A negociação do Corinthians com o Nottingham Forest pela transferência do volante André continua sem prazo considerado decisivo pela diretoria alvinegra. O clube paulista não trata o encerramento da janela de transferências da Inglaterra como uma barreira para concluir o acordo e prefere aguardar uma proposta mais próxima de suas exigências.
Segundo o Terra, os ingleses já demonstraram interesse no jogador de 20 anos, mas o negócio ainda não foi fechado. A primeira oferta apresentada pelo Nottingham Forest foi de 12 milhões de euros, valor estimado em aproximadamente R$ 72 milhões. O Corinthians, entretanto, considera que a quantia não atende ao que espera receber pela negociação.
Janela inglesa não trava a operação
A margem para continuar as conversas está relacionada ao planejamento previsto para a possível transferência. André poderá permanecer no Corinthians até o fim da temporada, mesmo que o acordo com o Nottingham Forest seja formalizado depois do fechamento da janela inglesa.
Nesse modelo, o volante não seria inscrito imediatamente pelo clube da Premier League. A permanência temporária em São Paulo permite que os dois times discutam os termos da operação sem a mesma pressão de uma negociação que precisasse ser concluída antes da data-limite para registros na Inglaterra.
A janela inglesa tem fechamento previsto para a próxima terça-feira. Ainda assim, o Corinthians não considera essa data um prazo obrigatório para a venda. A diretoria entende que o formato da operação abre espaço para uma eventual conclusão nas semanas seguintes, desde que haja uma evolução concreta nas tratativas.
Essa possibilidade não representa um acerto. Até o momento, não existe confirmação de acordo entre os clubes ou com o jogador. O Corinthians ainda aguarda uma oferta final do Nottingham Forest, enquanto os ingleses já sinalizaram que não pretendem alcançar, inicialmente, todos os valores solicitados pelo clube brasileiro.
Diferença financeira ainda é obstáculo
A distância entre a proposta inicial e a pedida corintiana é o principal ponto pendente da negociação. O clube paulista pretende receber 15 milhões de libras pela transferência, montante calculado em cerca de R$ 105 milhões, além de outros 6 milhões de libras em bônus, equivalentes a aproximadamente R$ 40 milhões.
Considerando a parcela fixa e os bônus, a exigência do Corinthians pode alcançar 21 milhões de libras caso todas as metas previstas sejam cumpridas. A oferta inicial de 12 milhões de euros está abaixo desse patamar, e o Nottingham Forest não demonstrou disposição de atender de imediato à cobrança total estabelecida pela diretoria alvinegra.
Os bônus também são parte importante da discussão. Como o valor adicional depende do cumprimento de metas, a definição das condições contratuais pode alterar o retorno final da operação. O material divulgado pelo Terra, porém, não detalha quais seriam esses objetivos nem como ocorreria a distribuição dos pagamentos.
A expectativa é que novas conversas aproximem as posições. Até que isso aconteça, o Corinthians mantém sua avaliação e evita transformar o interesse do clube inglês em motivo para aceitar uma quantia inferior ao que considera adequado para o ativo.
Participação do Corinthians pesa
O Corinthians detém 70% dos direitos econômicos de André. Uma transferência, portanto, teria potencial para gerar uma entrada relevante nos cofres do clube, embora o valor efetivamente destinado ao time dependa dos termos finais do contrato e da divisão estabelecida entre os detentores dos direitos.
Essa participação ajuda a explicar a cautela da diretoria. A diferença entre vender pelo valor da primeira proposta e fechar o negócio por uma quantia mais próxima da pedida pode representar impacto significativo na receita corintiana. Por isso, a direção prefere preservar a possibilidade de melhorar as condições financeiras em vez de concluir rapidamente a operação.
O planejamento financeiro do clube também coloca as vendas de jogadores em posição importante. O orçamento do Corinthians para 2026 prevê uma arrecadação de R$ 151 milhões com transferências. André aparece, nesse planejamento, entre os atletas do elenco com capacidade de gerar uma receita relevante.
A negociação com o Nottingham Forest, assim, não é tratada apenas como uma oportunidade esportiva para o jogador. O valor do negócio também se relaciona ao esforço do Corinthians para cumprir a previsão de receitas estabelecida no orçamento. Ainda assim, não há indicação de que o clube tenha decidido vender o volante a qualquer custo.
Próximo passo depende dos ingleses
O movimento esperado para destravar a negociação é uma nova oferta do Nottingham Forest. A proposta inicial serviu para abrir as tratativas, mas não foi suficiente para atender à expectativa financeira do Corinthians. Uma eventual melhora nos valores poderá recolocar a operação em estágio mais avançado.
Enquanto não houver essa aproximação, André segue vinculado ao Corinthians e pode continuar no clube até o fim da temporada, conforme o formato discutido para a transferência. A permanência, no entanto, não deve ser interpretada como confirmação de que o negócio será realizado.
O cenário permanece condicionado a três pontos: a apresentação de uma oferta final pelos ingleses, a concordância do Corinthians com os valores fixos e os bônus e a definição dos termos para a inscrição futura do volante. Sem consenso nesses aspectos, a venda continuará em aberto mesmo após o fechamento da janela regular na Inglaterra.