O intervalo de cerca de seis semanas sem jogos oficiais não trouxe a reação esperada pelo Internacional no Campeonato Brasileiro. Depois da retomada da competição, o Colorado passou a apresentar rendimento inferior ao da primeira parte do torneio, entrou na zona de rebaixamento e viu crescer a cobrança sobre o técnico Paulo Pezzolano.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores na última partida
1 × 2 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Alan PatrickTitular
Média8,0
Alexandro BernabeiTitular
Média7,0
Bruno GomesTitular
Média8,0
Bruno HenriqueTitular
Média6,0
Gabriel MercadoTitular
Média9,0
Guillermo MaripánTitular
Média8,0
Johan CarboneroTitular
Média10,0
Matheus CunhaTitular
Média8,0
Paulinho PaulaTitular
Média6,0
Rodrigo VillagraTitular
Média9,0
VitinhoTitular
Média7,0
Antonio SanabriaEntrou durante o jogo
Média6,0
João VictorEntrou durante o jogo
Média7,0
JuninhoEntrou durante o jogo
Média6,0
Niclas EliassonEntrou durante o jogo
Média7,0
RonaldoEntrou durante o jogo
Média7,0
✓ Resultado final baseado em 16 voto(s) da torcida.
Os números ajudam a dimensionar a queda. Antes da paralisação, o Inter tinha 38,8% de aproveitamento. Nas nove rodadas disputadas posteriormente, o índice caiu para 25,9%, uma redução de 12,9 pontos percentuais. O período, que deveria servir para treinamento, ajustes e integração de reforços, terminou sem a evolução esperada nos resultados.
Até o fim de maio, o time havia realizado 18 partidas pelo Brasileirão, com cinco vitórias e 21 pontos conquistados. Embora a campanha já estivesse distante de um desempenho de destaque, o clube ainda não enfrentava a mesma urgência observada depois da retomada. A sequência seguinte alterou o ambiente esportivo e aproximou o Internacional da luta contra o rebaixamento.
Tempo de preparação não virou regularidade
A pausa ofereceu ao elenco uma oportunidade incomum durante a temporada. Sem a necessidade de dividir a rotina entre treinamentos e partidas oficiais, a comissão técnica pôde trabalhar correções e preparar a equipe para a segunda metade do campeonato. O clube também recebeu reforços no período, o que ampliou a expectativa de melhora.
O desempenho em campo, porém, seguiu a direção oposta. Nas nove partidas após o retorno, o Internacional venceu apenas uma vez. O resultado positivo foi o triunfo por 2 a 1 sobre a Chapecoense, em Chapecó, responsável por interromper uma longa sequência sem vitórias no Brasileirão.
A comparação com a Chapecoense também evidencia a dimensão do problema. O aproveitamento colorado no recorte posterior à pausa ficou pouco acima do rendimento atribuído à equipe catarinense, que ocupava a última colocação da competição. A proximidade entre os índices não significa que as campanhas fossem iguais, mas revela o baixo nível de produção do Inter naquele momento.
O dado mais preocupante para o clube foi a consequência na tabela. Durante a série de resultados ruins, o Colorado entrou no Z-4. A mudança tornou cada rodada mais decisiva e transformou a necessidade de recuperação em uma questão imediata, não apenas em uma tentativa de melhorar o desempenho geral da temporada.
Vitória em Chapecó aliviou, mas não resolveu
O triunfo fora de casa teve peso por encerrar o jejum e oferecer algum alívio ao grupo. Também elevou ligeiramente o aproveitamento do Internacional no recorte posterior à paralisação. Ainda assim, uma única vitória não foi suficiente para compensar o rendimento acumulado nas oito partidas anteriores nem para afastar as dúvidas sobre a capacidade de reação da equipe.
Antes do confronto em Chapecó, a sequência negativa havia colocado o trabalho de Pezzolano sob forte pressão. A permanência do treinador chegou a ser questionada em razão da combinação entre resultados insuficientes, entrada na zona de rebaixamento e queda de produção justamente depois de um período prolongado de preparação.
Após a vitória, o técnico reconheceu que a prioridade do Internacional era voltar a somar pontos, mesmo que o desempenho ainda estivesse abaixo do desejado. “A evolução vai aparecer com os resultados. Primeira coisa: precisamos ganhar para ficar em uma situação melhor. Mas temos que trabalhar para conseguir seguir somando pontos”, declarou.
A fala resume a necessidade do clube naquele estágio do campeonato. Para uma equipe ameaçada pela parte inferior da classificação, eventuais ajustes de desempenho só produziriam efeito prático se fossem acompanhados por vitórias e empates. O resultado em Chapecó interrompeu a sequência negativa, mas não eliminou a pressão por uma reação mais ampla.
Inter precisava mudar o ritmo na reta final
Depois da vitória sobre a Chapecoense, ainda restavam 11 rodadas do Brasileirão. A quantidade de jogos mantinha aberta a possibilidade de recuperação, mas também exigia uma mudança significativa de rendimento. Repetir o aproveitamento de 25,9% não ofereceria segurança suficiente para um time que precisava recuperar posições e escapar do Z-4.
O desafio era transformar o alívio de um resultado isolado em uma sequência capaz de devolver estabilidade ao time. Para isso, o Internacional precisaria reduzir a dependência de partidas específicas e construir uma campanha mais regular, com pontuação capaz de diminuir gradualmente a distância para as equipes fora da zona de rebaixamento.
A situação também colocou em avaliação o trabalho realizado durante a pausa. O clube teve semanas sem compromissos oficiais, treinamentos disponíveis e novos jogadores para incorporar ao elenco, mas as nove rodadas seguintes indicaram que essas condições não se converteram em evolução competitiva. O principal problema, portanto, não era apenas a necessidade de treinar, mas a dificuldade de levar os ajustes para os jogos.
O contraste entre os dois recortes permaneceu como o retrato mais forte da campanha: 38,8% antes da paralisação e 25,9% depois dela. A queda coincidiu com a entrada do Internacional no Z-4 e elevou a responsabilidade de Pezzolano, do elenco e da comissão técnica. A vitória em Chapecó trouxe fôlego imediato, mas a permanência na elite dependia de uma resposta contínua nas 11 rodadas restantes.