Quando Pedro Lourenço assumiu o comando da SAF do Cruzeiro, em maio de 2024, o próprio dirigente reconheceu que o Atlético-MG estava à frente do rival em desempenho e estrutura esportiva. A promessa feita naquele momento era reduzir a distância em um prazo de dois anos. Nesta terça-feira, às 21h, na Arena MRV, os clubes se enfrentam pela volta das quartas de final da Copa do Brasil em um cenário que permite ao cruzeirense considerar a meta parcialmente cumprida.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores na última partida
3 × 1 Brasileirão Série A
✓
Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Gabriel RojasTitular
Média—
João CostaTitular
Média—
João MarceloTitular
Média—
Jonathan JesusTitular
Média—
Kaique KenjiTitular
Média—
Luciano RodríguezTitular
Média—
Matheus HenriqueTitular
Média—
Neyser VillarealTitular
Média—
Otávio CostaTitular
Média—
WilliamTitular
Média—
Zé LucasTitular
Média—
✓ Resultado final baseado em 0 voto(s) da torcida.
O primeiro jogo terminou empatado por 1 a 1, no Mineirão. Com a eliminatória aberta, o confronto em Belo Horizonte coloca frente a frente duas equipes que, nos resultados recentes, passaram a apresentar uma disputa mais equilibrada. O vencedor avançará à semifinal da competição nacional, em confronto contra o Corinthians.
A mudança de patamar do Cruzeiro não ocorreu de forma imediata. No início da gestão de Pedro Lourenço, o clube ainda tentava se firmar na elite após o retorno à Série A, em 2022. Pouco antes da declaração do dirigente, a equipe havia perdido o Campeonato Mineiro para o Atlético-MG, um resultado que reforçava a percepção de superioridade do rival no futebol de Minas Gerais.
Investimento maior mudou a trajetória do Cruzeiro
A estratégia anunciada pelo proprietário da SAF envolvia elevar o investimento e montar um elenco capaz de competir em diferentes torneios. O objetivo esportivo incluía a volta à Libertadores, principal competição continental, e a recuperação da capacidade de disputar títulos com o Atlético.
Os resultados de 2024 já mostraram uma primeira aproximação. O Cruzeiro terminou o Campeonato Brasileiro na nona posição, acima do Atlético, que ficou em 12º lugar. Também alcançou a decisão da Copa Sul-Americana, embora não tenha conquistado o título nem assegurado uma vaga na Libertadores de 2025.
O rival teve campanhas de destaque em outras frentes naquele ano. O Atlético foi vice-campeão da Copa do Brasil e da Libertadores, mas também terminou a temporada sem classificação para a principal competição sul-americana do ano seguinte. Nos clássicos pelo Brasileiro, porém, o Galo manteve vantagem: venceu um duelo e empatou o outro.
Em 2025, o Cruzeiro ampliou o investimento, mas começou a temporada com uma frustração no estadual. A equipe foi eliminada pelo América-MG na semifinal do Campeonato Mineiro. A recuperação ganhou força no Campeonato Brasileiro, torneio em que o time terminou na terceira colocação, enquanto o Atlético fechou a disputa em 11º.
A campanha nacional recolocou o Cruzeiro na Libertadores e indicou uma inversão importante na comparação entre os clubes. Na Copa do Brasil daquele ano, o time celeste também eliminou o maior rival nas quartas de final, antes de ser derrotado na semifinal.
Primeiro título da nova gestão veio no Estadual
O passo mais simbólico para o Cruzeiro ocorreu dois anos depois da promessa de Pedro Lourenço. O clube interrompeu a sequência de seis títulos consecutivos do Atlético-MG no Campeonato Mineiro e conquistou o troféu, o primeiro da equipe sob a nova gestão.
O título estadual não eliminou todas as diferenças entre os adversários, mas reforçou a ideia de que o Cruzeiro voltou a competir em condições mais próximas. Na Libertadores, a campanha celeste terminou nas oitavas de final, com eliminação diante do Flamengo. No Campeonato Brasileiro, o time ocupa a quinta posição, enquanto o Atlético aparece em sétimo, com uma partida a menos.
Esses números ajudam a explicar o peso do clássico pela Copa do Brasil. O Atlético ainda tem a possibilidade de usar o mando de campo para buscar a classificação, mas não carrega uma vantagem construída no primeiro jogo. O empate no Mineirão deixa a decisão dependente do desempenho na Arena MRV.
Rivais mineiros decidem vaga na Arena MRV
A partida desta terça-feira representa mais do que a continuidade de uma rivalidade estadual. Para o Cruzeiro, é uma oportunidade de confirmar, em uma competição de mata-mata, a evolução obtida desde a mudança no comando da SAF. Para o Atlético, a classificação pode interromper a sequência recente de resultados favoráveis ao adversário e recolocar o clube em uma semifinal nacional.
A igualdade no confronto também aparece na leitura dos proprietários das duas equipes. Em 2024, Rubens Menin, dono da SAF atleticana, afirmou que o fortalecimento do Cruzeiro seria positivo para o futebol de Minas Gerais e para o próprio Atlético. Na avaliação do dirigente, o rival celeste poderia integrar o grupo dos clubes mais fortes do futebol brasileiro.
A declaração de Menin se relacionava justamente ao processo de reconstrução conduzido por Pedro Lourenço. Desde então, o Cruzeiro passou a somar uma melhor campanha no Brasileiro, voltou à Libertadores, conquistou o Mineiro e disputou decisões e fases avançadas de torneios nacionais e continentais.
O duelo pela Copa do Brasil, contudo, será definido em 90 minutos e não por uma comparação histórica. O Atlético joga em seu estádio, enquanto o Cruzeiro precisa transformar a evolução acumulada nos últimos dois anos em resultado dentro de campo. A vaga na semifinal, contra o Corinthians, será o próximo indicador do equilíbrio que Pedrinho prometeu alcançar.