A presença de Tomás Cuello no duelo contra o Flamengo ainda é incerta devido a dores nas costelas.Foto: Reprodução da Internet
O Atlético-MG ganhou uma dúvida importante para o confronto com o Flamengo, marcado para segunda-feira (26), às 20h (de Brasília), no Maracanã, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Tomás Cuello sente dores na região das costelas e não participou de nenhuma atividade com bola ao longo da semana, cenário que coloca em risco a presença do atacante no duelo no Rio de Janeiro.
Cuello ainda não era considerado desfalque confirmado no momento da apuração. A definição dependeria da avaliação do departamento médico, do último treino antes da viagem e da lista de jogadores relacionados pelo clube. Mesmo assim, a ausência nos trabalhos com o grupo aumentava a possibilidade de o técnico Eduardo Domínguez precisar alterar o setor ofensivo.
Pancada contra o Coritiba iniciou o problema
O incômodo físico surgiu na partida contra o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro. O atacante argentino sofreu uma pancada na região da costela durante o compromisso e passou a conviver com dores. Apesar do problema, ele conseguiu atuar na sequência da agenda atleticana.
Na quarta-feira, Cuello entrou em campo contra o Montevideo City Torque, no Uruguai, pelo jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana. Depois da partida, porém, não retomou a rotina normal de treinamentos com os companheiros. A situação passou a ser acompanhada com maior atenção justamente antes de um confronto relevante pela competição nacional.
No treino aberto à imprensa realizado no sábado, o atacante fez atividades separadas do restante do elenco. O Atlético-MG ainda tinha uma sessão prevista para a manhã de domingo, antes do embarque para o Rio de Janeiro. A programação seria determinante para indicar se Cuello teria condições de viajar e permanecer entre as opções de Domínguez.
Se o veto for confirmado, o treinador precisará encontrar uma solução para a ponta ocupada pelo argentino. Reinier, Bernard e Victor Hugo aparecem como alternativas para a função, enquanto jogadores das categorias de base também podem ser considerados pela comissão técnica.
A eventual troca não representa apenas uma substituição nominal. Cuello vinha sendo utilizado como titular, e sua saída pode exigir ajustes na estrutura do ataque, na ocupação dos lados do campo e na forma como o time pretende pressionar ou construir as jogadas diante do Flamengo. A escolha, no entanto, só poderia ser definida depois da avaliação dos atletas disponíveis.
Até o último treinamento, não havia confirmação sobre o jogador que começaria a partida caso Cuello não fosse liberado. Por isso, qualquer formação divulgada antes da relação oficial deveria ser tratada como possibilidade, e não como escalação definida pelo Atlético-MG.
Scarpa e Everson aparecem como possíveis reforços
Ao mesmo tempo em que acompanhava a situação de Cuello, o Atlético-MG recebeu sinais positivos sobre Gustavo Scarpa. O meia participou do treinamento e se aproximou de um possível retorno depois de tratar uma lesão muscular na coxa direita.
Scarpa não atua desde 16 de setembro, quando o Atlético eliminou o Santos nas quartas de final da Copa Sul-Americana. A participação no treino não confirmava automaticamente sua presença diante do Flamengo, mas indicava uma evolução no processo de recuperação. A liberação pelo departamento médico seria necessária antes de uma eventual inclusão entre os relacionados.
O goleiro Everson também participou da atividade e estava à disposição da comissão técnica. Ainda assim, o clube precisava decidir se ele seria incluído na delegação para o compromisso no Maracanã. A situação do goleiro foi abordada em Everson ganha sinal verde e cria nova dúvida no Atlético-MG.
Departamento médico reúne outros quatro jogadores
O Atlético-MG também tinha outros atletas em recuperação. O zagueiro Ruan Tressoldi e o meio-campista Fred tratavam lesões na coxa esquerda. Entre os atacantes, Thiago Borbas se recuperava de um problema no músculo posterior da coxa direita, enquanto Mateo Cassierra tratava um trauma na mesma região.
O material apurado não informava prazo oficial de retorno para esses quatro jogadores nem apontava possibilidade de participação no jogo contra o Flamengo. Assim, a situação de cada um permanecia separada da dúvida envolvendo Cuello, que ainda dependia da avaliação realizada antes da viagem.
O cenário físico do elenco tornava a atividade de domingo especialmente importante para a comissão técnica. Além de definir a condição do atacante argentino, o treino ajudaria a esclarecer se Scarpa e Everson poderiam ser utilizados. A lista de relacionados seria o primeiro indicativo oficial sobre as decisões tomadas para o confronto.
Duelo pesa na briga pelas primeiras posições
O jogo tem impacto direto na campanha do Atlético-MG no Brasileirão. A equipe ocupava a sexta colocação, com 50 pontos, e buscava se aproximar do grupo que garantia classificação direta para a próxima edição da Copa Libertadores.
O Flamengo também disputava as primeiras posições, o que colocava os dois clubes em uma disputa relevante na tabela. Para o Atlético, somar pontos fora de casa poderia fortalecer a campanha na reta final e reduzir a distância para os concorrentes. Por isso, a eventual ausência de Cuello teria peso na preparação de um compromisso tratado como confronto direto.
A definição sobre o atacante deveria ocorrer somente após a última atividade antes do embarque. Até lá, Cuello permanecia como dúvida, enquanto as possíveis voltas de Scarpa e Everson dependiam de confirmação do clube e da comissão técnica.