O retorno do Fluminense às competições após a pausa da temporada foi marcado por expectativa, mas terminou cercado de questionamentos. A principal decisão do técnico Luis Zubeldía antes mesmo de a bola rolar acabou se tornando o centro das atenções: a opção por promover Hulk à equipe titular e deixar John Kennedy, principal goleador do elenco na temporada, entre os reservas. A estratégia, que rompeu uma sequência de escolhas do treinador, não trouxe o efeito esperado.
NOTAS DA TORCIDA
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2 × 0 Copa Libertadores
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
FábioTitular
Média8,7
GansoTitular
Média9,3
GugaTitular
Média7,3
HulkTitular
Média7,7
Julián MillánTitular
Média7,5
Kevin SernaTitular
Média7,2
MartinelliTitular
Média8,8
NonatoTitular
Média7,8
RenêTitular
Média6,5
Thiago SilvaTitular
Média8,7
Yeferson SoteldoTitular
Média6,3
Germán CanoEntrou durante o jogo
Média6,3
Guilherme AranaEntrou durante o jogo
Média6,3
HérculesEntrou durante o jogo
Média7,3
Jefferson SavarinoEntrou durante o jogo
Média6,5
Luciano AcostaEntrou durante o jogo
Média7,2
✓ Resultado final baseado em 96 voto(s) da torcida.
Desde que assumiu o comando da equipe, Zubeldía vinha mantendo uma linha de trabalho baseada na continuidade da formação considerada ideal. Mesmo com mudanças pontuais por questões físicas ou suspensões, o treinador evitava alterar peças que atravessavam boa fase. A chegada de Hulk, porém, fez o argentino apostar em uma nova configuração ofensiva, acreditando que a experiência do atacante poderia elevar o nível do setor ofensivo.
A aposta, entretanto, encontrou dificuldades dentro de campo. O Fluminense teve problemas para criar oportunidades claras, apresentou pouca intensidade no ataque e terminou a primeira etapa sob vaias da torcida. Além do desempenho coletivo abaixo do esperado, parte dos torcedores demonstrou insatisfação ao ver John Kennedy iniciar a partida no banco, especialmente pelo momento vivido pelo camisa 9 antes da paralisação.
Após o confronto, Zubeldía explicou que a decisão foi tomada por convicção técnica. Segundo o treinador, Hulk reúne características que podem oferecer novas soluções ao sistema ofensivo e, por isso, merecia a oportunidade entre os titulares. O comandante também ressaltou que acredita na evolução da equipe à medida que o atacante ganhar ritmo e maior entrosamento com os companheiros.
Apesar da justificativa, o desempenho do Fluminense alimentou o debate sobre a formação ideal para a sequência da temporada. A movimentação ofensiva ficou abaixo do esperado, enquanto John Kennedy voltou a ser lembrado pelos torcedores como peça importante para recuperar a eficiência do ataque. A concorrência pela posição promete aumentar e deverá ser uma das principais pautas nas próximas partidas.
Internamente, a avaliação é de que o elenco ganhou mais alternativas com a presença de Hulk, mas o processo de adaptação exigirá tempo. O atacante chegou cercado de expectativas e tem histórico de protagonismo no futebol brasileiro, porém ainda busca encontrar o melhor encaixe dentro do modelo de jogo implantado por Zubeldía.
Com calendário apertado e objetivos importantes pela frente, o treinador terá de administrar não apenas a disputa por vagas, mas também a pressão por resultados imediatos. A resposta da equipe nos próximos compromissos poderá confirmar a aposta em Hulk como titular ou abrir caminho para o retorno de John Kennedy ao time inicial.