O Flamengo encerrou uma sequência de reclamações de Samuel Lino com uma resposta construída dentro e fora de campo. Depois de o atacante demonstrar irritação em jogadas nas quais não recebeu o passe esperado, Arrascaeta explicou o episódio e afirmou que os dois já conversaram no centro de treinamento. Para o uruguaio, as cenas foram consequência das decisões tomadas em poucos segundos durante as partidas, e não sinal de um conflito no elenco.
NOTAS DA TORCIDA
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0 × 2 Copa Libertadores
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Agustín RossiTitular
Média9,0
ArrascaetaTitular
Média8,0
Ayrton LucasTitular
Média7,0
Bruno HenriqueTitular
Média8,0
Emerson RoyalTitular
Média6,0
Erick PulgarTitular
Média9,0
Jorge CarrascalTitular
Média7,0
JorginhoTitular
Média7,0
Léo OrtizTitular
Média7,0
Léo PereiraTitular
Média8,0
Samuel LinoTitular
Média8,0
Gonzalo PlataEntrou durante o jogo
Média7,0
Guillermo VarelaEntrou durante o jogo
Média6,0
Lucas PaquetáEntrou durante o jogo
Média6,0
Luiz AraújoEntrou durante o jogo
Média6,0
PedroEntrou durante o jogo
Média9,0
✓ Resultado final baseado em 16 voto(s) da torcida.
A repercussão começou na vitória por 2 a 0 sobre o Mirassol. Samuel Lino fez movimentos de infiltração, conhecidos no futebol como “facão”, e esperava ser acionado em algumas dessas jogadas. Em determinados lances, porém, Arrascaeta escolheu outras alternativas, incluindo um passe para Bruno Henrique. O atacante reagiu com incômodo, especialmente após deixar o campo no segundo tempo, e as imagens passaram a alimentar especulações entre torcedores.
O comportamento voltou a chamar atenção no confronto seguinte, contra o Remo. Lino novamente demonstrou insatisfação em momentos nos quais procurava participar mais das ações ofensivas. A diferença foi que, dessa vez, a dupla apareceu diretamente no lance decisivo: Arrascaeta deu a assistência para o gol de Samuel Lino, que garantiu a vitória por 1 a 0.
Meia explica como toma decisões durante as jogadas
Em participação no podcast Pod Boa, Arrascaeta disse que só percebeu a dimensão das reações do companheiro depois de rever o que havia acontecido. O camisa 10 explicou que costuma antecipar mentalmente a jogada antes de dominar a bola. Esse processo pode fazer com que ele não enxergue um companheiro que surge livre em outro espaço ou prefira executar uma alternativa diferente.
“Sinceramente eu vi as reações dele depois do jogo. Parece fácil, mas às vezes nós não vemos a jogada no momento. Eu penso outra coisa para fazer antes mesmo de pegar a bola e tento já ter o passe antes de receber. Mas eu jogo com mais dez caras”, afirmou o meia, conforme o relato da entrevista.
Na mesma explicação, Arrascaeta reconheceu que pode haver momentos em que um jogador está sozinho, mas não é identificado pelo responsável pelo passe. Também ressaltou que, em outras situações, entende ser melhor procurar outro companheiro. A declaração apresentou o episódio como parte da dinâmica ofensiva, em que o jogador precisa escolher rapidamente entre diferentes possibilidades.
O uruguaio ainda confirmou que conversou com Samuel Lino no CT. Segundo ele, os dois trataram do assunto internamente e chegaram a uma solução. A conversa serviu para esclarecer as expectativas do atacante e a leitura que Arrascaeta faz das jogadas, sem indicação de que o caso tenha provocado uma ruptura no grupo.
Samuel Lino também descartou crise com o companheiro
Depois da partida contra o Remo, o próprio atacante havia minimizado a situação. Lino explicou que estava de cabeça quente e queria participar mais das jogadas, principalmente quando acreditava estar em boa condição para finalizar. A cobrança, portanto, estaria ligada ao desejo de receber a bola em espaços de ataque, e não a uma divergência pessoal com Arrascaeta.
“Zero polêmica sobre isso. Às vezes o jogador está com vontade de fazer gol, melhor posicionado, com vontade de fazer gol. Eu estava de cabeça quente, mas a gente já se acertou como grupo e está unido para buscar o melhor para o Flamengo”, declarou o jogador, de acordo com o material publicado sobre a entrevista pós-jogo.
As manifestações dos dois jogadores coincidiram em pontos centrais: houve irritação durante as partidas, o assunto foi discutido no CT e a situação ficou resolvida internamente. A assistência de Arrascaeta para o gol de Lino diante do Remo acrescentou um elemento prático à explicação. Pouco depois das reclamações que levantaram dúvidas sobre o relacionamento entre eles, os dois participaram da jogada que definiu o resultado.
Vitória sobre o Remo colocou Flamengo na liderança
O triunfo no Mangueirão teve peso além da repercussão envolvendo os atacantes. Com os três pontos, o Flamengo chegou à liderança isolada do Campeonato Brasileiro, com 54 pontos, um a mais que o Palmeiras. O gol de Samuel Lino, portanto, decidiu uma partida importante para a classificação e também encerrou o jogo que havia concentrado as atenções sobre a relação dele com Arrascaeta.
O resultado manteve os dois jogadores no centro das opções ofensivas do time para a sequência da temporada. Lino foi responsável pelo gol da vitória, enquanto Arrascaeta participou da construção do lance decisivo e assumiu publicamente a tarefa de explicar as escolhas que haviam causado o desconforto. A situação deixou de ser tratada apenas pelas imagens das reclamações e passou a contar com a versão dos próprios envolvidos.
O calendário divulgado após o confronto previa três compromissos para o Flamengo. O primeiro seria contra o Corinthians, em 13 de setembro, pelo Brasileirão. Depois, o time enfrentaria o Independiente del Valle, em 17 de setembro, pela Copa Libertadores, antes de voltar a campo pelo campeonato nacional diante do Red Bull Bragantino, em 20 de setembro.
Arrascaeta, assim, não apontou qualquer problema estrutural no elenco. Sua explicação foi concentrada nas decisões de passe, na percepção dos movimentos ofensivos e na conversa realizada com Samuel Lino. Com a dupla participando do gol da vitória sobre o Remo, o Flamengo seguiu a preparação para os próximos jogos com a liderança do campeonato e o episódio tratado como resolvido.