O goleiro Bruninho Samudio retomou espaço no time Sub-17 do Botafogo depois de cumprir um período de afastamento por questões disciplinares. O retorno ocorreu na vitória por 4 a 2 sobre o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro da categoria, em partida disputada no início de setembro. De volta ao grupo, o jogador publicou imagens da atuação e resumiu o momento com uma mensagem de comemoração: “Agora sim eu voltei! Botafogo 4 x Vasco 2”.
NOTAS DA TORCIDA
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0 × 0 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Álvaro MontoroTitular
Média9,0
Arthur CabralTitular
Média8,0
DaniloTitular
Média6,0
Gabriel BatistaTitular
Média10,0
HuguinhoTitular
Média10,0
Lucas MonzónTitular
Média9,0
Lucas VillalbaTitular
Média6,0
MarçalTitular
Média7,0
Nahuel FerraresiTitular
Média9,0
VitinhoTitular
Média10,0
Cristian MedinaEntrou durante o jogo
Média8,0
EdenilsonEntrou durante o jogo
Média7,0
Júnior SantosEntrou durante o jogo
Média7,0
Kadir BarriaEntrou durante o jogo
Média7,0
Mateo PonteEntrou durante o jogo
Média8,0
✓ Resultado final baseado em 15 voto(s) da torcida.
A reaparição encerrou uma sequência em que o atleta ficou fora de partidas da competição. As informações divulgadas sobre a quantidade exata de jogos afastado apresentam diferenças, mas convergem ao apontar que a punição ocorreu após um episódio interno envolvendo o adolescente e pessoas ligadas ao ambiente do futebol. O clube tratou o caso como questão disciplinar, sem divulgar publicamente detalhes do ocorrido.
Bruninho tem 16 anos e é filho de Eliza Samudio e do ex-goleiro Bruno Fernandes. Desde os primeiros meses de vida, ele é criado pela avó materna, Sonia Fátima Moura. A familiar acompanhou a repercussão do afastamento e afirmou que não tentou proteger o neto das consequências da conduta. Para ela, a formação de um atleta também passa pela imposição de limites pela família e pela instituição.
Avó defende limites e critica julgamentos nas redes
Em declarações dadas durante a repercussão do caso, Sonia disse estar de acordo com a punição aplicada pelo Botafogo. A avó descreveu o episódio como um desentendimento entre adultos e um adolescente em processo de amadurecimento, mas ressaltou que eventuais erros precisam ser corrigidos. Na avaliação dela, clube e família devem atuar em conjunto para estabelecer regras durante a formação do jogador.
A situação ganhou uma dimensão maior nas redes sociais por causa da história familiar de Bruninho. Depois que o afastamento se tornou público, o perfil do goleiro recebeu comentários que associavam uma ocorrência disciplinar à trajetória do pai. Sonia reagiu às críticas e classificou como cruel a tentativa de atribuir ao neto características relacionadas ao crime cometido contra sua mãe.
A defesa feita pela avó não significou contestação à medida tomada pelo Botafogo. O ponto central de seus argumentos foi separar a responsabilidade individual do adolescente dos acontecimentos que marcaram sua infância. Sonia também afirmou que muitos jovens passam por problemas disciplinares durante a formação, mas que, no caso de Bruninho, qualquer episódio acaba recebendo atenção ampliada por causa de sua história.
Após o jogo contra o Vasco, a relação entre os dois voltou a aparecer publicamente. Sonia comentou uma publicação do neto e o chamou de “meu marrento favorito”. Bruninho respondeu com uma declaração de carinho, tratando a avó como mãe. A troca de mensagens marcou o retorno do goleiro ao campo em meio à repercussão do afastamento.
Trajetória na base inclui passagem pelo Athletico
Antes de chegar ao Botafogo, Bruninho passou pelas categorias de base do Athletico-PR. Durante esse período, também enfrentou uma punição disciplinar. O episódio ocorreu quando o goleiro tinha 14 anos e envolveu um par de chuteiras levado do vestiário. Segundo o relato divulgado na época, o jogador cobrou da diretoria uma solução para o problema, mas o tom utilizado não agradou ao clube.
A passagem para o Botafogo contou com a participação de profissionais que já conheciam o atleta de sua etapa no futebol paranaense. Alessandro Brito, ex-diretor de gestão esportiva do clube carioca, afirmou que havia um trabalho de acompanhamento voltado ao desenvolvimento humano de Bruninho. A ideia, segundo ele, era oferecer suporte para que o jovem pudesse se desenvolver como pessoa antes de avançar em sua trajetória esportiva.
Esse tipo de acompanhamento faz parte dos desafios comuns às categorias de base, nas quais os clubes precisam conciliar rendimento, educação e formação comportamental. No caso de Bruninho, o trabalho ganhou atenção adicional pela exposição pública de sua vida familiar. Ainda assim, os episódios disciplinares foram tratados como situações específicas do processo de formação, e não como definição permanente sobre o caráter do jogador.
Goleiro já havia chamado atenção em atuações pelo Botafogo
O retorno ao Sub-17 aconteceu depois de um momento de destaque do atleta na própria temporada. Em 4 de agosto, Bruninho foi titular no empate sem gols entre Botafogo e São Paulo, no Estádio Nilton Santos, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro Sub-17. Naquela partida, defendeu um pênalti no segundo tempo e ajudou a equipe a preservar o resultado.
A atuação repercutiu entre torcedores e reforçou a avaliação de que o goleiro é uma das promessas das categorias de base alvinegras. Em fevereiro, ele assinou seu primeiro contrato profissional com o Botafogo, passo importante dentro do projeto esportivo do clube, embora continue atuando no futebol de formação.
Bruninho também acumula experiência em seleções de base. O jogador teve passagem pela Seleção Brasileira Sub-15 e participou da campanha do título do Brasil na Liga Evolução da categoria no ano anterior. Na decisão contra a Argentina, defendeu uma cobrança na disputa de pênaltis.
A vitória sobre o Vasco, portanto, representou mais do que o retorno após a punição. O resultado recolocou o goleiro em evidência dentro de uma equipe que disputa uma competição nacional e permitiu que ele retomasse a sequência competitiva. A partir desse ponto, o desafio do atleta é transformar a volta em continuidade, mantendo o desempenho esportivo e o processo de amadurecimento esperado de um jogador de 16 anos.