O Fluminense pode voltar a lucrar com uma negociação envolvendo André, mesmo sem realizar uma nova venda direta. O volante, revelado nas categorias de base de Xerém, despertou o interesse da Roma, que apresentou uma proposta ao Wolverhampton. A investida, porém, foi considerada insuficiente pelo clube inglês, segundo informação do jornalista italiano Gianluca Di Marzio.
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O Wolverhampton teria estabelecido uma faixa entre 40 milhões e 50 milhões de euros para aceitar a transferência do brasileiro. Como a proposta da Roma não alcançou a expectativa dos ingleses, a negociação ainda depende de uma possível melhora nos termos oferecidos pelo clube italiano. Até o momento, não há acordo concluído entre as partes.
O movimento no mercado europeu chama a atenção do Fluminense por causa das cláusulas preservadas na transferência original de André. O Tricolor negociou o meio-campista com o Wolverhampton por 22 milhões de euros, mas manteve direitos financeiros relacionados a uma futura venda do atleta.
Cláusula prevê participação na valorização do volante
Conforme informação atribuída ao jornalista Victor Lessa, o contrato firmado na saída de André prevê que o Fluminense receba 10% da mais-valia em uma eventual negociação posterior. Esse mecanismo não corresponde a 10% do valor total da nova transferência. A porcentagem é aplicada sobre a diferença entre o preço pago pelo Wolverhampton e o valor pelo qual o jogador for vendido novamente.
Na hipótese de André ser negociado por 40 milhões de euros, a conta começaria com a subtração dos 22 milhões pagos ao Fluminense na operação anterior. A diferença seria de 18 milhões de euros. Os 10% previstos em contrato representariam, nesse cenário, aproximadamente 1,8 milhão de euros para o clube carioca.
O valor da mais-valia aumentaria caso o Wolverhampton conseguisse uma venda acima desse patamar. Em uma transferência de 50 milhões de euros, a diferença em relação ao negócio original chegaria a 28 milhões de euros. Aplicada a mesma porcentagem, a parcela do Fluminense seria de cerca de 2,8 milhões de euros.
O cálculo depende do preço efetivamente registrado na operação e da forma como as cláusulas contratuais forem aplicadas. Por isso, a participação financeira do Tricolor só poderá ser definida depois de uma eventual conclusão da negociação entre o clube inglês e o novo comprador.
Formação de André abre segunda possibilidade de receita
A possível receita não se limita à mais-valia. O Fluminense também pode ser contemplado pelo mecanismo de solidariedade da Fifa, destinado aos clubes que participaram da formação de um jogador. Como André foi desenvolvido em Xerém, o clube carioca aparece entre as equipes que podem receber uma parcela de uma futura transferência internacional.
A estimativa apresentada na apuração considera uma fatia aproximada de 4,5% sobre o valor da negociação. Caso o volante seja vendido por 40 milhões de euros, esse percentual corresponderia a aproximadamente 1,8 milhão de euros. Somado ao 1,8 milhão de euros calculado pela mais-valia, o retorno projetado para o Fluminense alcançaria 3,6 milhões de euros.
Foi com base nessa simulação que surgiu a projeção de aproximadamente R$ 21 milhões. O montante em reais depende da cotação utilizada na conversão dos 3,6 milhões de euros. Portanto, não se trata de uma quantia garantida, mas de uma estimativa vinculada a uma venda por 40 milhões de euros e à aplicação dos dois mecanismos financeiros.
Se a transferência alcançar 50 milhões de euros, a conta apresentada muda. A participação de 10% sobre a mais-valia seria de aproximadamente 2,8 milhões de euros, enquanto os 4,5% do mecanismo de solidariedade representariam cerca de 2,25 milhões. Juntas, as duas parcelas chegariam a aproximadamente 5,05 milhões de euros, antes da conversão para a moeda brasileira.
Roma ainda precisa se aproximar da pedida inglesa
A diferença entre a proposta inicial da Roma e o valor pretendido pelo Wolverhampton é o principal obstáculo para o avanço do negócio. O clube italiano demonstrou interesse, mas a primeira investida não foi suficiente para convencer os ingleses a liberar o jogador. A pedida situada entre 40 milhões e 50 milhões de euros coloca a negociação em um patamar elevado.
André chegou ao futebol inglês depois de se destacar pelo Fluminense, onde foi formado e se firmou no time profissional. A eventual transferência para outro clube europeu representaria uma nova etapa na carreira do volante e, ao mesmo tempo, poderia gerar uma entrada adicional para o Tricolor por direitos mantidos na negociação anterior.
O Fluminense, contudo, não participa diretamente das conversas entre Roma e Wolverhampton. Seu possível benefício está condicionado ao fechamento da operação e ao cumprimento das regras relacionadas à mais-valia e ao mecanismo de solidariedade. Sem a concretização da venda, não há pagamento a ser realizado ao clube carioca.
Assim, o interesse da Roma coloca André no centro de uma negociação com potencial de impacto financeiro para o Fluminense, mas ainda não permite tratar a receita como certa. A proposta inicial foi recusada, o Wolverhampton mantém uma avaliação entre 40 milhões e 50 milhões de euros e o desfecho dependerá da evolução das tratativas no mercado europeu.