Marcão considera escalar Hulk e Castillo juntos para reforçar o ataque do Fluminense em jogos futuros.Foto: Reprodução da Internet
A derrota do Fluminense para o Santos trouxe novamente ao centro das discussões a capacidade ofensiva da equipe. Depois de abrir o placar e perder por 2 a 1 no Maracanã, o técnico Marcão admitiu que pode recorrer a uma formação com dois atacantes de referência. A ideia envolve a utilização simultânea de Hulk e Rodrigo Castillo, embora o treinador ainda não tenha confirmado em qual partida a alternativa será colocada em prática.
A possibilidade foi apresentada durante a entrevista coletiva concedida após o confronto pelo Campeonato Brasileiro. Questionado sobre as dificuldades do time para transformar cruzamentos em oportunidades efetivas, Marcão indicou que pretende trabalhar uma presença mais constante dentro da área adversária. O objetivo é oferecer uma opção adicional para as bolas levantadas e aproximar os jogadores responsáveis pela finalização.
O tema também aparece no debate sobre as limitações do ataque tricolor na partida contra o Santos. O Fluminense conseguiu marcar no começo do jogo, com Castillo, mas não sustentou a vantagem e encontrou dificuldades para criar novas chances claras diante da organização defensiva santista. A análise sobre o setor ofensivo foi registrada em avaliação do ataque do Fluminense após a derrota.
Marcão considera mais presença na área
Segundo o treinador, a comissão técnica já havia estudado uma mudança de posicionamento durante o duelo. A intenção era aproximar Kevin Serna de Hulk em determinados momentos, com uma atuação mais centralizada do colombiano. No entanto, a postura do Santos por dentro dificultou a estratégia, e o Fluminense precisou reorganizar os jogadores para encontrar espaços pelos lados.
Na explicação dada depois da partida, Marcão afirmou que a equipe tentou variar a movimentação, levando Serna para uma área mais aberta e aproximando Savarino do centro. Paulo também passou a exercer uma função mais adiantada. A alteração mostrou que o treinador buscava maneiras de superar a marcação, mas não foi suficiente para impedir a virada do adversário.
A partir dessa experiência, a utilização de Hulk ao lado de Castillo passou a ser considerada uma alternativa diferente. Em vez de depender apenas da movimentação de um atacante centralizado, o Fluminense teria dois jogadores de referência para ocupar os espaços próximos ao gol. A mudança poderia favorecer os cruzamentos, mas também exigiria ajustes na participação dos meias e no equilíbrio defensivo da equipe.
Dupla ainda não foi confirmada
Apesar de admitir a possibilidade, Marcão não definiu se Hulk e Castillo começarão juntos. A dupla pode ser utilizada desde o início ou entrar durante a partida, de acordo com o andamento do jogo e com a necessidade de aumentar a presença ofensiva. Portanto, a declaração representa uma alternativa em avaliação, e não uma confirmação de escalação.
O treinador também não apresentou uma data específica para testar a formação. A tendência é que o trabalho nos treinamentos determine se os dois centroavantes poderão dividir o setor sem comprometer a circulação da bola e a recomposição da equipe. A escolha dependerá ainda da maneira como o adversário defenderá a região central e das opções disponíveis para ocupar os lados do campo.
Hulk e Castillo oferecem características que podem ser exploradas em um sistema mais direto. Com dois atacantes próximos, o Fluminense pode ganhar presença em disputas aéreas e nas segundas bolas. Por outro lado, a equipe precisará encontrar uma forma de manter amplitude e conexão entre meio-campo e ataque, especialmente quando o adversário bloquear o corredor central.
Essa preocupação ajuda a explicar por que Marcão mencionou a possibilidade de usar a mudança no começo ou no decorrer de um jogo. A formação pode funcionar como estratégia inicial ou como recurso para alterar o cenário de uma partida em que o Fluminense precise buscar o resultado. A comissão técnica, porém, ainda precisa avaliar o custo defensivo da escolha.
Próximo desafio aumenta a importância da alternativa
O próximo compromisso citado no material é contra o Palmeiras, pelo jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores de 2026. O Fluminense perdeu o primeiro encontro por 2 a 1 e, por isso, precisa vencer por dois gols de diferença para avançar diretamente à decisão. Caso consiga apenas um gol de vantagem, a classificação será definida nos pênaltis.
Esse cenário pode tornar uma alternativa mais agressiva especialmente relevante. Em uma partida na qual o time precisa reverter a desvantagem, a presença de dois jogadores de referência na área pode ser uma das opções analisadas por Marcão. Ainda assim, o treinador não confirmou que a dupla será titular contra o Palmeiras, e não há indicação, no material disponível, de uma escalação definida.
A necessidade de marcar não elimina a preocupação com a organização. O Fluminense terá de atacar sem oferecer espaços excessivos para o adversário, sobretudo porque uma nova desvantagem dificultaria ainda mais a reação. Por isso, a eventual entrada de Castillo ao lado de Hulk deverá ser acompanhada por ajustes nas funções dos demais jogadores.
A discussão sobre o ataque também se relaciona a outras alternativas já consideradas pela comissão técnica, como mostra a análise sobre a busca de uma mudança no setor ofensivo do Fluminense. O ponto em comum é a tentativa de aumentar a eficiência das jogadas que terminam em cruzamentos e criar mais opções para a finalização.
Por enquanto, a única certeza é que Marcão identificou a necessidade de modificar a ocupação da área e pretende trabalhar novas possibilidades. A dupla Hulk e Castillo surge como uma delas, mas sua aplicação dependerá dos treinamentos, do plano de jogo e da leitura feita pela comissão técnica durante o confronto. A decisão final sobre a formação ainda não foi anunciada.