Dorival Júnior destacou a importância de proteger o elenco do São Paulo em meio à instabilidade.Foto: Reprodução da Internet
O empate por 1 a 1 com o Mirassol, no sábado (24), abriu espaço para Dorival Júnior explicar uma das estratégias adotadas pelo São Paulo durante a temporada: manter os problemas internos afastados da rotina dos jogadores. Depois da partida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador afirmou que a comissão técnica trabalhou para preservar o elenco em meio ao ambiente de instabilidade vivido pelo clube.
Segundo Dorival, a prioridade foi impedir que as questões extracampo interferissem diretamente no desempenho da equipe. “Não deixo que as coisas se misturem. Eu me preocupo com o dia a dia do CT”, declarou o técnico. A avaliação apresentada pelo comandante indica que o trabalho de proteção não se limitou à preparação tática e física, mas também envolveu decisões para manter o grupo concentrado no futebol.
A manifestação ocorreu depois de um resultado que manteve o São Paulo na nona colocação do Brasileirão, com 43 pontos. O Tricolor saiu na frente com Pedro Lima, enquanto o Mirassol empatou em gol contra do goleiro Rafael. Restando seis rodadas para o encerramento da competição, a equipe ainda tenta melhorar sua posição na tabela, embora o treinador tenha destacado principalmente a necessidade de recuperar consistência.
O trabalho para preservar o elenco
Dorival reconheceu que o São Paulo não conseguiu oferecer todas as condições desejadas para que a comissão técnica se concentrasse exclusivamente no campo. Ainda assim, afirmou que foi necessário atuar em diferentes frentes para evitar que as dificuldades externas atingissem os atletas. Na visão do treinador, a união interna foi um dos fatores que ajudaram o time a atravessar o período de maior pressão.
O técnico também disse que a crise projetada ao longo do ano não se concretizou da maneira como alguns imaginavam. A equipe passou por um cenário de dificuldades, mas, de acordo com a avaliação apresentada após o jogo, conseguiu impedir que os problemas contaminassem completamente o ambiente do grupo. Essa separação entre o cotidiano do clube e o trabalho dos jogadores foi tratada como uma tarefa permanente.
Ao abordar o assunto, Dorival mencionou experiências anteriores para reforçar a importância de blindar o elenco. A ideia central, segundo ele, é criar condições para que os atletas não sejam obrigados a administrar questões que estão fora de suas responsabilidades imediatas. O treinador também ressaltou que o processo depende da participação conjunta de comissão técnica, jogadores e demais profissionais.
O episódio se conecta diretamente ao trabalho interno descrito pelo técnico durante a crise. O São Paulo adotou medidas para proteger o elenco e preservar a preparação da equipe, mesmo sem alcançar o cenário ideal defendido pelo treinador. A preocupação apresentada é evitar que a instabilidade administrativa ou política altere o foco do grupo na reta final do campeonato.
Resultado mantém cobrança por evolução
Dentro de campo, o empate no estádio do Mirassol teve peso específico para os dois lados. O São Paulo chegou aos 43 pontos e permaneceu em nono lugar, enquanto o adversário ocupa a 15ª posição, com 37 pontos, em luta para se afastar da parte inferior da classificação. O resultado não encerrou a temporada do Tricolor, mas manteve a necessidade de evolução nas seis partidas restantes.
A equipe também está a nove pontos do G-5, de acordo com a situação apresentada após a rodada. Essa distância torna mais difícil a busca por uma vaga na próxima Libertadores e ajuda a explicar por que Dorival prefere concentrar a atenção no desempenho imediato. A meta mencionada pelo treinador é terminar o Brasileirão em nível superior ao mostrado durante o período de instabilidade.
O empate, portanto, não foi tratado apenas como um ponto somado fora de casa. A partida serviu para Dorival reafirmar que o São Paulo precisa recuperar confiança e aproveitar a sequência final para construir uma campanha mais estável. O técnico valorizou a capacidade de reação e a união do elenco, mas também indicou que ainda há espaço para melhorar a atuação coletiva.
Futuro de Dorival ficará para a próxima gestão
Além dos bastidores da temporada, a entrevista trouxe uma indefinição sobre o comando do time. O contrato de Dorival termina em 31 de dezembro de 2026, período que coincide com a eleição presidencial do São Paulo. Por isso, o treinador evitou antecipar qualquer decisão sobre sua continuidade e afirmou que o próximo presidente deverá avaliar o projeto esportivo.
O comandante declarou que a nova administração deverá escolher o treinador mais adequado à própria proposta, sem deixar de respeitar o trabalho da comissão atual. A fala não representa confirmação de saída nem garantia de permanência. Neste momento, a definição depende da mudança de comando e das decisões que serão tomadas para a temporada seguinte.
Antes disso, Dorival terá de conduzir o São Paulo pelos seis compromissos finais do Campeonato Brasileiro. O próximo desafio será contra o Bahia, na quarta-feira, às 21h30, na Arena Fonte Nova, em Salvador. A partida aparece como a oportunidade imediata para o time transformar a proteção construída nos bastidores em uma sequência mais consistente dentro de campo. O objetivo é concluir o campeonato com maior equilíbrio e sem permitir que os problemas externos voltem a ocupar o centro da rotina do elenco.