Lucas Paulo Torezin volta a apitar um jogo do Botafogo após polêmica envolvendo VAR e pênalti contestado.Foto: Reprodução da Internet
A escala de arbitragem para Botafogo x Remo recolocou no centro da atenção um episódio controverso do Campeonato Brasileiro de 2025. Lucas Paulo Torezin foi escolhido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para apitar o confronto da próxima quarta-feira, dia 28, às 21h30, no Mangueirão, em Belém, pela 33ª rodada.
O reencontro ganhou repercussão porque o árbitro paranaense não vinha sendo designado como principal em partidas do Botafogo desde o empate por 1 a 1 com o Grêmio, em Porto Alegre. Na ocasião, uma decisão tomada depois de consulta ao VAR provocou críticas públicas de um dirigente alvinegro e terminou com punição no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O lance que originou a discussão ocorreu durante a partida contra o Grêmio. Torezin foi chamado pela equipe de vídeo para revisar uma jogada que envolvia possível toque no braço de Matheus Martins. O jogador do Botafogo estava de costas para a trajetória da bola.
Depois da análise, o árbitro marcou pênalti a favor do time gaúcho. A cobrança e a decisão contribuíram para o empate por 1 a 1, resultado que aumentou a insatisfação dos representantes do clube carioca com a condução da partida.
Léo Coelho, diretor de coordenação de futebol do Botafogo, criticou a atuação da arbitragem após o confronto. As declarações foram registradas na súmula, documento no qual também ficou consignada a insatisfação do dirigente com a equipe responsável pelo VAR.
Segundo o registro, Coelho classificou a arbitragem como vergonhosa e afirmou que Torezin não voltaria a apitar jogos do Botafogo. A frase passou a ser associada ao histórico de escalas do árbitro em partidas do clube.
Dirigente recebeu suspensão de 15 dias
A manifestação não ficou limitada à repercussão esportiva. O STJD aplicou a Léo Coelho uma suspensão de 15 dias em razão das declarações feitas depois do empate com o Grêmio.
A punição tornou o episódio ainda mais relevante para o Botafogo, já que a controvérsia envolveu simultaneamente uma decisão de campo, a revisão do VAR, críticas à arbitragem e uma consequência disciplinar para um integrante da diretoria.
Desde aquele confronto, conforme informação publicada pelo FogãoNET e reproduzida na apuração de origem, Torezin não havia voltado a atuar como árbitro principal em um jogo do Botafogo. O período foi de pouco mais de um ano, até a nova designação para o duelo com o Remo.
O paranaense, no entanto, chegou a participar de um clássico envolvendo o clube carioca como quarto árbitro. A função é diferente da exercida agora: o quarto árbitro integra a equipe de arbitragem, mas não é o responsável direto pela condução das decisões centrais da partida.
CBF confirma reencontro no Mangueirão
Com a escala divulgada pela CBF, Botafogo x Remo será o primeiro jogo do clube sob o comando de Torezin desde a polêmica com o Grêmio. A escolha recupera um caso que permanecia ligado ao histórico recente do árbitro diante da equipe alvinegra.
O material disponível confirma a designação de Torezin, mas não informa os nomes dos demais integrantes da equipe de arbitragem, como assistentes, quarto árbitro e responsável pelo VAR. Também não há registro de contestação formal do Botafogo contra a escolha da entidade ou de manifestação pública do clube sobre a escala.
Assim, a repercussão da indicação está relacionada ao antecedente de 2025, e não a um novo episódio envolvendo o árbitro e o Botafogo. O caso anterior teve como ponto central o pênalti marcado após revisão do vídeo, a reação de Léo Coelho e a suspensão aplicada ao dirigente pelo STJD.
O confronto com o Remo está previsto para quarta-feira, dia 28, às 21h30, no Mangueirão, em Belém, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partir da confirmação da escala, Torezin volta a ocupar a função principal em uma partida do Botafogo, mais de um ano depois do jogo que marcou a relação entre o árbitro e o clube.