O Corinthians trabalha com a possibilidade de negociar André Luiz em janeiro, mas não pretende abrir mão imediatamente do meio-campista. Marcelo Paz, executivo de futebol do clube, afirmou que a ideia é conciliar a necessidade de arrecadação com a importância do jogador para o desempenho da equipe.
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Matheus PereiraEntrou durante o jogo
Média7,0
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Em entrevista ao programa CNN Esportes S/A, o dirigente confirmou que as conversas com clubes europeus continuam. A estratégia indicada por Paz prevê a possibilidade de acertar a transferência em janeiro e manter o atleta no elenco até o encerramento do ano, reduzindo o impacto esportivo de uma eventual saída.
“A venda tem uma perda esportiva, mas também um ganho financeiro importante para o clube. A ideia é que ele possa ser negociado, mas para ser entregue somente no final do ano”, declarou o executivo.
Propostas europeias ficaram sem acordo
O nome de André Luiz ganhou espaço no mercado após o fim da janela de transferências da Inglaterra. Segundo informação publicada pelo Meu Timão, o Nottingham Forest teria apresentado uma oferta de 16 milhões de libras, valor estimado em cerca de R$ 112 milhões. A negociação, entretanto, não foi concluída dentro do prazo.
O Olympiacos, da Grécia, também demonstrou interesse e, conforme apuração do ge, ofereceu 10 milhões de euros, aproximadamente R$ 59 milhões. A proposta teria sido recusada pelo Corinthians. Os valores atribuídos às duas investidas não foram confirmados por Marcelo Paz, que preferiu não detalhar as tratativas por razões estratégicas.
A movimentação ocorre em um momento de pressão por receitas no clube. O Corinthians havia projetado arrecadar cerca de R$ 149 milhões com a venda de direitos federativos na janela do meio do ano, de acordo com a apuração divulgada pelo ge. Uma transferência de André Luiz, portanto, poderia representar uma parcela relevante desse planejamento financeiro.
Paz reconheceu que uma venda ajudaria os cofres, mas também ressaltou que o atleta tem peso dentro do elenco. O executivo classificou o meio-campista como um ativo importante e destacou a projeção do jogador, que ainda está em fase inicial da carreira profissional.
“Essa negociação ainda pode ocorrer e seria um alívio para os cofres do clube, um recurso importante. É um nome importante, um jovem que tem uma projeção enorme”, afirmou.
Recuperação física influencia os planos
O planejamento imediato do Corinthians também depende da recuperação médica de André Luiz. O jogador trata uma lesão de grau dois no músculo posterior da coxa direita e segue um cronograma de fisioterapia antes de voltar a trabalhar com o grupo e ser liberado para partidas.
A lesão impede que o meio-campista esteja disponível neste momento e acrescenta uma etapa ao processo de definição sobre seu futuro. Antes de qualquer mudança no mercado, o clube precisa acompanhar a evolução física do atleta e avaliar quando ele poderá retomar a rotina competitiva.
Formado nas categorias de base do Parque São Jorge, André Luiz estreou profissionalmente pelo Corinthians em setembro do ano passado. Desde então, soma 47 jogos e sete gols pela equipe principal. A produção acumulada, combinada com a idade e a avaliação interna sobre seu potencial, contribuiu para despertar o interesse de equipes estrangeiras.
Aos 20 anos, o jogador tem contrato com o Corinthians até meados de 2027. O vínculo de longo prazo dá ao clube margem para analisar as propostas com mais cautela, sem a necessidade de aceitar uma saída imediata. Também permite que a diretoria considere o momento esportivo do atleta e as condições financeiras de cada negociação.
O cenário indicado por Marcelo Paz é de permanência no elenco até o fim do ano, mesmo com a possibilidade de uma transferência encaminhada em janeiro. Assim, o Corinthians tenta proteger sua capacidade competitiva durante a temporada e, ao mesmo tempo, manter aberta uma alternativa de receita para o futuro.
A decisão dependerá da recuperação de André Luiz, da evolução das conversas com os interessados e da apresentação de uma oferta considerada adequada. Por enquanto, o clube reconhece o potencial financeiro do negócio, mas também trata o meio-campista como uma peça relevante para seus objetivos esportivos.