O Internacional encerrou oficialmente o trabalho de Paulo Pezzolano após a derrota por 1 a 0 para o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. O desligamento foi comunicado durante a pausa para a Data Fifa e interrompeu um projeto que havia sido planejado para durar até o fim de 2026.
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A mudança acontece em um dos momentos mais delicados da temporada. Com 28 pontos, o Colorado ocupa a 18ª posição do Brasileirão e permanece na zona de rebaixamento. Restam dez rodadas para o fim da competição, e o clube terá de escolher um novo treinador enquanto tenta reagir na luta contra a queda.
Pezzolano chegou ao Internacional em dezembro de 2025, participou da preparação para a temporada e iniciou o ano à frente da equipe. O uruguaio comandou o time em 46 partidas, com 18 vitórias, 12 empates e 16 derrotas. O aproveitamento registrado no período foi de 47,8%.
Pressão aumentou com campanha no Brasileirão
A sequência de resultados no campeonato nacional foi determinante para o fim do trabalho. A derrota para o São Paulo, no MorumBIS, manteve o Inter em uma posição ameaçada na tabela e agravou a pressão sobre a comissão técnica. Antes disso, a equipe também havia deixado a Copa do Brasil ao ser eliminada pelo Grêmio nas quartas de final.
Pezzolano participou normalmente da entrevista coletiva depois do jogo. Na ocasião, admitiu que a situação ficava mais difícil à medida que o número de rodadas diminuía, mas afirmou que o grupo precisava se preparar para o compromisso seguinte e buscar a vitória.
A demissão foi confirmada no dia posterior ao revés. O encerramento ocorreu antes do término do vínculo e colocou fim à primeira tentativa da atual gestão de começar uma temporada com um treinador contratado ainda no planejamento da pré-temporada e mantido até a reta final do ano.
O desempenho acumulado ajuda a dimensionar a decisão, mas não altera o problema imediato. O Inter precisa transformar a troca no comando em uma resposta esportiva rápida, já que terá somente dez partidas para somar pontos e tentar deixar a parte inferior da classificação.
Corinthians será o primeiro desafio da nova comissão
A paralisação do calendário oferece à direção alguns dias para procurar o substituto e organizar a transição. O próximo compromisso oficial está marcado para 7 de outubro, contra o Corinthians, no Beira-Rio, no retorno do Brasileirão após a Data Fifa.
O intervalo também será o período disponível para o novo comandante conhecer o elenco, ajustar o trabalho e preparar a equipe para a reta final. Não há, nas informações divulgadas, indicação de quem será escolhido pelo clube. O Internacional volta ao mercado em busca de uma comissão técnica capaz de assumir o time já pressionado pela necessidade de pontuar.
A partida contra o Corinthians terá peso adicional por marcar a estreia da nova etapa no futebol colorado. Além de enfrentar um adversário do campeonato, o Inter terá de lidar com a expectativa criada pela mudança e com a urgência de interromper a permanência na zona de rebaixamento.
O clube ainda precisa disputar outros nove jogos depois desse compromisso. A sequência reduzida torna cada rodada relevante para a classificação e limita o tempo de recuperação caso a equipe não consiga reagir imediatamente.
Décimo nome será contratado na gestão Barcellos
Com a saída de Pezzolano, o próximo treinador efetivo será o décimo nome diferente contratado durante a gestão do presidente Alessandro Barcellos, iniciada em 2021. A sequência inclui Abel Braga, Miguel Ángel Ramírez, Diego Aguirre, Alexander Medina, Mano Menezes, Eduardo Coudet, Roger Machado, Ramón Díaz e Pezzolano.
Abel aparece em dois momentos do período: comandou o Inter no início de 2021, em razão do calendário que prolongou o Campeonato Brasileiro de 2020, e retornou para dirigir as duas partidas finais de 2025. O levantamento que aponta o décimo técnico considera os nomes diferentes que passaram pelo cargo.
O período também foi marcado pela ausência de um treinador durante um ano civil completo. Nenhum profissional conseguiu permanecer no comando entre 1º de janeiro e 31 de dezembro desde a chegada de Barcellos à presidência.
Mano Menezes foi o técnico mais longevo da administração. Ele assumiu em abril de 2022, atravessou a virada para 2023 e deixou o cargo em julho daquele ano, após 455 dias. Nesse intervalo, dirigiu o Inter em 81 partidas.
Roger Machado teve a segunda passagem mais extensa, com 431 dias no cargo. Ele iniciou 2025 respaldado pela direção, chegou a renovar o contrato até dezembro de 2026 e deixou o clube depois de uma derrota para o Grêmio. Antes dele, Coudet também terminou uma temporada e começou a seguinte, mas saiu em julho de 2024.
Na parte final de 2025, Ramón Díaz comandou a equipe por 13 partidas. Depois de sua saída, Abel Braga assumiu as duas últimas rodadas e ajudou o time a evitar o rebaixamento. A contratação de Pezzolano representou, então, uma tentativa de garantir continuidade ao planejamento, interrompida após pouco mais de nove meses.
Agora, a direção precisa definir o décimo técnico efetivo da gestão e, ao mesmo tempo, encontrar uma solução para um problema que não é apenas administrativo. O novo comandante assumirá um Internacional em 18º lugar, com dez partidas restantes e a obrigação de recuperar o desempenho para permanecer na Série A.