O Vasco acompanha a tentativa de Richarlison de deixar o Tottenham, mas o cenário que poderia aproximar o atacante de São Januário também interrompeu as tratativas entre os clubes. O jogador não foi inscrito pelo time inglês para a primeira metade da Premier League 2026/27 e manifestou o desejo de encerrar sua passagem pela equipe. Até o momento, porém, não existe acordo fechado com o clube carioca nem confirmação de uma nova negociação formal.
A mudança ocorreu quando as conversas caminhavam para uma transferência definitiva. Richarlison comunicou que pretendia buscar a rescisão de seu contrato na Inglaterra, decisão que alterou a operação discutida pelo Vasco e pelo Tottenham. A partir daí, o futuro do atacante passou a depender principalmente da solução de sua situação contratual, antes de qualquer avanço esportivo ou financeiro com o time brasileiro.
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188. Thiago MendesTitular
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Alan LescanoTitular
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Alan SaldiviaTitular
Média9,0
Andrés GómezTitular
Média7,5
Bruno DuarteTitular
Média7,5
CuiabanoTitular
Média6,5
Facundo ColidioTitular
Média10,0
Léo JardimTitular
Média8,5
Paulo HenriqueTitular
Média7,0
Robert RenanTitular
Média8,5
Santiago SosaTitular
Média10,0
DavidEntrou durante o jogo
Média6,5
JairEntrou durante o jogo
Média8,0
Johan RojasEntrou durante o jogo
Média6,5
Marino HinestrozaEntrou durante o jogo
Média7,5
Ramon RiqueEntrou durante o jogo
Média9,0
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O interesse vascaíno já havia sido confirmado pelo presidente Pedrinho. As conversas começaram com a possibilidade de empréstimo, mas encontraram dificuldades ligadas ao limite de operações internacionais do Tottenham. Diante desse obstáculo, os clubes passaram a discutir uma compra dos direitos econômicos do jogador.
Oferta do Vasco envolvia pagamento parcelado
Segundo apuração de O Globo, o Vasco ofereceu 10 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos de Richarlison. O pagamento seria dividido em parcelas ao longo de cinco anos, com início previsto para 2027. A proposta permitia ao clube reduzir o impacto imediato da contratação, mas ainda dependia de um entendimento com o Tottenham sobre valores, prazo e percentual negociado.
O clube inglês trabalhava com uma avaliação de 20 milhões de euros pela totalidade dos direitos do atacante. O Vasco considerava estender a operação caso o Tottenham aceitasse receber o montante nas mesmas condições de parcelamento apresentadas inicialmente. Assim, a discussão não estava restrita ao preço: o modelo de pagamento também era determinante para a viabilidade do negócio.
Além da parte financeira, havia uma divergência sobre a duração do vínculo. O Vasco pretendia contar com Richarlison por mais tempo, enquanto o atacante desejava permanecer no Brasil por um período reduzido antes de avaliar uma volta ao futebol internacional. A falta de acordo sobre esse ponto já dificultava a negociação antes da decisão pela tentativa de rescisão.
De acordo com a mesma apuração, Richarlison preferiria ficar livre para defender o Vasco por seis meses, até o fim de 2026. Depois desse período, o jogador e seus representantes poderiam negociar um novo contrato, seja para continuar no clube carioca por outro prazo, seja para buscar uma transferência para outro mercado. Essa possibilidade, no entanto, depende da definição do vínculo com o Tottenham e não representa um acerto com o Vasco.
Disputa com o Tottenham é o principal obstáculo
O Tottenham teria sido informado sobre a intenção de Richarlison de pedir a rescisão, mas não indicou que aceitará a justificativa apresentada pelo atleta. O atacante foi afastado depois de manifestar o desejo de ser negociado, e a resistência do clube inglês cria um impasse jurídico cujo desfecho ainda não está definido.
Para o Vasco, uma eventual liberação sem pagamento de taxa de transferência mudaria completamente a estrutura da operação. O clube deixaria de negociar a compra dos direitos econômicos com o Tottenham e poderia concentrar as conversas em salário, duração do contrato e período de permanência do jogador. Também reduziria a necessidade de assumir o compromisso financeiro previsto na proposta de compra.
Essa alternativa, contudo, não elimina as incertezas. Enquanto o vínculo de Richarlison com o Tottenham continuar válido, não há segurança sobre a disponibilidade do atacante nem sobre a possibilidade de registrá-lo pelo período desejado. O Vasco também precisaria chegar a um novo entendimento diretamente com o jogador, mesmo que ele consiga se desvincular do clube inglês.
A tentativa de rescisão, portanto, não deve ser interpretada como uma transferência encaminhada para São Januário. O clube carioca precisa aguardar a evolução do caso na Inglaterra antes de decidir se fará uma nova investida. O desfecho jurídico pode alterar tanto o custo da contratação quanto o prazo pelo qual Richarlison estaria disposto a permanecer no Brasil.
Ataque vascaíno passou por mudanças
O setor ofensivo do Vasco também não é o mesmo da época em que o primeiro contato por Richarlison foi discutido. Facundo Colidio e Bruno Duarte foram incorporados ao elenco, ampliando as alternativas disponíveis para a comissão técnica. Brenner, por sua vez, está na fase final de recuperação de uma lesão ligamentar no pé esquerdo.
Admar Lopes afirmou que o retorno de Brenner seria o principal reforço ofensivo esperado para a reta final. A declaração indica que o clube considera a recuperação do atacante dentro do próprio planejamento, sem depender exclusivamente de uma contratação de alto custo para modificar o setor.
Por isso, a situação de Richarlison permanece em uma posição intermediária. O Vasco demonstrou interesse, apresentou uma proposta concreta ao Tottenham e chegou a discutir diferentes formatos para viabilizar o negócio. Ao mesmo tempo, a decisão do jogador de tentar rescindir o contrato interrompeu o caminho inicialmente traçado.
O próximo passo depende de três fatores diretamente ligados: a resolução da disputa contratual na Inglaterra, as condições financeiras exigidas por Richarlison e a compatibilidade de um eventual vínculo curto com o planejamento vascaíno. Enquanto essas questões não forem esclarecidas, o clube apenas monitora o caso, sem confirmação de retomada oficial das negociações.