Veja o motivo para o Internacional afundar no Z-4 do Brasileirão
Inter acumula dez jogos sem vencer, tem problemas de rendimento, elenco e finanças e enfrenta pressão sobre o técnico Paulo Pezzolano e o presidente Barcellos.
A derrota para o Santos aprofundou a crise do Internacional no Brasileirão. O resultado levou o Colorado a dez partidas consecutivas sem vitória na competição e manteve a equipe na zona de rebaixamento. Com 25 pontos, o time ocupa a 18ª posição e tem aproveitamento de 32%.
NOTAS DA TORCIDA
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2 × 3 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Alan PatrickTitular
Média—
Antonio SanabriaTitular
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Bruno GomesTitular
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Félix TorresTitular
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Gabriel MercadoTitular
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Johan CarboneroTitular
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Matheus BahiaTitular
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Matheus CunhaTitular
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RonaldoTitular
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Thiago MaiaTitular
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VitinhoTitular
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Braian AguirreEntrou durante o jogo
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Bruno HenriqueEntrou durante o jogo
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Niclas EliassonEntrou durante o jogo
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Paulinho PaulaEntrou durante o jogo
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Rodrigo VillagraEntrou durante o jogo
Média—
✓ Resultado final baseado em 0 voto(s) da torcida.
A série negativa inclui seis derrotas e quatro empates. O último triunfo ocorreu em 16 de maio, contra o Vasco, no Beira-Rio. Desde então, o Inter perdeu pontos em sequência e não conseguiu reagir nem depois do período de preparação entre os dois trechos da temporada.
Reação interrompida antes da pausa
O desempenho ruim não começou apenas no segundo semestre. O Internacional passou as seis primeiras rodadas do Brasileirão sem vencer, mas conseguiu mudar provisoriamente o cenário com a vitória sobre o Santos, na Vila Belmiro. Na sequência, ganhou de Chapecoense, Corinthians, Fluminense e Vasco, resultados que alimentaram a expectativa de recuperação.
A arrancada, porém, perdeu força antes da pausa para a Copa do Mundo. O Colorado terminou aquele período com duas derrotas e voltou a apresentar dificuldades depois da retomada. Desde então, são quatro derrotas e quatro empates no campeonato, além da eliminação para o Grêmio nas quartas de final da Copa do Brasil.
O intervalo ampliou a expectativa de que Paulo Pezzolano tivesse tempo para organizar a equipe e aplicar com maior consistência o modelo de jogo. A resposta em campo, contudo, ficou distante do esperado. O Inter segue sem vencer no Brasileirão no segundo semestre e é o único clube nessa situação, conforme o recorte apresentado na apuração.
Escalação instável e poucas alternativas
A falta de continuidade na formação é outro elemento do momento colorado. Pezzolano costuma utilizar uma estrutura com três zagueiros e uma linha de cinco jogadores na defesa, mas tem alternado peças e configurações. A sequência de titulares não se consolidou, o que dificulta a criação de uma base em meio à pressão por resultados imediatos.
Thiago Maia não havia entrado em campo no segundo semestre quando começou a partida contra o Bahia. Depois, foi titular no Gre-Nal de volta das quartas de final da Copa do Brasil e permaneceu na equipe diante do Santos. Ronaldo também tinha participação reduzida: somava cerca de 20 minutos no período antes de iniciar o jogo contra o Bahia.
Alan Patrick viveu o movimento contrário. Capitão e camisa 10, o meia deixou a formação titular no Gre-Nal de ida contra o Grêmio. As escolhas mostram a dificuldade da comissão técnica para definir uma hierarquia, embora as mudanças também estejam relacionadas às limitações do elenco.
Na lateral esquerda, Matheus Bahia é o único jogador da posição no elenco principal. Bernabei passou a ser utilizado mais adiantado, como meia-atacante, e Aguirre aparece como alternativa improvisada. Para enfrentar a Chapecoense, Pezzolano não terá nenhum dos dois jogadores que vinham ocupando o setor, o que pode obrigá-lo a devolver Bernabei à função original.
Ataque perdeu seu principal goleador
O problema de reposição também aparece no comando do ataque. Rafael Borré, que era o artilheiro do Internacional, foi negociado com o River Plate. A reposição demorou quase dois meses, até a contratação de Tonny Sanabria.
O paraguaio soma 167 minutos pelo clube e ainda não registrou finalização, de acordo com o levantamento da apuração. Antes do acerto, a direção tentou contratar Alex Arce, do Independiente Rivadavia, tratado como prioridade, e também buscou Bakambu. Nenhuma das alternativas avançou.
A carência de opções chegou a alterar a utilização de jogadores. Na reta final do empate sem gols com o Atlético-MG, no Beira-Rio, o zagueiro Juninho foi colocado como centroavante. O episódio expôs a dificuldade para encontrar soluções ofensivas em uma equipe que precisava vencer para deixar a parte inferior da tabela.
Crise financeira aumenta a pressão
As dificuldades esportivas ocorrem em um clube que enfrenta forte restrição financeira. O Internacional iniciou o ano com dívida de R$ 939 milhões, enquanto o passivo chegou a R$ 1,2 bilhão. O tamanho dos compromissos interfere na capacidade de planejamento e dificulta o cumprimento das obrigações com o próprio elenco.
Entre julho e agosto, os jogadores tiveram atraso de dois meses nos direitos de imagem. Também ficaram pendentes valores de uma repactuação firmada em 2025. A insatisfação teve reflexo na rotina da equipe: antes do primeiro Gre-Nal pelas quartas de final da Copa do Brasil, os atletas decidiram não fazer a concentração tradicional na véspera.
Para o duelo de volta, a diretoria antecipou o pagamento dos salários e quitou parte dos direitos de imagem atrasados. Ainda assim, segundo a apuração, permaneceram pendências com o grupo. A situação financeira passou a se somar aos resultados ruins e elevou a tensão no ambiente do futebol.
Barcellos vira alvo das arquibancadas
O presidente Alessandro Barcellos também está no centro das críticas. À frente do Internacional desde 2021, em dois mandatos consecutivos, o dirigente convive com cobranças por eliminações precoces em torneios de mata-mata, problemas financeiros e um histórico recente de títulos restrito ao Campeonato Gaúcho de 2025, conquistado diante do Grêmio.
As manifestações contra Barcellos ganharam força durante a luta contra o rebaixamento no ano passado, quando torcedores organizaram um abaixo-assinado pela saída do presidente. Depois da derrota para o Santos, os pedidos de renúncia voltaram a aparecer.
O mandato termina ao fim da temporada, quando o clube terá nova eleição presidencial. Até lá, o Internacional precisará conciliar a busca por uma formação mais estável, a reposição limitada do elenco, os atrasos financeiros e a tentativa de interromper uma sequência de dez jogos sem vencer no Brasileirão.