O Flamengo decidiu não negociar o zagueiro João Victor após receber uma proposta oficial de 10 milhões de euros, valor estimado em cerca de R$ 60 milhões pela cotação mencionada nas reportagens. A oferta foi apresentada pelo Grupo City, holding que controla clubes como Manchester City e Bahia, mas a diretoria rubro-negra entendeu que a permanência do defensor é mais importante para o planejamento esportivo do clube.
A investida ocorreu na última semana, paralelamente às conversas conduzidas pelo Flamengo para negociar o atacante Gonzalo Plata com o Dínamo de Moscou. As informações sobre a proposta por João Victor foram divulgadas por Terra, Crusoé e NSC Total, com atribuição ao jornalista Venê Casagrande em relação a detalhes da oferta e da avaliação interna do clube.
O valor oferecido não foi suficiente para mudar a posição da diretoria. Aos 19 anos, João Victor é tratado como uma das principais promessas formadas pelo Flamengo e deve continuar integrado ao elenco profissional na sequência dos trabalhos. A decisão indica que o clube não considera o zagueiro uma peça disponível no mercado, mesmo diante de uma oferta elevada.
João Victor já integra o elenco principal
O defensor ganhou espaço no time de cima durante o trabalho de Filipe Luís. De acordo com os dados publicados pelas fontes, ele soma 14 partidas como profissional pelo Flamengo, sendo quatro delas na temporada de 2026. O número ainda é limitado em comparação com os jogadores mais experientes do setor, mas a comissão técnica e a diretoria observam a evolução do atleta dentro do processo de transição da base.
João Victor também ocupa uma posição de destaque nas seleções de formação. O zagueiro é titular e capitão da Seleção Brasileira Sub-20, condição que pesa na avaliação sobre seu potencial. Antes disso, foi convocado para o Mundial Sub-17 de 2023, experiência internacional que faz parte do percurso do jogador desde as categorias inferiores.
Na equipe Sub-20 do Flamengo, o defensor disputou 19 partidas, segundo as informações reunidas pelas reportagens. A passagem por diferentes níveis da formação permitiu ao clube acompanhar o jogador em etapas distintas, desde a base até os primeiros compromissos no futebol profissional. A diretoria considera esse processo relevante para projetar sua utilização em médio prazo.
A aparição mais recente de João Victor pelo time principal ocorreu no fim de maio, na vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, no Maracanã. Ele entrou no decorrer da partida depois que Léo Ortiz se lesionou. Naquele período, Danilo e Léo Pereira também estavam à disposição da Seleção Brasileira, o que abriu espaço para a entrada do jovem na equipe comandada por Filipe Luís.
Depois da Copa do Mundo, João Victor permaneceu no banco de reservas nos jogos contra Chapecoense, São Paulo e Cruzeiro. A possibilidade de voltar a ser relacionado apareceu antes do clássico contra o Botafogo, marcado para domingo, dia 30, às 16h, no Maracanã. A chance estava ligada à recuperação de Vitão e à necessidade de a comissão técnica avaliar as opções disponíveis para a zaga.
Planejamento para 2027 influencia recusa
Atualmente, o Flamengo conta com Léo Ortiz, Léo Pereira, Danilo e Vitão para a posição. A quantidade de alternativas não impediu a diretoria de considerar o futuro do setor. O vínculo esportivo de Danilo para 2027 é tratado como incerto, pois o veterano pode decidir encerrar a carreira. Não há, nas informações disponíveis, confirmação de que essa decisão tenha sido tomada.
É nessa hipótese que João Victor aparece como uma alternativa de reposição dentro do próprio elenco. A avaliação rubro-negra é de que o jovem pode receber mais minutos e assumir uma função maior caso Danilo não continue. Por isso, a proposta foi analisada não apenas pelo valor financeiro imediato, mas também pelo impacto que uma saída teria na montagem da defesa para a próxima temporada.
A diretoria entende que preservar o zagueiro pode facilitar uma renovação gradual do setor defensivo. João Victor ainda precisa ampliar sua participação em partidas profissionais, mas já reúne experiência nas seleções de base e no futebol de formação do Flamengo. A permanência permite que o clube acompanhe esse desenvolvimento sem abrir mão do jogador antes de saber qual será sua importância no grupo principal.
Segundo informações atribuídas a Venê Casagrande, a oferta mais recente não foi a primeira tentativa do Grupo City. O conglomerado já teria apresentado uma proposta em julho, com valores inferiores aos 10 milhões de euros oferecidos agora. Na ocasião, o Flamengo também recusou a negociação. As duas negativas reforçam a posição de que a diretoria pretende manter o controle sobre o futuro do defensor.
Negociação por Plata corre em paralelo
A proposta por João Victor veio no mesmo período em que o Flamengo tratava da possível saída de Gonzalo Plata. O atacante equatoriano, de 25 anos, estava em negociação com o Dínamo de Moscou, em uma operação separada da discussão envolvendo o zagueiro. A proximidade entre os assuntos chamou atenção porque o clube analisava uma venda no ataque enquanto recusava uma oferta estrangeira por um jogador considerado importante para o sistema defensivo.
As conversas por Plata dependiam da definição das condições financeiras. A diretoria rubro-negra demonstrava cautela com o parcelamento e com as garantias apresentadas pelo clube russo. Segundo as informações publicadas, o Flamengo estabeleceu uma pedida mínima de 15 milhões de euros, aproximadamente R$ 90 milhões pela cotação indicada nas reportagens, para aceitar a transferência do atacante.
O clube carioca havia contratado Plata em 2024, vindo do Al-Sadd, do Catar, por 9,1 milhões de dólares. O valor era estimado em cerca de R$ 51,9 milhões na época. Com contrato válido até agosto de 2029, o equatoriano disputou 32 partidas na temporada atual sob o comando do técnico Leonardo Jardim, marcou dois gols e forneceu quatro assistências.
As fontes também registram que Plata acumulou 100 jogos pelo Flamengo, com nove gols e 13 assistências, além de seis títulos. Entre as conquistas citadas estão a Libertadores, a Copa do Brasil de 2024, o Campeonato Brasileiro de 2025, a Supercopa e os campeonatos estaduais de 2025 e 2026. O desempenho na Copa do Mundo de 2026 foi apontado como um dos fatores de sua valorização no mercado internacional.
Apesar de veículos estrangeiros indicarem um entendimento prévio entre Plata e o Dínamo de Moscou, a negociação ainda dependia do acordo entre os clubes e do cumprimento das exigências financeiras do Flamengo. A imprensa também informou que os representantes do atacante buscavam uma valorização contratual ou uma transferência para a Europa e preferiam que ele não entrasse em campo enquanto as tratativas não fossem concluídas.
A possível venda de Plata, portanto, não alterou a decisão sobre João Victor. Os dois casos seguiram critérios diferentes dentro do planejamento rubro-negro: o atacante estava sujeito a uma negociação condicionada a valor, garantias e forma de pagamento, enquanto o zagueiro era visto como um ativo esportivo que o clube deseja preservar para os próximos anos.
Por enquanto, João Victor permanece ligado ao Flamengo e à disposição do elenco profissional. A tendência indicada pelas informações reunidas é que suas oportunidades dependam das escolhas da comissão técnica, da condição física dos demais zagueiros e da definição sobre o futuro de Danilo. A recusa ao Grupo City mantém aberta a possibilidade de o jovem ganhar espaço na defesa, sem que o clube precise recorrer imediatamente ao mercado para repor uma eventual saída.