A evolução recente do Atlético-MG não é atribuída por Eduardo Domínguez a uma mudança na forma de comandar a equipe. Para o treinador argentino, o principal fator da reação foi o crescimento da confiança dos jogadores, tanto no próprio potencial quanto no trabalho realizado diariamente na Cidade do Galo.
NOTAS DA TORCIDA
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2 × 1 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Alan MindaTitular
Média7,0
AlexsanderTitular
Média8,7
Angelo PreciadoTitular
Média7,0
Gabriel DelfimTitular
Média8,0
Kauã PasciniTitular
Média8,0
Mamady CisséTitular
Média8,3
NatanaelTitular
Média8,0
ReinierTitular
Média7,0
Thiago BorbasTitular
Média6,7
Tomás PérezTitular
Média7,0
VitãoTitular
Média9,0
Cauã SoaresEntrou durante o jogo
Média6,0
DuduEntrou durante o jogo
Média6,0
Gustavo ScarpaEntrou durante o jogo
Média6,7
Vitor HugoEntrou durante o jogo
Média6,0
✓ Resultado final baseado em 45 voto(s) da torcida.
A avaliação foi apresentada em entrevista registrada pelo jornalista Lucas Bretas. Ao explicar o momento vivido pelo time, Domínguez afirmou que não alterou seu método desde o início do trabalho. Na visão do técnico, a transformação ocorreu quando o elenco passou a acreditar mais nas orientações recebidas e na capacidade de executar as tarefas durante as partidas.
“Eu sinto que eu não mudei nada. Os que começaram a acreditar são os jogadores! Eu não entro dentro do campo de jogo, não jogo mais. Já falei disso. Os jogadores é que jogam”, declarou o comandante.
A declaração desloca o foco da comissão técnica para os atletas. Domínguez reconhece a importância do trabalho de preparação, mas entende que a evolução só se torna concreta quando o grupo consegue levar as ideias para o campo com segurança. Para ele, a confiança passou a interferir diretamente na tomada de decisões e na resposta da equipe em diferentes momentos dos jogos.
O treinador não apontou uma alteração tática específica como responsável pelo crescimento do Atlético-MG. Sua explicação está concentrada na mudança de comportamento do elenco. Os jogadores, segundo o argentino, passaram a acreditar mais no que fazem e a demonstrar maior convicção para cumprir as funções determinadas pela comissão técnica.
“Mas sim, eu acho que acreditam muito mais neles, acreditam no que estão fazendo”, afirmou Domínguez.
Essa confiança, na leitura do técnico, não se limita a um atleta ou a um setor do time. O entendimento é de que o grupo ganhou uma percepção mais ampla sobre sua própria capacidade, o que fortaleceu a identidade coletiva. Com maior tranquilidade, os jogadores conseguem lidar melhor com as exigências de uma partida e manter o foco mesmo quando o jogo apresenta dificuldades.
O momento atual do Atlético-MG é associado pelo próprio treinador a uma sequência de invencibilidade na temporada, depois de um período de instabilidade. A mudança nos resultados contribuiu para alterar o ambiente interno, mas Domínguez evita tratar a fase como consequência de uma fórmula nova. Para ele, o trabalho já vinha sendo desenvolvido; o que mudou foi a maneira como os atletas passaram a enxergá-lo e executá-lo.
Ambiente na Cidade do Galo ganhou nova energia
Domínguez também relacionou o desempenho recente à atmosfera percebida no centro de treinamento. O argentino relatou que a Cidade do Galo passou a apresentar uma energia diferente, marcada por maior segurança entre os jogadores. Essa percepção interna ajudaria a explicar a tranquilidade que o elenco demonstra no dia a dia e nas partidas.
“É uma energia que sentimos dentro do CT, que qualquer jogador que tenha que jogar vai dar certo. Temos essa tranquilidade”, disse o técnico.
A fala indica que a confiança não está concentrada apenas nos nomes que iniciam os confrontos. Domínguez percebe no grupo a convicção de que diferentes atletas podem ser acionados e contribuir com o funcionamento da equipe. Essa característica oferece ao treinador mais segurança para fazer alterações ao longo dos jogos sem que as mudanças sejam encaradas necessariamente como uma queda de rendimento.
O ponto destacado pelo comandante não representa uma defesa de decisões individuais sem orientação. A tranquilidade mencionada por ele está ligada à preparação coletiva e à certeza de que os jogadores conhecem as tarefas que precisam desempenhar. Assim, quem entra durante uma partida teria melhores condições de se integrar ao plano já estabelecido.
Treinador divide os méritos pela reação alvinegra
Ao afirmar que não entra em campo, Domínguez também reforçou a divisão de responsabilidades entre comissão técnica e elenco. O treinador organiza os treinamentos, estabelece orientações e prepara a equipe, mas os atletas são os responsáveis por transformar esse planejamento em ações concretas sob pressão.
Essa postura evita que a boa fase seja apresentada como resultado exclusivo de uma decisão do comandante. Embora a comissão técnica faça parte do processo, o argentino coloca a resposta dos jogadores no centro da explicação. A confiança, nesse caso, funciona como uma ponte entre o trabalho desenvolvido na Cidade do Galo e o desempenho apresentado nos jogos.
O discurso também valoriza a força do elenco como conjunto. Quando o grupo acredita que diferentes jogadores podem cumprir suas funções, as mudanças na formação tendem a ser absorvidas com mais naturalidade. Para Domínguez, essa segurança coletiva ajuda a preservar a competitividade da equipe mesmo diante de alterações durante as partidas.
A avaliação do treinador, portanto, reúne três elementos do atual momento do Atlético-MG: a manutenção do método de trabalho, o aumento da confiança individual e coletiva e a energia positiva no centro de treinamento. O argentino não tratou a evolução como uma ruptura promovida pela comissão técnica, mas como um processo de amadurecimento do elenco.
Com a invencibilidade destacada no período recente, o Atlético-MG encontrou um ambiente mais estável do que aquele marcado pela instabilidade anterior. Domínguez, porém, mantém a explicação no comportamento dos atletas. Na visão do técnico, a equipe avançou quando passou a acreditar mais em si mesma e no trabalho que vinha sendo realizado.
Mais do que reivindicar protagonismo, o treinador atribui aos jogadores a capacidade de sustentar a reação alvinegra. A confiança apresentada no campo e a tranquilidade percebida na Cidade do Galo são, para ele, sinais de que o elenco passou a responder de maneira mais segura às exigências do trabalho.