O Botafogo decidiu não negociar Arthur Cabral com o Tigres, do México, apesar de uma nova oferta de US$ 9 milhões. Convertido para a cotação mencionada nas informações sobre a negociação, o valor corresponde a aproximadamente R$ 45,8 milhões. A avaliação interna é de que o atacante deve permanecer no elenco alvinegro até o fim da temporada.
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Álvaro MontoroTitular
Média9,0
Arthur CabralTitular
Média8,0
DaniloTitular
Média6,0
Gabriel BatistaTitular
Média10,0
HuguinhoTitular
Média10,0
Lucas MonzónTitular
Média9,0
Lucas VillalbaTitular
Média6,0
MarçalTitular
Média7,0
Nahuel FerraresiTitular
Média9,0
VitinhoTitular
Média10,0
Cristian MedinaEntrou durante o jogo
Média8,0
EdenilsonEntrou durante o jogo
Média7,0
Júnior SantosEntrou durante o jogo
Média7,0
Kadir BarriaEntrou durante o jogo
Média7,0
Mateo PonteEntrou durante o jogo
Média8,0
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A recusa ocorreu em um momento decisivo da janela de transferências. O prazo para registrar novos jogadores termina nesta sexta-feira, e a diretoria não conseguiu encaminhar a contratação de um substituto para o setor. Sem tempo considerado suficiente para recompor o ataque, o clube preferiu não abrir mão do centroavante.
Botafogo não encontrou reposição no mercado
A necessidade de preservar uma opção para a posição foi um dos principais motivos para a negativa. O Botafogo chegou a consultar nomes disponíveis no mercado, mas não encontrou uma alternativa que oferecesse segurança para a sequência do calendário. A diretoria avaliou que receber o dinheiro e perder Arthur Cabral sem uma contratação encaminhada poderia enfraquecer o elenco.
Álex Arce, do Independiente Rivadavia, apareceu entre os jogadores procurados. A equipe argentina, porém, não demonstrou disposição para liberar o atacante antes do fim de 2026. Com a negociação sem avanço, o nome deixou de representar uma solução imediata para uma eventual saída do brasileiro.
Outro atacante ligado ao planejamento alvinegro foi Emiliano Gómez, que pertence ao Puebla, do México. O uruguaio também foi sondado pelo Botafogo nesta janela, mas encaminhou sua transferência para o próprio Tigres. Conforme relatado pelo jornalista César Luis Melo e reproduzido por O Globo, o clube mexicano pagará US$ 4,5 milhões pelo jogador.
A movimentação do Tigres por Gómez reduziu a perspectiva de que o clube mexicano insistisse em uma operação mais longa por Arthur Cabral. Ainda assim, a proposta de US$ 9 milhões chegou ao Botafogo e foi recusada, sobretudo porque a equipe carioca não tinha uma reposição pronta para o ataque.
Oferta ficou distante do investimento feito pelo clube
O aspecto financeiro também influenciou a decisão. O Botafogo contratou Arthur Cabral em 2025 por 15 milhões de euros, valor que, na época, foi estimado em aproximadamente R$ 95 milhões. A oferta do Tigres, de cerca de R$ 45,8 milhões, ficaria bem abaixo do montante desembolsado para adquirir o atleta.
Uma análise do jornalista Eduardo Mansell, do FogãoNET, apontou que a operação poderia representar prejuízo superior a R$ 30 milhões para o Botafogo. O cálculo considera a diferença entre o investimento realizado na contratação e o valor apresentado pelos mexicanos, sem contar outros fatores financeiros da operação.
O clube também não via necessidade de aceitar uma venda em caráter emergencial. Como Arthur Cabral continuou integrado ao planejamento da comissão técnica, a diretoria entendeu que não havia razão esportiva ou financeira suficiente para concluir o negócio por uma quantia considerada baixa em relação ao investimento original.
As informações sobre a negociação também relacionam a recusa a uma possível mudança de postura do Botafogo no mercado. Gabriel de Alba, envolvido no processo de transição da SAF, teria influência em uma condução mais cautelosa das tratativas. A intenção seria evitar que o clube transmitisse aos concorrentes a imagem de que precisa vender jogadores rapidamente.
Essa postura pode ser relevante em futuras conversas. Ao não demonstrar urgência, o Botafogo preserva margem para negociar Arthur Cabral por um valor mais próximo do que considera adequado. No caso específico da oferta do Tigres, aceitar a proposta significaria lidar ao mesmo tempo com uma perda financeira expressiva e com a dificuldade de contratar outro centroavante em poucos dias.
Arthur Cabral segue como referência no ataque
A permanência também tem fundamento no campo. Arthur Cabral ganhou espaço com Rodrigo Bellão e é tratado como titular da equipe. Aos 28 anos, o centroavante soma nove gols e duas assistências em 38 partidas pelo Botafogo na temporada, de acordo com os dados publicados por O Globo.
Os números convivem com um período de cobrança por parte da torcida. O último gol do atacante foi marcado em 17 de maio, quando ele fez os três gols da vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians. Desde então, participou de 11 partidas sem voltar a balançar as redes e foi expulso em uma delas.
A sequência sem marcar não alterou, até aqui, a avaliação interna sobre a importância do jogador. A comissão técnica continua contando com Arthur Cabral para a sequência da temporada, especialmente porque as alternativas analisadas pelo clube não avançaram antes do fechamento da janela.
Com a decisão, o Botafogo mantém no elenco um atacante que já conhece a rotina da equipe e ocupa espaço central no planejamento de Rodrigo Bellão. Em contrapartida, o clube deixa de transformar a proposta mexicana em receita imediata, apostando que a necessidade esportiva e a possibilidade de negociar em melhores condições justificam a permanência.
A recusa, portanto, resultou da combinação de quatro fatores: o prazo curto para contratar, a ausência de uma reposição encaminhada, a distância entre a oferta e o investimento feito em 2025 e a importância de Arthur Cabral para o time atual. Sem uma alternativa pronta e sem uma proposta considerada vantajosa, o Botafogo decidiu manter o camisa 9.