Casagrande considera a temporada de Memphis no Corinthians em 2026 como irrelevante, com baixa produção em campo.Foto: Reprodução da Internet
Walter Casagrande classificou como “inexistente” a temporada de Memphis Depay pelo Corinthians em 2026. A avaliação foi feita no UOL News Esporte, do Canal UOL, durante um debate sobre a utilização do atacante no clássico contra o São Paulo.
A crítica foi baseada no baixo impacto estatístico do camisa 10. Conforme levantamento apresentado no programa, Memphis disputou 23 partidas no ano, começou 18 delas como titular, marcou apenas um gol, deu duas assistências e recebeu três cartões amarelos.
Para Casagrande, os números não representam o rendimento esperado de um jogador considerado importante no elenco. O comentarista afirmou que o holandês participou de poucos jogos e também teve produção limitada nas partidas em que esteve em campo.
“Vendo os números, ele jogou tão pouco em número de jogos e tão pouco como futebol, que ele não jogou nada”, disse Casagrande. Na sequência, ele citou a atuação de Memphis contra o Flamengo, na final da Supercopa, como o único momento da temporada em que teria visto uma participação relevante do atacante.
Ao explicar sua avaliação, Casagrande também fez críticas ao comportamento esportivo de Memphis ao longo do ano. Segundo o comentarista, o jogador teria administrado sua participação no primeiro semestre com o objetivo de disputar a Copa do Mundo, mas não conseguiu fazer parte da competição.
O comentarista ainda mencionou o processo de renovação contratual do atacante e a repercussão de um vídeo publicado pelo próprio Memphis. A situação provocou pressão de torcedores, influenciadores e admiradores do atleta pela permanência dele no clube, mas, na leitura de Casagrande, a renovação não foi acompanhada por uma melhora de desempenho em campo.
Essas afirmações fazem parte da análise do comentarista e não representam uma conclusão oficial do Corinthians sobre o jogador. O clube não divulgou, no material analisado, uma avaliação institucional sobre a temporada de Memphis.
Retorno ao elenco ainda gerava discussão
O debate ocorreu enquanto o atacante voltava a ficar disponível para a comissão técnica. Memphis estava sem atuar desde o confronto com o Palmeiras e participou normalmente das atividades antes do clássico contra o São Paulo, sem restrições informadas nos treinamentos.
O retorno, porém, não significava confirmação de titularidade nem de permanência durante toda a partida. Clarence Seedorf evitou antecipar por quanto tempo pretendia utilizar o holandês. Assim, a dúvida estava relacionada ao aproveitamento do jogador, e não à existência de uma decisão pública sobre sua escalação.
O atacante havia ficado afastado dos compromissos anteriores por causa de um edema muscular no bíceps femoral, de acordo com informações sobre a preparação do Corinthians. Depois de voltar às atividades, ele passou a ser uma alternativa para o setor ofensivo, mas a comissão técnica ainda precisava definir a estratégia de utilização.
Danilo Lavieri adotou uma posição diferente da simples expectativa de retorno imediato entre os titulares. Para o comentarista, o Corinthians deveria evitar mudanças consideradas arriscadas e iniciar o confronto com Memphis no banco de reservas.
“Agora não é hora do Corinthians inventar. Agora é hora do Corinthians fazer o simples e o simples é o Memphis ficar no banco”, afirmou Lavieri. Ele argumentou que o atacante estava sem ritmo e poderia ter dificuldades para acompanhar a intensidade exigida, principalmente nas ações de marcação.
Na análise apresentada no programa, o Corinthians havia encontrado uma maneira de atuar sem Memphis e vinha de uma vitória. Por isso, Lavieri defendeu que a comissão técnica preservasse a estrutura utilizada e recorresse ao holandês conforme a necessidade da partida.
A posição também colocava em evidência uma questão prática: mesmo liberado para treinar, Memphis não necessariamente estaria preparado para suportar o mesmo volume de minutos de um titular em ritmo normal. A decisão final permanecia com Seedorf, sem confirmação pública sobre a função que o atacante desempenharia.
Números do Corinthians ampliavam a pressão
A avaliação sobre Memphis ocorreu em um momento ruim para o Corinthians na temporada. Considerando todas as competições, sem amistosos, o time havia disputado 58 partidas em 2026, com 21 vitórias, 16 empates e 21 derrotas. A equipe marcou 63 gols e sofreu 59, com aproveitamento de 45,4%.
No Campeonato Brasileiro, o desempenho era ainda mais preocupante. Após 33 rodadas, o Corinthians somava nove vitórias, nove empates e 15 derrotas. O time marcou 36 gols, sofreu 42 e tinha 36 pontos, ocupando a 17ª posição, dentro da zona de rebaixamento.
O Mirassol aparecia em 16º lugar, com 37 pontos, um acima do Corinthians. Nesse cenário, a discussão sobre o aproveitamento de Memphis ganhava peso, mas não eliminava a necessidade de considerar sua condição física e o período sem partidas antes de uma eventual volta.
Decisão seguia sob responsabilidade de Seedorf
As informações disponíveis confirmavam que Memphis estava à disposição após treinar normalmente, mas não indicavam se ele começaria jogando ou quantos minutos teria. A escalação oficial também não era apresentada no material analisado.
Com isso, a crítica de Casagrande permaneceu como o centro do debate: para o comentarista, o atacante teve uma produção muito abaixo do esperado em 2026. Ao mesmo tempo, a comissão técnica precisava decidir se o retorno seria imediato ou gradual, levando em conta os números da temporada, o período de afastamento e a organização que o Corinthians vinha utilizando sem o holandês.