O Flamengo decidiu não negociar o zagueiro João Victor após receber uma proposta oficial de 10 milhões de euros, valor estimado em cerca de R$ 60 milhões pela cotação mencionada nas reportagens. A oferta foi apresentada pelo Grupo City, holding que controla clubes como Manchester City e Bahia, mas a diretoria rubro-negra entendeu que a permanência do defensor é mais importante para o planejamento esportivo do clube.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores na última partida
2 × 1 Brasileirão Série A
✓
Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Agustín RossiTitular
Média6,5
ArrascaetaTitular
Média9,0
Ayrton LucasTitular
Média6,5
DaniloTitular
Média7,5
Erick PulgarTitular
Média9,0
Guillermo VarelaTitular
Média7,5
Jorge CarrascalTitular
Média6,5
Léo OrtizTitular
Média7,5
Lucas PaquetáTitular
Média7,5
PedroTitular
Média7,5
Samuel LinoTitular
Média7,5
Bruno HenriqueEntrou durante o jogo
Média7,0
Evertton AraújoEntrou durante o jogo
Média6,5
Gonzalo PlataEntrou durante o jogo
Média6,5
JorginhoEntrou durante o jogo
Média7,5
Luiz AraújoEntrou durante o jogo
Média6,5
✓ Resultado final baseado em 32 voto(s) da torcida.
A investida ocorreu na última semana, paralelamente às conversas conduzidas pelo Flamengo para negociar o atacante Gonzalo Plata com o Dínamo de Moscou. As informações sobre a proposta por João Victor foram divulgadas por Terra, Crusoé e NSC Total, com atribuição ao jornalista Venê Casagrande em relação a detalhes da oferta e da avaliação interna do clube.
O valor oferecido não foi suficiente para mudar a posição da diretoria. Aos 19 anos, João Victor é tratado como uma das principais promessas formadas pelo Flamengo e deve continuar integrado ao elenco profissional na sequência dos trabalhos. A decisão indica que o clube não considera o zagueiro uma peça disponível no mercado, mesmo diante de uma oferta elevada.
O defensor ganhou espaço no time de cima durante o trabalho de Filipe Luís. De acordo com os dados publicados pelas fontes, ele soma 14 partidas como profissional pelo Flamengo, sendo quatro delas na temporada de 2026. O número ainda é limitado em comparação com os jogadores mais experientes do setor, mas a comissão técnica e a diretoria observam a evolução do atleta dentro do processo de transição da base.
João Victor também ocupa uma posição de destaque nas seleções de formação. O zagueiro é titular e capitão da Seleção Brasileira Sub-20, condição que pesa na avaliação sobre seu potencial. Antes disso, foi convocado para o Mundial Sub-17 de 2023, experiência internacional que faz parte do percurso do jogador desde as categorias inferiores.
Na equipe Sub-20 do Flamengo, o defensor disputou 19 partidas, segundo as informações reunidas pelas reportagens. A passagem por diferentes níveis da formação permitiu ao clube acompanhar o jogador em etapas distintas, desde a base até os primeiros compromissos no futebol profissional. A diretoria considera esse processo relevante para projetar sua utilização em médio prazo.
A aparição mais recente de João Victor pelo time principal ocorreu no fim de maio, na vitória por 3 a 0 sobre o Coritiba, no Maracanã. Ele entrou no decorrer da partida depois que Léo Ortiz se lesionou. Naquele período, Danilo e Léo Pereira também estavam à disposição da Seleção Brasileira, o que abriu espaço para a entrada do jovem na equipe comandada por Filipe Luís.
Depois da Copa do Mundo, João Victor permaneceu no banco de reservas nos jogos contra Chapecoense, São Paulo e Cruzeiro. A possibilidade de voltar a ser relacionado apareceu antes do clássico contra o Botafogo, marcado para domingo, dia 30, às 16h, no Maracanã. A chance estava ligada à recuperação de Vitão e à necessidade de a comissão técnica avaliar as opções disponíveis para a zaga.
Planejamento para 2027 influencia recusa
Atualmente, o Flamengo conta com Léo Ortiz, Léo Pereira, Danilo e Vitão para a posição. A quantidade de alternativas não impediu a diretoria de considerar o futuro do setor. O vínculo esportivo de Danilo para 2027 é tratado como incerto, pois o veterano pode decidir encerrar a carreira. Não há, nas informações disponíveis, confirmação de que essa decisão tenha sido tomada.
É nessa hipótese que João Victor aparece como uma alternativa de reposição dentro do próprio elenco. A avaliação rubro-negra é de que o jovem pode receber mais minutos e assumir uma função maior caso Danilo não continue. Por isso, a proposta foi analisada não apenas pelo valor financeiro imediato, mas também pelo impacto que uma saída teria na montagem da defesa para a próxima temporada.
A diretoria entende que preservar o zagueiro pode facilitar uma renovação gradual do setor defensivo. João Victor ainda precisa ampliar sua participação em partidas profissionais, mas já reúne experiência nas seleções de base e no futebol de formação do Flamengo. A permanência permite que o clube acompanhe esse desenvolvimento sem abrir mão do jogador antes de saber qual será sua importância no grupo principal.
Segundo informações atribuídas a Venê Casagrande, a oferta mais recente não foi a primeira tentativa do Grupo City. O conglomerado já teria apresentado uma proposta em julho, com valores inferiores aos 10 milhões de euros oferecidos agora. Na ocasião, o Flamengo também recusou a negociação. As duas negativas reforçam a posição de que a diretoria pretende manter o controle sobre o futuro do defensor.
Negociação por Plata corre em paralelo
A proposta por João Victor veio no mesmo período em que o Flamengo tratava da possível saída de Gonzalo Plata. O atacante equatoriano, de 25 anos, estava em negociação com o Dínamo de Moscou, em uma operação separada da discussão envolvendo o zagueiro. A proximidade entre os assuntos chamou atenção porque o clube analisava uma venda no ataque enquanto recusava uma oferta estrangeira por um jogador considerado importante para o sistema defensivo.
As conversas por Plata dependiam da definição das condições financeiras. A diretoria rubro-negra demonstrava cautela com o parcelamento e com as garantias apresentadas pelo clube russo. Segundo as informações publicadas, o Flamengo estabeleceu uma pedida mínima de 15 milhões de euros, aproximadamente R$ 90 milhões pela cotação indicada nas reportagens, para aceitar a transferência do atacante.
O clube carioca havia contratado Plata em 2024, vindo do Al-Sadd, do Catar, por 9,1 milhões de dólares. O valor era estimado em cerca de R$ 51,9 milhões na época. Com contrato válido até agosto de 2029, o equatoriano disputou 32 partidas na temporada atual sob o comando do técnico Leonardo Jardim, marcou dois gols e forneceu quatro assistências.
As fontes também registram que Plata acumulou 100 jogos pelo Flamengo, com nove gols e 13 assistências, além de seis títulos. Entre as conquistas citadas estão a Libertadores, a Copa do Brasil de 2024, o Campeonato Brasileiro de 2025, a Supercopa e os campeonatos estaduais de 2025 e 2026. O desempenho na Copa do Mundo de 2026 foi apontado como um dos fatores de sua valorização no mercado internacional.
Apesar de veículos estrangeiros indicarem um entendimento prévio entre Plata e o Dínamo de Moscou, a negociação ainda dependia do acordo entre os clubes e do cumprimento das exigências financeiras do Flamengo. A imprensa também informou que os representantes do atacante buscavam uma valorização contratual ou uma transferência para a Europa e preferiam que ele não entrasse em campo enquanto as tratativas não fossem concluídas.
A possível venda de Plata, portanto, não alterou a decisão sobre João Victor. Os dois casos seguiram critérios diferentes dentro do planejamento rubro-negro: o atacante estava sujeito a uma negociação condicionada a valor, garantias e forma de pagamento, enquanto o zagueiro era visto como um ativo esportivo que o clube deseja preservar para os próximos anos.
Por enquanto, João Victor permanece ligado ao Flamengo e à disposição do elenco profissional. A tendência indicada pelas informações reunidas é que suas oportunidades dependam das escolhas da comissão técnica, da condição física dos demais zagueiros e da definição sobre o futuro de Danilo. A recusa ao Grupo City mantém aberta a possibilidade de o jovem ganhar espaço na defesa, sem que o clube precise recorrer imediatamente ao mercado para repor uma eventual saída.