Fernando Diniz seguirá no comando do Corinthians na reta final do Campeonato Brasileiro. A decisão foi tomada depois da derrota por 3 a 1 para o Fluminense, na Neo Química Arena, pela 28ª rodada, em um momento de forte pressão sobre o treinador.
A permanência ganhou força após jogadores considerados líderes do elenco procurarem voluntariamente o executivo de futebol Marcelo Paz. Rodrigo Garro, Memphis Depay e Gustavo Henrique foram citados entre os atletas que defenderam a continuidade do trabalho. A diretoria já avaliava positivamente o cotidiano da comissão técnica, mas a manifestação do grupo teve peso na definição.
Marcelo Paz confirmou a movimentação depois da partida e afirmou que os atletas pediram que não houvesse mudança no comando. “A gente divide a responsabilidade. Precisamos voltar a vencer jogos”, declarou o dirigente, em uma demonstração de que a decisão não foi tratada apenas como uma avaliação individual do treinador.
Jogadores assumem responsabilidade pela crise
Gustavo Henrique também falou sobre o assunto na zona mista. O zagueiro afirmou que Diniz demonstra dedicação no dia a dia e que o momento não seria adequado para procurar culpados. Na avaliação do defensor, todos os integrantes do grupo precisam assumir a parcela de responsabilidade pelos resultados.
O jogador ainda considerou que uma troca no comando poderia não ser positiva para o elenco. Gustavo Henrique mencionou a possibilidade de trabalhar o conjunto durante a pausa do futebol brasileiro e classificou os dez compromissos restantes como “finais” para o Corinthians.
“O professor é um cara que se entrega muito no dia a dia, vemos a sinceridade dele, vemos que ele realmente quer, e nós também”, afirmou o zagueiro. Ele também destacou que o retorno de jogadores ao grupo pode aumentar as opções de Diniz e reforçou a necessidade de reagir rapidamente na competição.
Segundo apuração da Gazeta Esportiva, a demissão chegou a ser discutida internamente logo depois do revés para o Fluminense. A decisão, porém, foi reavaliada após conversas entre diretoria, comissão técnica e jogadores. O veículo informou que a presença do presidente Osmar Stabile fez parte desse processo e que o respaldo dos líderes foi determinante para a manutenção.
Sequência negativa aumenta pressão
A escolha acontece em um cenário esportivo delicado. O Corinthians chegou à sexta derrota consecutiva no Brasileirão e completou sete partidas sem vencer quando consideradas todas as competições. O clube também já foi eliminado da Copa do Brasil e da Libertadores, o que deixa o campeonato nacional como seu único compromisso na temporada.
Com 32 pontos, a equipe encerrou a 28ª rodada na 14ª posição. As fontes apresentam uma diferença na distância para a zona de rebaixamento: uma aponta quatro pontos, enquanto outra considera três, tomando o Grêmio como o primeiro time dentro da área de risco. O dado comum é a proximidade da parte inferior da tabela e a necessidade de recuperar resultados nas dez rodadas finais.
A derrota para o Fluminense foi a quarta consecutiva do Corinthians dentro da Neo Química Arena, conforme a apuração da Gazeta Esportiva. O resultado aumentou a cobrança sobre o desempenho da equipe e tornou o período sem partidas uma oportunidade para ajustes, mas também elevou a importância dos próximos jogos.
Diniz defendeu que a produção do time não tem correspondido ao resultado. O técnico afirmou que o Corinthians teve um início de trabalho acima da expectativa e atravessa, nos últimos 40 dias, um período abaixo da média. Para ele, a convicção na metodologia é necessária para interromper a série negativa.
Na análise do jogo contra o Fluminense, o treinador disse que a equipe criou chances no começo e poderia ter marcado dois ou três gols nos primeiros dez minutos. Também avaliou que o Corinthians foi superior no primeiro tempo e que o segundo gol do adversário provocou um impacto importante no comportamento do time.
O técnico ainda explicou a utilização de Memphis Depay como centroavante. Segundo Diniz, o holandês atua como camisa 9 em seu país e vinha de um período em que precisava controlar a exigência física. A escolha, de acordo com o treinador, esteve ligada à recuperação gradual da condição do atacante.
Tempo de trabalho antes de dois clássicos
Em 32 partidas à frente do Corinthians, Diniz soma 13 vitórias, sete empates e 12 derrotas. Nesse período, a equipe marcou 35 gols e sofreu 30. Os números ajudam a dimensionar o contraste entre a confiança manifestada internamente e a sequência recente que colocou o cargo sob avaliação.
A pausa do calendário será usada para treinos e ajustes. O elenco terá quatro dias de folga, com reapresentação inicialmente marcada para a sexta-feira, no CT Dr. Joaquim Grava. A expectativa interna é de que o período também favoreça o retorno de Yuri Alberto, apontado como uma opção para reforçar o setor ofensivo.
O Corinthians volta a campo em 7 de outubro, contra o Internacional, às 19h30, no Beira-Rio, pela 29ª rodada. Quatro dias depois, em 11 de outubro, enfrenta o Palmeiras, às 17h30, no Nubank Parque, pela rodada seguinte. A manutenção de Diniz será colocada à prova imediatamente no retorno do Brasileirão, em uma sequência que combina a necessidade de pontuar e um clássico regional.