Philippe Coutinho recebeu uma proposta do Botafogo antes de decidir voltar ao Vasco, em 2024. O episódio foi revelado pelo ex-lateral Rafael, amigo próximo do meia, que afirmou ter participado pessoalmente da tentativa de levar o jogador para General Severiano.
NOTAS DA TORCIDA
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1 × 1 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Alex TellesTitular
Média10,0
Álvaro MontoroTitular
Média10,0
DaniloTitular
Média6,0
Gabriel BatistaTitular
Média10,0
HuguinhoTitular
Média7,0
Júnior SantosTitular
Média6,0
Lucas MonzónTitular
Média8,0
Lucas VillalbaTitular
Média6,0
Nahuel FerraresiTitular
Média8,0
VitinhoTitular
Média9,0
Kadir BarriaEntrou durante o jogo
Média6,0
Kauan ToledoEntrou durante o jogo
Média6,0
Mateo PonteEntrou durante o jogo
Média6,0
PaulinhoEntrou durante o jogo
Média7,0
Tiquinho SoaresEntrou durante o jogo
Média6,0
✓ Resultado final baseado em 15 voto(s) da torcida.
O relato foi feito durante participação no programa Panela SporTV. Rafael disse que usou a proximidade com Coutinho para apresentar o interesse alvinegro e tentar convencê-lo a permanecer no Rio de Janeiro, mas encontrou uma decisão praticamente definida pelo vínculo do atleta com o clube que o revelou.
De acordo com o ex-jogador, o Botafogo chegou a formalizar uma proposta. A abordagem, contudo, não avançou para uma negociação prolongada. Rafael contou que telefonou para Coutinho e mencionou a possibilidade de uma transferência para o rival, recebendo como resposta que o meia não queria sequer analisar a alternativa naquele momento.
A justificativa apresentada, segundo o ex-lateral, foi a paixão de Coutinho pelo Vasco e o desejo de retornar a São Januário. A conversa também teria levado em conta a própria relação de amizade entre os dois. Com essa preferência, a investida do Botafogo ficou limitada ao contato inicial e à oferta mencionada no depoimento.
Coutinho havia sido formado nas categorias de base do Vasco, fator que Rafael apontou como decisivo para a escolha. Em vez de tratar o retorno ao futebol brasileiro apenas como uma movimentação de mercado, o meia teria priorizado a ligação construída com o clube desde o início da carreira.
O Botafogo tentou explorar justamente a influência de Rafael, que conhecia Coutinho e mantinha uma relação próxima com o atleta. A estratégia não foi suficiente para mudar a decisão. Conforme o relato, a identificação vascaína fez com que o jogador rejeitasse a possibilidade antes mesmo de ouvir os detalhes da proposta alvinegra.
Rafael também classificou Coutinho como uma pessoa reservada, pouco inclinada a expor publicamente conversas desse tipo. Por isso, a revelação acrescenta um detalhe de bastidor à disputa que antecedeu o retorno do meia ao futebol brasileiro. O episódio indica que o Botafogo esteve entre as opções consideradas no período, embora não tenha conseguido transformar o interesse em contratação.
A escolha final levou Coutinho de volta ao Vasco. A equipe carioca, portanto, não precisou disputar uma negociação extensa com o Botafogo depois que o jogador manifestou sua preferência. A decisão, conforme a versão apresentada por Rafael, foi orientada principalmente por razões afetivas e pela vontade de reencontrar o clube formador.
Rafael rejeita acusação de traição
Na mesma participação, o ex-lateral comentou a relação de Coutinho com a torcida vascaína após a saída do jogador. Parte dos torcedores passou a acusar o meia de ter traído o clube, mas Rafael discordou dessa interpretação e relacionou a mudança às críticas que o atleta recebeu durante a passagem por São Januário.
Segundo Rafael, Coutinho teria sido pressionado por torcedores a deixar o Vasco. O ex-jogador afirmou que o meia ficou frustrado com a situação e que a transferência apareceu como uma oportunidade para recuperar a satisfação com o futebol. A avaliação foi feita no contexto da ida de Coutinho para o Santos, movimento que voltou a provocar discussões sobre a relação entre o atleta e o clube carioca.
A defesa apresentada por Rafael não significa, na visão dele, que a história de Coutinho com o Vasco tenha terminado sem questionamentos. O ex-lateral separou a identificação pessoal do jogador da forma como sua passagem foi avaliada por parte da torcida. Para ele, a sequência de críticas ajuda a explicar por que o meia aceitou deixar o clube depois do retorno.
Rafael também ponderou que Coutinho não deveria ser chamado de ídolo vascaíno. O argumento usado foi esportivo: apesar da ligação com o clube e da importância de ter sido revelado em São Januário, o jogador não conquistou títulos pelo Vasco. Assim, o ex-lateral reconheceu o vínculo afetivo, mas fez distinção entre carinho da torcida, identificação e status de ídolo.
Investida alvinegra ficou como bastidor de 2024
A tentativa de contratação mostra que o Botafogo buscou um jogador de projeção internacional durante o período em que Coutinho avaliava o retorno ao Brasil. A presença de Rafael nas conversas funcionou como uma ponte informal entre o clube e o meia, mas a preferência pelo Vasco impediu que a oferta evoluísse.
O caso também evidencia a dificuldade de um rival carioca competir com uma decisão baseada na história pessoal do atleta. Mesmo com uma proposta e com a intermediação de alguém próximo, o Botafogo não conseguiu fazer Coutinho considerar a mudança para General Severiano. A escolha pelo Vasco ocorreu antes de qualquer avanço mais concreto nas tratativas.
O relato de Rafael, portanto, acrescenta duas informações ao período: o Botafogo tentou contratar Coutinho e o jogador recusou aprofundar a conversa por priorizar o retorno ao clube formador. Depois, as críticas à saída e a transferência para o Santos ampliaram o debate sobre a relação do meia com a torcida vascaína, mas não alteraram o desfecho da disputa de 2024.