O Fluminense pode voltar a lucrar com uma negociação envolvendo André, mesmo sem realizar uma nova venda direta. O volante, revelado nas categorias de base de Xerém, despertou o interesse da Roma, que apresentou uma proposta ao Wolverhampton. A investida, porém, foi considerada insuficiente pelo clube inglês, segundo informação do jornalista italiano Gianluca Di Marzio.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores na última partida
3 × 3 Brasileirão Série A
✓
Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Agustín CanobbioTitular
Média—
FábioTitular
Média—
GansoTitular
Média—
GugaTitular
Média—
HulkTitular
Média—
IgnácioTitular
Média—
Julián MillánTitular
Média—
MartinelliTitular
Média—
NonatoTitular
Média—
RenêTitular
Média—
Yeferson SoteldoTitular
Média—
Jefferson SavarinoEntrou durante o jogo
Média—
JemmesEntrou durante o jogo
Média—
Kevin SernaEntrou durante o jogo
Média—
Luciano AcostaEntrou durante o jogo
Média—
✓ Resultado final baseado em 0 voto(s) da torcida.
O Wolverhampton teria estabelecido uma faixa entre 40 milhões e 50 milhões de euros para aceitar a transferência do brasileiro. Como a proposta da Roma não alcançou a expectativa dos ingleses, a negociação ainda depende de uma possível melhora nos termos oferecidos pelo clube italiano. Até o momento, não há acordo concluído entre as partes.
O movimento no mercado europeu chama a atenção do Fluminense por causa das cláusulas preservadas na transferência original de André. O Tricolor negociou o meio-campista com o Wolverhampton por 22 milhões de euros, mas manteve direitos financeiros relacionados a uma futura venda do atleta.
Cláusula prevê participação na valorização do volante
Conforme informação atribuída ao jornalista Victor Lessa, o contrato firmado na saída de André prevê que o Fluminense receba 10% da mais-valia em uma eventual negociação posterior. Esse mecanismo não corresponde a 10% do valor total da nova transferência. A porcentagem é aplicada sobre a diferença entre o preço pago pelo Wolverhampton e o valor pelo qual o jogador for vendido novamente.
Na hipótese de André ser negociado por 40 milhões de euros, a conta começaria com a subtração dos 22 milhões pagos ao Fluminense na operação anterior. A diferença seria de 18 milhões de euros. Os 10% previstos em contrato representariam, nesse cenário, aproximadamente 1,8 milhão de euros para o clube carioca.
O valor da mais-valia aumentaria caso o Wolverhampton conseguisse uma venda acima desse patamar. Em uma transferência de 50 milhões de euros, a diferença em relação ao negócio original chegaria a 28 milhões de euros. Aplicada a mesma porcentagem, a parcela do Fluminense seria de cerca de 2,8 milhões de euros.
O cálculo depende do preço efetivamente registrado na operação e da forma como as cláusulas contratuais forem aplicadas. Por isso, a participação financeira do Tricolor só poderá ser definida depois de uma eventual conclusão da negociação entre o clube inglês e o novo comprador.
Formação de André abre segunda possibilidade de receita
A possível receita não se limita à mais-valia. O Fluminense também pode ser contemplado pelo mecanismo de solidariedade da Fifa, destinado aos clubes que participaram da formação de um jogador. Como André foi desenvolvido em Xerém, o clube carioca aparece entre as equipes que podem receber uma parcela de uma futura transferência internacional.
A estimativa apresentada na apuração considera uma fatia aproximada de 4,5% sobre o valor da negociação. Caso o volante seja vendido por 40 milhões de euros, esse percentual corresponderia a aproximadamente 1,8 milhão de euros. Somado ao 1,8 milhão de euros calculado pela mais-valia, o retorno projetado para o Fluminense alcançaria 3,6 milhões de euros.
Foi com base nessa simulação que surgiu a projeção de aproximadamente R$ 21 milhões. O montante em reais depende da cotação utilizada na conversão dos 3,6 milhões de euros. Portanto, não se trata de uma quantia garantida, mas de uma estimativa vinculada a uma venda por 40 milhões de euros e à aplicação dos dois mecanismos financeiros.
Se a transferência alcançar 50 milhões de euros, a conta apresentada muda. A participação de 10% sobre a mais-valia seria de aproximadamente 2,8 milhões de euros, enquanto os 4,5% do mecanismo de solidariedade representariam cerca de 2,25 milhões. Juntas, as duas parcelas chegariam a aproximadamente 5,05 milhões de euros, antes da conversão para a moeda brasileira.
Roma ainda precisa se aproximar da pedida inglesa
A diferença entre a proposta inicial da Roma e o valor pretendido pelo Wolverhampton é o principal obstáculo para o avanço do negócio. O clube italiano demonstrou interesse, mas a primeira investida não foi suficiente para convencer os ingleses a liberar o jogador. A pedida situada entre 40 milhões e 50 milhões de euros coloca a negociação em um patamar elevado.
André chegou ao futebol inglês depois de se destacar pelo Fluminense, onde foi formado e se firmou no time profissional. A eventual transferência para outro clube europeu representaria uma nova etapa na carreira do volante e, ao mesmo tempo, poderia gerar uma entrada adicional para o Tricolor por direitos mantidos na negociação anterior.
O Fluminense, contudo, não participa diretamente das conversas entre Roma e Wolverhampton. Seu possível benefício está condicionado ao fechamento da operação e ao cumprimento das regras relacionadas à mais-valia e ao mecanismo de solidariedade. Sem a concretização da venda, não há pagamento a ser realizado ao clube carioca.
Assim, o interesse da Roma coloca André no centro de uma negociação com potencial de impacto financeiro para o Fluminense, mas ainda não permite tratar a receita como certa. A proposta inicial foi recusada, o Wolverhampton mantém uma avaliação entre 40 milhões e 50 milhões de euros e o desfecho dependerá da evolução das tratativas no mercado europeu.