Luxemburgo reafirma que Renato Gaúcho mantém controle absoluto do vestiário do Grêmio, superando crises.Foto: Reprodução da Internet
Galvão Bueno voltou a destacar uma avaliação de Vanderlei Luxemburgo sobre Renato Gaúcho durante o programa Galvão FC, exibido pelo SBT. Na edição de segunda-feira (2), o narrador relembrou a previsão feita pelo ex-treinador em um período de pressão no Grêmio e afirmou que a leitura sobre a influência de Renato no clube acabou sendo confirmada pela reação da equipe.
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A discussão surgiu depois de o comandante gremista fazer críticas públicas aos jogadores e à diretoria. As declarações levantaram questionamentos sobre o ambiente interno e sobre a possibilidade de Renato perder o controle do elenco. Luxemburgo, no entanto, descartou essa hipótese e defendeu o peso do treinador dentro da instituição.
A avaliação de Luxemburgo sobre Renato
Na análise recuperada por Galvão, Luxemburgo afirmou que Renato possui uma força que ultrapassa a relação tradicional entre técnico e jogadores. Para o ex-comandante, o treinador tem mais influência no Grêmio do que qualquer atleta e, por isso, não deveria ser considerado ameaçado no vestiário.
“Ele tem muito mais peso que qualquer jogador do Grêmio. Então, esquece isso de perder o vestiário”, disse Luxemburgo, conforme o registro apresentado na reportagem do Terra. A declaração foi dada quando o clube enfrentava dificuldades esportivas e havia críticas à montagem do elenco e à condução do futebol.
Luxemburgo também avaliou que Renato havia exposto problemas relacionados a contratações e à gestão do clube, mas sem se isentar da situação. A leitura apresentada foi a de que as críticas não representavam abandono do grupo, e sim uma cobrança pública diante de um cenário que também envolvia o próprio treinador.
O ex-técnico ainda comparou a personalidade dos dois profissionais. Segundo Luxemburgo, Renato não costuma evitar assuntos desconfortáveis quando entende que precisa falar sobre a realidade da equipe. A defesa foi acompanhada de uma referência à postura dos dois treinadores, descritos como figuras que não costumam “pipocar” diante de situações difíceis.
Resultados deram respaldo à previsão
Depois do período de maior cobrança, o Grêmio emendou três vitórias consecutivas. A sequência começou com o triunfo por 1 a 0 sobre o Coritiba, fora de casa, e continuou com o 2 a 0 diante do Athletico-PR. Os resultados ajudaram o time a deixar a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
O terceiro resultado positivo foi obtido contra o Atlético-MG, também por 2 a 0, no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. A vantagem colocou o Grêmio em situação favorável no confronto e ampliou o respaldo ao trabalho de Renato, embora a classificação ainda dependesse da partida de volta.
O desempenho recente foi analisado pelo ge, que apontou uma mudança na forma de a equipe atuar. O Grêmio passou a apostar em linhas mais baixas, transições rápidas e bolas paradas, buscando explorar os espaços deixados pelos adversários em vez de controlar os jogos com posse prolongada.
Essa estratégia também apareceu na vitória sobre o Atlético-MG. De acordo com a análise publicada pelo veículo, o primeiro gol nasceu em uma cobrança de tiro de meta do goleiro Weverton. A bola alcançou o setor ofensivo, Carlos Vinícius driblou um adversário e abriu o placar para o time gaúcho.
Renato combina liderança e adaptação
Além dos três triunfos, o Grêmio havia empatado com Palmeiras, Remo e Internacional e perdido para o Cruzeiro de virada. A avaliação do ge é que, mesmo com um elenco considerado tecnicamente inferior ao de outras passagens do treinador, Renato conseguiu adaptar rapidamente o modelo de jogo ao momento vivido pelo clube.
O aspecto mais destacado foi a evolução competitiva. Contra o Coritiba, o Grêmio conseguiu se impor fora de casa. Diante do Athletico-PR, enfrentou uma equipe que brigava nas primeiras posições do campeonato. A sequência sem sofrer gols nos três triunfos também contribuiu para mudar a percepção sobre a capacidade de reação do time.
Na parte tática, a principal alteração mencionada foi o uso de uma linha defensiva com três zagueiros. O sistema permitiu ao Grêmio proteger melhor a própria área e assumir uma postura mais objetiva quando recuperava a bola. A equipe passou a aceitar períodos sem posse e a buscar ataques diretos, especialmente por meio de lançamentos e contra-ataques.
O papel de Renato, porém, não ficou restrito às escolhas de campo. A análise publicada pelo ge descreveu o treinador como uma figura que conhece profundamente o clube, fala diretamente com os jogadores e consegue valorizar avanços mesmo em uma temporada marcada por dificuldades. Essa capacidade de mobilização é o ponto que mais se aproxima da previsão feita por Luxemburgo.
O que a sequência representa para o Grêmio
A reação colocou o Grêmio na 15ª posição do Campeonato Brasileiro, segundo o material analisado pelo ge, aumentando as perspectivas de permanência na Série A. Na Copa do Brasil, a vitória sobre o Atlético-MG deixou o time com vantagem para o segundo duelo da semifinal.
O calendário ainda previa compromissos contra Flamengo, Bahia, Santos, Corinthians e Mirassol, além da partida de volta diante do Atlético-MG. O cenário exigia que o elenco mantivesse o nível de competitividade nas duas competições, sem que a melhora recente fosse confundida com a solução definitiva dos problemas enfrentados pelo clube.
Foi nesse contexto que Galvão Bueno resgatou a fala de Luxemburgo. Os resultados não eliminam as críticas anteriores nem garantem o desfecho da temporada, mas oferecem respaldo à ideia de que Renato preservou a conexão com o grupo. Para Luxemburgo, justamente essa influência institucional faria a diferença quando o treinador fosse pressionado.
A lembrança no Galvão FC recolocou em evidência uma característica frequentemente associada ao trabalho de Renato no Grêmio: a capacidade de exercer liderança para além das funções técnicas. A previsão do ex-treinador, portanto, foi retomada por Galvão no momento em que a equipe apresentava sinais concretos de reação dentro de campo.