevista para a equipe.
“Incomodar, sempre incomoda. Mas eu já tinha dito que havia essa possibilidade de voltarmos ao Z4 especialmente pelos jogos que o Grêmio teria”, afirmou. O técnico também declarou que o clube enfrentará dificuldades até o encerramento da competição e resumiu o desafio com a expressão “vai ser uma guerra”.
A declaração não foi apresentada como uma mudança de objetivo. Renato reforçou que a prioridade continua sendo a permanência do Grêmio na Série A, mesmo com a equipe envolvida simultaneamente na semifinal da Copa do Brasil. Para o treinador, uma eventual classificação à decisão do torneio mata-mata não elimina a obrigação de pontuar no campeonato nacional.
Grêmio precisa administrar duas competições
O próximo compromisso citado por Renato é contra o Atlético-MG, pela semifinal da Copa do Brasil. O treinador avaliou que o adversário chegaria mais descansado ao confronto e reconheceu a dificuldade de administrar a preparação entre a disputa eliminatória e a luta contra o rebaixamento.
O Grêmio havia vencido o primeiro jogo da semifinal por 2 a 0, conforme o material da apuração, e levaria vantagem no confronto. Ainda assim, Renato separou as prioridades: primeiro, a equipe precisaria buscar a vaga na final; depois, voltaria a concentrar esforços nos quatro jogos restantes do Brasileirão.
“Será dureza. O Atlético-MG estará mais descansado esperando a gente. Depois vamos pensar no Brasileirão”, disse o técnico. Na sequência, ele reforçou a necessidade de conquistar pontos para garantir a permanência na primeira divisão.
Após a semifinal, o Grêmio terá pela frente Bahia, Santos, Corinthians e Mirassol no campeonato. A sequência inclui partidas em casa e fora, mas os materiais consultados não apresentam a pontuação necessária para calcular a distância do clube em relação aos concorrentes nem um cenário matemático definitivo para a permanência.
Declaração repercute, mas não detalha episódios
A frase sobre as “coisas estranhas” permaneceu sem explicação adicional durante a entrevista. Renato não associou o comentário a um lance determinado da partida contra o Flamengo, a uma decisão disciplinar ou a qualquer irregularidade comprovada no Brasileirão.
O contexto apresentado pelo treinador foi o de uma equipe pressionada, com calendário apertado, desfalques médicos mencionados de forma geral e necessidade de preservar jogadores para compromissos próximos. A consequência prática indicada por Renato é a concentração nos resultados das rodadas finais, independentemente do desempenho do Grêmio na Copa do Brasil.
O técnico terá, portanto, de administrar a preparação para a semifinal contra o Atlético-MG sem perder de vista a sequência decisiva do Brasileirão. A declaração sobre o campeonato chamou atenção, mas a resposta esperada para o Grêmio, segundo o próprio treinador, virá principalmente da pontuação conquistada nas partidas restantes.