O presidente do Vasco, Pedrinho, reagiu de forma contundente às manifestações de Luiz Eduardo Baptista, o BAP, presidente do Flamengo, sobre o processo de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) cruz-maltina e os acordos financeiros do clube. A resposta foi dada durante o embarque da delegação vascaína para o Paraguai, onde a equipe enfrentaria o Olimpia pela Copa Sul-Americana.
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Puma RodríguezEntrou durante o jogo
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Ao comentar o episódio, Pedrinho fez questão de diferenciar a instituição Flamengo de seu presidente. Segundo o dirigente vascaíno, as críticas não eram direcionadas ao clube rival, mas exclusivamente à postura adotada por BAP nas discussões envolvendo o Vasco. A declaração abriu uma nova frente de tensão entre os presidentes dos dois clubes cariocas.
Pedrinho separa Flamengo de BAP
Pedrinho afirmou que falava sobre BAP “na sua essência” e não sobre o Flamengo. Na sequência, utilizou termos duros para classificar o dirigente rubro-negro, chamando-o de “mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo” e “hipócrita”. As palavras foram proferidas em um momento de grande exposição pública, antes da viagem do elenco vascaíno para o compromisso internacional.
A preocupação do presidente do Vasco em estabelecer essa distinção foi explícita. A crítica, conforme relatado, mirava a atuação individual de BAP nas discussões sobre a SAF e os entendimentos financeiros do clube de São Januário. Pedrinho sustentou que o presidente do Flamengo estaria ultrapassando os limites ao se manifestar sobre assuntos internos vascaínos.
O conflito não envolve uma disputa dentro de campo nem uma discussão relacionada diretamente à partida contra o Olimpia. O centro da divergência é administrativo e financeiro. As declarações de BAP, mencionadas por Pedrinho, tratavam da condução de processos ligados ao Vasco, enquanto o presidente cruz-maltino contestou a legitimidade e a coerência dessa interferência.
Críticas sobre autonomia do Brasileiro
Pedrinho também questionou o argumento de BAP de que suas manifestações seriam motivadas pela defesa da autonomia e da legalidade do Campeonato Brasileiro. Para o presidente vascaíno, a justificativa não seria aplicada de maneira uniforme quando o tema envolve diretamente o Flamengo.
Como exemplo, Pedrinho citou a disputa pela divisão das cotas da Libra. Na avaliação dele, BAP assume uma postura de defesa dos interesses rubro-negros quando o assunto diz respeito à distribuição de receitas entre os clubes que integram o bloco. A referência à Libra foi usada para questionar a coerência entre o discurso público do dirigente e sua atuação em temas que envolvem o próprio Flamengo.
A fala de Pedrinho, portanto, não se limitou a uma discordância pontual sobre a venda da SAF. O presidente do Vasco contestou a justificativa apresentada por BAP para se posicionar sobre assuntos do futebol brasileiro e contrapôs esse argumento à atuação do dirigente nas discussões que afetam o Flamengo. O ponto central da crítica foi a diferença entre defender uma regra geral e proteger interesses específicos.
Sem apresentar, no material divulgado, uma resposta de BAP às acusações, Pedrinho manteve o foco na cobrança dirigida ao presidente rubro-negro. O vascaíno disse que não deveria satisfação ao dirigente do Flamengo e afirmou que BAP deveria cuidar do clube que representa, sem interferir em questões relacionadas ao Vasco.
SAF do Vasco vira ponto central
A venda da SAF vascaína apareceu como o principal motivo da reação. Pedrinho afirmou que BAP não seria responsável por qualquer negociação envolvendo a estrutura societária do Vasco. A declaração reforçou a posição de que decisões sobre o futuro administrativo e financeiro do clube devem ser tratadas pelos responsáveis diretos pela instituição.
O presidente vascaíno também citou outros clubes que estão em recuperação judicial e, segundo ele, realizam contratações sem receber o mesmo tipo de questionamento feito por BAP ao Vasco. Pedrinho usou essa comparação para sustentar a acusação de que a instituição cruz-maltina estaria sendo perseguida.
A afirmação, no entanto, foi apresentada por Pedrinho como uma avaliação sobre a postura do dirigente flamenguista. O material não detalha quais clubes foram citados nominalmente, quais contratações estariam em questão ou quais medidas específicas BAP teria adotado contra o Vasco. Por isso, a crítica fica registrada como a interpretação do presidente vascaíno sobre o tratamento dado ao clube.
Presidente cobra respeito ao Vasco
Na parte mais enfática de sua manifestação, Pedrinho declarou que BAP não teria espaço para se impor diante do Vasco. O presidente cruz-maltino disse que o dirigente deveria respeitar a instituição e afirmou que ele estaria se envolvendo em um assunto que não lhe caberia tratar.
“Isso aqui não é Flamengo mesmo não, isso aqui é Vasco!”, declarou Pedrinho ao encerrar o recado. A frase resumiu o tom da entrevista e reforçou o caráter institucional da reação. Embora tenha separado BAP do Flamengo no início da fala, o presidente do Vasco também recorreu à rivalidade entre os clubes para marcar a autonomia vascaína.
Pedrinho ainda classificou a atuação de BAP como uma perseguição ao Vasco. De acordo com o dirigente, o presidente do Flamengo estaria se manifestando repetidamente sobre os assuntos cruz-maltinos sem ter responsabilidade formal pelas negociações ou decisões relacionadas à SAF. A cobrança foi acompanhada da afirmação de que BAP deveria se responsabilizar pelo clube que dirige.
Viagem para a Sul-Americana
A reação ocorreu no embarque da delegação do Vasco para o Paraguai. A equipe tinha compromisso marcado contra o Olimpia pela Copa Sul-Americana, partida mencionada na cobertura como prevista para aquela quinta-feira. O episódio administrativo veio à tona enquanto o elenco se preparava para mais um compromisso internacional.
O material disponível não informa se a discussão entre os presidentes provocou qualquer alteração na preparação da equipe, na escalação ou na rotina do grupo comandado pela comissão técnica. Também não há indicação de que os jogadores tenham participado do debate público. As informações confirmadas se limitam à manifestação de Pedrinho e ao contexto do embarque vascaíno.
Da mesma forma, não foram apresentados detalhes sobre o estágio do processo de venda da SAF, os termos dos acordos financeiros citados ou eventuais decisões tomadas pelo Vasco a respeito do tema. Pedrinho contestou a interferência de BAP, mas a fonte não descreve o conteúdo completo das manifestações anteriores do presidente do Flamengo.
Assim, a controvérsia permanece concentrada na troca de acusações entre os dirigentes. De um lado, BAP teria questionado processos ligados ao Vasco em nome da autonomia e da legalidade do Campeonato Brasileiro. De outro, Pedrinho rebateu a justificativa, citou a Libra e afirmou que o presidente flamenguista não deveria se envolver na venda da SAF cruz-maltina.
Até o encerramento do material analisado, a única manifestação detalhada apresentada é a de Pedrinho. O presidente do Vasco negou que devesse satisfações a BAP, criticou os argumentos utilizados pelo rival e exigiu respeito à instituição. A discussão, portanto, ganhou dimensão pública antes de um jogo da Sul-Americana, mas segue sem informações adicionais sobre possíveis medidas formais dos clubes.