O Vasco voltou a pressionar pela aprovação de um empréstimo de R$ 150 milhões solicitado à Justiça. O presidente Pedrinho renovou o apelo antes do embarque da delegação para Salvador, onde o time enfrentaria o Vitória pelo segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil.
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3 × 1 Brasileirão Série A
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AdsonTitular
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Andrés GómezTitular
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Carlos CuestaTitular
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A manifestação ocorreu em entrevista ao Podcast Cruzmaltino e teve como centro a situação financeira da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Para o dirigente, a análise do pedido deve levar em conta as providências tomadas pela administração desde que ele passou a atuar na gestão da empresa.
O financiamento buscado pelo clube é da modalidade DIP, sigla para Debtor-in-Possession Financing. Esse tipo de crédito é destinado a empresas que estão em recuperação judicial e tem como finalidade oferecer recursos para que a operação continue durante o processo de reorganização. No caso do Vasco, a liberação ainda depende de decisão do Poder Judiciário.
Crédito é apresentado como suporte para a operação
Pedrinho afirmou que encontrou muitas pendências financeiras ao assumir a condução da SAF. De acordo com o presidente, a administração precisou criar mecanismos para organizar os pagamentos e cumprir compromissos que já haviam sido assumidos anteriormente.
Na entrevista, o dirigente pediu que a Justiça considere a evolução da gestão financeira desde sua chegada. Ele sustentou que o clube tem trabalhado para reorganizar as obrigações e demonstrar responsabilidade na condução da recuperação financeira.
Pedrinho também declarou que, desde o início de sua atuação na SAF, o Vasco manteve seus compromissos financeiros em dia. Como exemplo, mencionou acordos verbais feitos anteriormente com jogadores e que precisaram ser formalizados depois. A afirmação foi usada pelo presidente para reforçar que a atual administração buscou honrar compromissos herdados, inclusive aqueles que não estavam registrados nos contratos.
O objetivo principal apontado para o empréstimo é garantir recursos em caixa e preservar o funcionamento do clube durante a recuperação judicial. A operação, portanto, está relacionada à capacidade de manter a estrutura vascaína em atividade enquanto a diretoria organiza dívidas e negocia com credores.
O dinheiro também poderia ter efeito direto no planejamento do futebol. Pedrinho relacionou a aprovação do DIP à possibilidade de o Vasco buscar dois reforços na janela de transferências. A contratação de novos jogadores, entretanto, foi apresentada como uma possibilidade condicionada à aprovação e à efetiva liberação do crédito, e não como uma negociação concluída.
Vasco cita medidas anteriores ao plano de recuperação
Pedrinho mencionou ainda ações adotadas antes da homologação do plano de recuperação judicial. Entre elas, citou o ingresso com uma medida cautelar antecedente e a renegociação de dívidas com alguns credores.
Segundo o presidente, essas providências foram tomadas para demonstrar boa-fé na condução do processo. A diretoria precisou conciliar a manutenção das atividades do clube com a tentativa de reorganizar débitos acumulados e estabelecer acordos com as partes envolvidas.
A recuperação judicial, conforme relatado por Pedrinho, também envolve responsabilidades pessoais e profissionais para quem participa da condução do processo. O dirigente afirmou que colocou o próprio patrimônio na operação, destacando o nível de compromisso que, em sua avaliação, foi assumido para levar adiante a reestruturação financeira.
O pedido de financiamento ocorre em uma fase que combina decisões administrativas e esportivas para o Vasco. Enquanto a diretoria busca uma solução judicial para ampliar a previsibilidade do caixa, a equipe estava envolvida na disputa por uma vaga na semifinal da Copa do Brasil diante do Vitória.
A viagem para Salvador marcou o momento em que o presidente voltou a expor publicamente a necessidade do empréstimo, mas não alterou a natureza do processo. A decisão sobre o financiamento permanece sob análise judicial, e a capacidade de investimento no elenco depende de eventual autorização e liberação dos recursos.
Até uma definição, o Vasco segue sustentando que o crédito pode cumprir duas funções: dar suporte à continuidade das operações durante a recuperação judicial e aumentar a margem financeira para o futebol. Os dois objetivos, porém, estão vinculados ao mesmo passo: a aprovação do financiamento DIP de R$ 150 milhões.