A mudança de treinador permitiu a jogadores menos utilizados recuperarem espaço e ajudarem o Internacional na luta contra.Foto: Reprodução da Internet
A mudança no comando técnico do Internacional alterou a hierarquia interna do elenco. Desde a chegada de Eduardo Baptista, jogadores que tinham pouca participação ou sequer estavam entre as principais opções de Pezzolano passaram a receber oportunidades e responderam em uma fase decisiva da temporada. Alerrandro, Juninho, Thiago Maia, Braian Aguirre e Kauan Jesus assumiram papéis relevantes na tentativa colorada de se afastar da zona de rebaixamento.
A transformação apareceu com mais força na vitória sobre o Coritiba, na última terça-feira. Alerrandro marcou, nos acréscimos, o pênalti que garantiu o resultado e encerrou um período de pouca utilização. O triunfo também ajudou o Inter a respirar fora do Z-4. A partida foi detalhada pelo FutNet News.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores do Internacional nessa partida
Antes da troca no comando, a última titularidade de Alerrandro havia ocorrido em 25 de julho, contra o Athletico. Com Baptista, o atacante iniciou seis jogos seguidos. Nesse intervalo, marcou uma vez e distribuiu duas assistências, sendo uma delas no Gre-Nal pelo Campeonato Brasileiro.
O gol contra o Coritiba representou o ponto alto dessa retomada. Em entrevista à TV Inter, o jogador afirmou que continuou trabalhando mesmo sem ser utilizado com frequência e relacionou sua nova fase à confiança recebida do treinador. Alerrandro também destacou que já vinha contribuindo com assistências, embora ainda não tivesse conseguido marcar.
Baptista valorizou justamente esse período de insistência. Depois da partida, o técnico disse que avisava ao atacante que o gol sairia quando a equipe mais precisasse. Na avaliação do treinador, a cobrança foi executada com tranquilidade e mostrou que o elenco continuava envolvido na tentativa de reação.
A sequência devolveu a Alerrandro uma condição que ele havia perdido durante o segundo semestre. Mais do que o pênalti convertido, a participação frequente deu ao atacante a possibilidade de se tornar uma alternativa constante no setor ofensivo em vez de depender apenas de entradas durante os jogos.
Juninho se firma e participa do lance decisivo
Juninho também deixou uma posição secundária para se tornar titular. Antes da chegada de Baptista, o zagueiro havia começado apenas três partidas do Brasileirão. Sua última presença entre os titulares tinha sido em maio, na derrota para o Vitória; depois disso, participou somente de alguns minutos.
O defensor voltou à equipe na estreia do novo treinador, diante do Corinthians, e permaneceu na formação inicial nas seis partidas seguintes. Contra o Coritiba, teve participação direta no resultado ao sofrer o pênalti cometido por Rodrigo Moledo, convertido por Alerrandro nos instantes finais.
O desempenho de Juninho não se resumiu ao lance ofensivo. Baptista afirmou que o zagueiro afastou muitas bolas pelo alto e permaneceu em campo apesar das câimbras. Segundo o treinador, a comissão técnica decidiu mantê-lo nos minutos finais porque o empate não atendia aos planos do Inter, que passou a correr mais riscos em busca da vitória.
Thiago Maia e Aguirre recuperam espaço
Thiago Maia atravessou uma trajetória semelhante. Com pouco espaço no primeiro semestre sob Pezzolano, o volante era acionado principalmente na parte final das partidas. Após se recuperar de uma lesão na coxa, voltou a aparecer no segundo semestre e ganhou protagonismo na nova comissão técnica.
Desde a chegada de Baptista, Thiago Maia foi titular nos seis jogos disputados pelo Inter. A sequência ampliou sua participação no meio-campo e transformou um jogador usado de maneira pontual em uma peça presente desde o início das partidas.
Braian Aguirre recuperou espaço na lateral direita. No trabalho anterior, Vitinho era utilizado de forma improvisada na linha de cinco defensores, cenário que diminuía as oportunidades do argentino. Aguirre chegou a ficar próximo de retornar à Argentina para defender o Rosario Central, mas o acordo não avançou porque ele não foi aprovado nos exames médicos.
De volta ao Beira-Rio, o lateral encontrou respaldo no esquema de Baptista e conquistou uma vaga entre os titulares. A mudança não foi apenas uma substituição de nomes: permitiu que o treinador utilizasse um jogador de origem na posição e devolveu a Aguirre uma participação que estava ameaçada dentro do elenco.
Kauan Jesus surge em meio às lesões
Kauan Jesus não se encaixa exatamente no grupo de atletas que perderam espaço com Pezzolano, mas também virou uma das novidades do período. Formado nas categorias de base do clube, o goleiro recebeu as primeiras oportunidades no time principal em uma das fases mais delicadas do campeonato.
A necessidade surgiu porque Anthoni e Rochet estavam lesionados, enquanto Matheus Cunha foi afastado depois de uma sequência de falhas. Kauan assumiu a posição e respondeu nos primeiros compromissos: em três jogos como titular, registrou 14 defesas e terminou duas partidas sem sofrer gols.
A atuação do jovem trouxe uma resposta para uma posição que precisou ser modificada por motivos físicos e por uma decisão técnica. Sem transformar a boa sequência em garantia para o restante da temporada, o desempenho mostrou que o Inter encontrou uma alternativa interna quando perdeu opções mais experientes.
O efeito das novas oportunidades
As escolhas de Baptista produziram respostas em diferentes setores. Alerrandro passou a participar diretamente dos gols; Juninho ganhou regularidade e decidiu um lance importante; Thiago Maia retomou a titularidade; Aguirre recuperou espaço na lateral; e Kauan Jesus apareceu como solução no gol.
O contexto aumenta o peso dessas mudanças. O Inter atravessa a luta contra o rebaixamento, e a vitória diante do Coritiba foi construída justamente com a participação de jogadores que estavam fora dos principais planos ou ainda não tinham experiência no time profissional. O resultado, detalhado também na cobertura do FutNet News, deu valor imediato às oportunidades.
Com essas respostas, Baptista ampliou as opções disponíveis para a sequência do campeonato sem depender apenas de novas contratações ou de mudanças externas ao grupo. A reação colorada passou pela recuperação de atletas que já pertenciam ao clube e que, sob o novo comando, encontraram espaço para mostrar utilidade em setores decisivos.