O Flamengo decidiu preservar Jorge Carrascal nesta janela de transferências. A posição foi tomada mesmo diante da possibilidade de o Krasnodar aumentar a oferta pelo meio-campista colombiano para 12 milhões de euros, valor estimado em aproximadamente R$ 71 milhões. A quantia, no entanto, ainda não foi formalizada pelo clube russo.
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ArrascaetaTitular
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Emerson RoyalTitular
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Jorge CarrascalTitular
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JorginhoTitular
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Léo OrtizTitular
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Léo PereiraTitular
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Lucas PaquetáTitular
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PedroTitular
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Samuel LinoTitular
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Anthony ValenciaEntrou durante o jogo
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Bruno HenriqueEntrou durante o jogo
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Erick PulgarEntrou durante o jogo
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Joaquín FreitasEntrou durante o jogo
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Saúl ÑíguezEntrou durante o jogo
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A informação sobre a possível nova investida foi divulgada pelo jornalista Bruno Andrade. O Krasnodar já havia apresentado uma proposta de 7 milhões de euros, cerca de R$ 41 milhões, mas o Flamengo recusou o negócio. Após a negativa, os russos sinalizaram que poderiam elevar consideravelmente o valor para tentar reabrir a negociação.
Até o momento, portanto, o cenário envolve uma indicação de interesse e não uma oferta oficial de 12 milhões de euros. Mesmo se a nova proposta for apresentada nos termos mencionados, a diretoria rubro-negra não trabalha com a saída de Carrascal como parte do planejamento para a sequência da temporada.
Um dos principais fatores para a decisão é o peso esportivo que o jogador passou a ter no time comandado por Leonardo Jardim. Carrascal ganhou espaço entre os titulares e vive um bom momento pelo Flamengo, o que reforçou a avaliação interna de que sua permanência é mais importante do que uma eventual receita obtida com a transferência.
Desde que chegou ao clube, o colombiano soma 61 partidas, nove gols e 14 assistências. A frequência nas escalações e a participação na construção das jogadas fizeram com que ele se tornasse uma peça valorizada pela comissão técnica. Por isso, o interesse do Krasnodar não alterou a intenção de contar com o atleta nas competições restantes da temporada.
A situação ocorre em um período de mudanças no setor ofensivo. O Flamengo anunciou as chegadas de Anthony Valencia e Joaquín Freitas, enquanto Gonzalo Plata voltou a ser considerado para o elenco depois que o Dínamo de Moscou desistiu de sua contratação. A permanência de Plata amplia as opções à disposição de Jardim, mas não colocou Carrascal fora dos planos.
Valencia foi contratado com a perspectiva de ocupar o espaço que poderia ser deixado por Plata. Freitas também foi incorporado ao grupo, e os dois reforços chegaram ao Ninho do Urubu. Ainda assim, a movimentação do mercado não representa uma autorização para negociar Carrascal, que segue tratado como jogador relevante no elenco principal.
Venda de Plata mudou o planejamento financeiro
A desistência do Dínamo de Moscou também afetou a organização financeira do Flamengo para a janela. O clube esperava negociar Plata por 10 milhões de euros fixos, aproximadamente R$ 60 milhões, em uma operação com pagamento à vista. Parte desse dinheiro seria usada para ajudar a quitar as primeiras parcelas das contratações de Valencia e Freitas.
Apesar do revés, o Flamengo manteve os dois negócios. As transferências foram estruturadas com pagamentos parcelados ao longo dos próximos três anos, o que permitiu preservar as contratações mesmo sem a entrada imediata prevista com a venda do equatoriano. O clube passou a buscar ajustes no orçamento para absorver a mudança no fluxo de receitas.
O Flamengo também negociou Wallace Yan com o Bragantino por seis milhões de euros, cerca de R$ 36 milhões, além da inclusão de um jogador para as categorias de base. Com isso, a saída de Plata era importante principalmente para equilibrar as operações realizadas na janela, e não apenas para gerar uma receita adicional.
A diretoria já havia reservado recursos para buscar mais um ponta e um centroavante, mas a necessidade de controlar os compromissos financeiros reduziu o espaço para novas movimentações. A mudança de estratégia ocorreu depois de o clube não avançar nas tentativas por nomes como Thiago Almada e Luiz Henrique e passar a priorizar contratações com perfil de prospecção.
Pressão sobre o orçamento influencia decisões
O cuidado no mercado também está relacionado à situação financeira e política do clube. O Flamengo investiu R$ 495 milhões em contratações no primeiro semestre, incluindo R$ 315,7 milhões na operação que envolveu Lucas Paquetá. Depois desse volume de gastos, a diretoria passou a agir com maior cautela para evitar que os compromissos se afastassem ainda mais do orçamento aprovado.
O balanço do primeiro semestre registrou déficit acumulado de R$ 33,8 milhões, segundo as informações publicadas por O Globo. O resultado aumentou a pressão de conselheiros sobre a execução orçamentária e influenciou a decisão de reduzir o ritmo de investimentos na segunda janela do ano.
O clube trabalha ainda com a necessidade de vender R$ 250 milhões e teve as receitas impactadas pela eliminação na Copa do Brasil. Pelo Estatuto do Flamengo, a autonomia do Conselho Diretor para celebrar determinados acordos, contratos, empréstimos e antecipações de receitas fica comprometida quando os balancetes trimestrais apontam déficit superior a 3% do faturamento previsto no orçamento aprovado. Esse dispositivo passou a ser acompanhado de perto no ambiente político rubro-negro.
O calendário também limita o tempo para eventuais mudanças. A janela brasileira será encerrada em 11 de setembro, enquanto o prazo de inscrição de reforços para as quartas de final da Libertadores termina antes. A tendência indicada no material apurado era de que Valencia e Freitas fossem as principais novidades, com Plata novamente integrado aos planos.
Para o Krasnodar, a proximidade do encerramento da janela russa torna necessária uma ação rápida caso o clube decida transformar a sinalização em proposta. Para o Flamengo, porém, a prioridade permanece esportiva: manter Carrascal, preservar uma peça que ganhou espaço com Leonardo Jardim e evitar uma nova alteração relevante no elenco durante a sequência da temporada.