O Corinthians mantém negociações com o Nottingham Forest pela transferência do meia André, embora a janela de contratações da Inglaterra já esteja fechada. O interesse do clube da Premier League permanece, mas os termos financeiros ainda não foram definidos. A operação também depende do prazo necessário para concluir o acordo e da data em que o jogador poderá ser efetivamente liberado.
A possibilidade discutida entre os clubes é fechar a venda agora e deixar a mudança para o futebol inglês para o início da próxima temporada na Inglaterra. Assim, André continuaria no elenco corintiano durante o período anterior à abertura da próxima janela inglesa. O formato permitiria ao Corinthians registrar a receita da negociação sem perder imediatamente uma de suas principais opções no elenco.
Em declaração reproduzida pelo Terra a partir de entrevista à CNN, a negociação foi tratada como possível mesmo após o encerramento do prazo inglês, com a saída de André projetada para janeiro. A avaliação apresentada é de que o acordo poderia aliviar os cofres do clube, embora também produzisse uma perda esportiva quando a transferência fosse efetivada.
Forest tenta alterar a estrutura da proposta
O Corinthians trabalha com uma pedida de 15 milhões de libras em valores fixos, quantia estimada em cerca de R$ 105 milhões. A estrutura também prevê até 6 milhões de libras em bônus, aproximadamente R$ 40 milhões, condicionados ao cumprimento de metas previstas no contrato.
O Nottingham Forest teria aceitado inicialmente a solicitação apresentada pela diretoria corintiana, mas passou a buscar uma redução no custo total da operação. A tentativa do clube inglês envolve tanto o valor garantido na assinatura quanto a composição dos pagamentos variáveis. Por isso, mesmo com a evolução das conversas, a negociação ainda não é considerada concluída.
Se o modelo originalmente discutido for mantido e todas as metas forem alcançadas, o negócio poderá chegar a 21 milhões de libras. Esse número representa o limite potencial da operação, e não uma receita assegurada. O Corinthians só terá garantia sobre a parcela fixa que for definida no contrato, enquanto os bônus dependerão do cumprimento das condições estabelecidas entre os clubes.
A diferença entre a pedida e a tentativa de redução do Forest é um dos pontos centrais da negociação. A forma como os bônus serão calculados também precisa ser ajustada, já que a definição das metas influencia diretamente o valor final recebido pelo Corinthians. Até a formalização, portanto, os montantes permanecem sujeitos a mudanças.
Receita prevista teria peso no planejamento do clube
André é considerado um dos principais ativos disponíveis no elenco corintiano. A diretoria vê a transferência como uma oportunidade de gerar recursos em um momento de pressão financeira. O clube pretende concluir o negócio mesmo sem a saída imediata do atleta porque o modelo com transferência posterior combina uma entrada financeira no curto prazo com a permanência provisória do meia.
O planejamento orçamentário do Corinthians para 2026 prevê R$ 151 milhões em receitas com transferências de jogadores. Conforme o cenário descrito na apuração, o clube ainda não havia finalizado um grande acordo na janela. Uma eventual venda de André, portanto, teria participação relevante na tentativa de cumprir a previsão estabelecida pela diretoria.
O valor bruto da negociação não será recebido integralmente pelo Corinthians. O clube possui 70% dos direitos econômicos do jogador, e a receita correspondente deverá respeitar a divisão entre os demais detentores. Essa proporção também se aplica à avaliação do impacto financeiro: os valores divulgados para a operação não equivalem automaticamente ao montante que entrará nos cofres corintianos.
Os bônus exigem atenção adicional porque podem elevar o total da transferência, mas não representam dinheiro garantido no momento da assinatura. A quantia efetivamente recebida pelo Corinthians dependerá da manutenção do valor fixo, da conclusão do negócio e, no caso das parcelas variáveis, do atingimento das metas previstas.
Saída em janeiro preservaria o elenco por mais tempo
Do ponto de vista esportivo, a permanência temporária de André reduziria o impacto imediato de uma venda. O meia seguiria ligado ao Corinthians durante o período anterior à próxima janela inglesa, desde que o acordo seja concluído nesse formato. A equipe teria mais tempo para contar com o jogador antes da transferência internacional.
Essa vantagem, porém, seria apenas provisória. Com a saída programada, o Corinthians precisaria se preparar para perder uma peça considerada importante no elenco. A diretoria teria de conciliar o benefício financeiro da negociação com a necessidade de reorganizar o grupo quando André fosse liberado para o Nottingham Forest.
A operação reúne, assim, dois efeitos distintos. No caixa, a venda pode ajudar o clube a enfrentar compromissos financeiros e avançar em direção à meta orçamentária. No campo, a permanência até janeiro manteria o meia à disposição por mais algum tempo, mas não eliminaria a necessidade de planejar sua substituição ou redistribuir a função exercida por ele.
O acordo ainda depende da convergência entre Corinthians e Nottingham Forest sobre o valor fixo, os bônus e o calendário da transferência. Enquanto esses pontos não forem formalizados, André permanece no clube paulista, e a ida para a Inglaterra segue condicionada à conclusão das tratativas e à abertura da próxima janela para a mudança esportiva.