Um pedido feito por investidores interessados em assumir o controle da SAF do Vasco levou Pedrinho a considerar com mais força a disputa por um novo mandato no clube associativo. O presidente confirmou que conversou sobre sua permanência com Marcos Lamacchia e Mário Junqueira e afirmou que, neste momento, a tendência é tentar continuar no cargo.
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A sinalização, porém, ainda não equivale a uma candidatura oficial. Na atualização disponível, Pedrinho não havia registrado uma chapa para a eleição presidencial. A definição depende do cumprimento do calendário eleitoral e da formalização da participação no pleito.
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188. Thiago MendesTitular
Média8,5
Alan LescanoTitular
Média9,5
Alan SaldiviaTitular
Média9,0
Andrés GómezTitular
Média7,5
Bruno DuarteTitular
Média7,5
CuiabanoTitular
Média6,5
Facundo ColidioTitular
Média10,0
Léo JardimTitular
Média8,5
Paulo HenriqueTitular
Média7,0
Robert RenanTitular
Média8,5
Santiago SosaTitular
Média10,0
DavidEntrou durante o jogo
Média6,5
JairEntrou durante o jogo
Média8,0
Johan RojasEntrou durante o jogo
Média6,5
Marino HinestrozaEntrou durante o jogo
Média7,5
Ramon RiqueEntrou durante o jogo
Média9,0
✓ Resultado final baseado em 32 voto(s) da torcida.
Investidores querem manter interlocução com o clube
Segundo o relato do próprio dirigente, o pedido esteve ligado à intenção de dar sequência a um trabalho conjunto entre a administração do Vasco associativo e os investidores envolvidos na negociação da Sociedade Anônima do Futebol. A permanência de Pedrinho seria vista como uma maneira de preservar a interlocução com o clube durante o próximo ciclo administrativo.
“Isso foi uma conversa já com o investidor, um pedido do investidor para que eu desse continuidade nesse projeto para, obviamente, fazer um trabalho em conjunto”, declarou Pedrinho. Na sequência, ao ser questionado sobre a possibilidade de disputar novamente a presidência, respondeu que “a tendência é essa”.
A escolha das palavras mantém a situação em aberto. O presidente indicou disposição para concorrer, mas não informou que já havia tomado a decisão definitiva nem que sua chapa estivesse pronta. Até que o registro seja realizado, a reeleição permanece como uma possibilidade política, e não como uma candidatura confirmada.
Mário Junqueira também manifestou publicamente preferência pela continuidade do dirigente. Durante uma audiência na Justiça do Rio de Janeiro, o empresário elogiou Pedrinho e disse que já havia feito diretamente o pedido para que ele tentasse um novo mandato.
“Eu queria muito vê-lo reeleito no Vasco da Gama. Eu já pedi”, afirmou Junqueira. A declaração reforça o interesse do grupo na permanência do atual presidente, mas não modifica as regras do processo eleitoral nem garante o desfecho da votação.
Eleição terá prazo decisivo em outubro
O calendário informado prevê a eleição presidencial do clube associativo para 14 de novembro. Antes disso, o prazo para apresentação das chapas termina em 15 de outubro. Pedrinho terá, portanto, até essa data para transformar a tendência mencionada publicamente em uma candidatura formal.
O material sobre o pleito aponta que 7.084 sócios estão habilitados a votar. Desse total, 6.168 também atendem às exigências estatutárias para concorrer a cargos eletivos. Os números definem o universo de eleitores e candidatos aptos, mas não antecipam quantas chapas participarão da disputa nem qual será o resultado.
Caso registre uma chapa, vença a eleição e seja reconduzido ao cargo, Pedrinho comandará o Vasco no período de 2027 a 2029. Até lá, ainda precisará superar etapas distintas: oficializar a candidatura, participar do processo eleitoral e obter o apoio dos sócios habilitados.
Essa separação é importante porque o apoio dos investidores, embora relevante para o cenário político do clube, não substitui o registro eleitoral. Da mesma forma, a manifestação de Junqueira representa uma posição pública do empresário, mas não significa que a reeleição esteja assegurada.
Negociação da SAF ainda não foi concluída
A discussão sobre a permanência de Pedrinho ocorre paralelamente à operação para a transferência do controle da SAF vascaína. O processo envolvendo o grupo de Lamacchia ainda depende de etapas internas e de condições necessárias para sua conclusão.
Por esse motivo, os investidores não podem ser tratados como controladores definitivos da SAF neste momento. O pedido para que Pedrinho continue no comando está relacionado a um grupo interessado na operação, e não a uma transferência já consumada.
A situação cria dois processos que avançam ao mesmo tempo, mas não se confundem. De um lado, existe a negociação envolvendo a estrutura empresarial do futebol. De outro, está o calendário do clube associativo, que exige registro de chapas e votação dos sócios. O resultado de um processo não está automaticamente definido pelo outro.
Para o Vasco, a possível continuidade de Pedrinho manteria no debate eleitoral a relação entre a presidência associativa e o projeto ligado à SAF. No entanto, qualquer consequência prática depende de decisões que ainda não foram tomadas, tanto no negócio envolvendo os investidores quanto na eleição presidencial.
O cenário atual, portanto, é de intenção fortalecida, mas sem confirmação formal. Pedrinho recebeu o pedido dos investidores, teve o nome defendido publicamente por Mário Junqueira e admitiu que tende a buscar um novo mandato. A próxima confirmação objetiva será o registro, ou não, da chapa dentro do prazo previsto para 15 de outubro.