O sucesso do plano de reformulação do Vasco depende da venda da SAF para obter recursos.Foto: Reprodução da Internet
O Vasco começou a desenhar o elenco que pretende ter em 2027 e trabalha com um plano de reformulação que envolve permanências, reforços para setores considerados carentes e a possibilidade de contratar um nome de grande impacto no ataque. A execução desse projeto, no entanto, está diretamente ligada à conclusão da venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
O planejamento prevê cinco frentes principais: manter Robert Renan e Cuiabano, contratar um goleiro, encontrar um volante para dividir responsabilidades no meio-campo e buscar um atacante de peso. As movimentações ainda estão no campo das possibilidades e não representam negócios concluídos.
Manutenção de Robert Renan e Cuiabano exige alto investimento
Entre as prioridades está a tentativa de assegurar a permanência do zagueiro Robert Renan e do lateral Cuiabano. Os dois são tratados como peças importantes para a montagem do time da próxima temporada, mas as compras exigiriam valores considerados elevados para o clube.
Robert Renan pertence ao Zenit, da Rússia. Para adquirir 70% dos direitos econômicos do defensor, o Vasco teria de desembolsar aproximadamente 8 milhões de euros, quantia estimada em R$ 48 milhões no material divulgado. A operação é vista como relevante para a formação do sistema defensivo, mas ainda depende de recursos e de um eventual avanço nas tratativas.
Cuiabano, por sua vez, está ligado ao Nottingham Forest, da Inglaterra. A compra do lateral foi estimada em cerca de 10 milhões de euros, aproximadamente R$ 60 milhões. Se as duas operações fossem realizadas pelos valores projetados, o investimento chegaria a cerca de R$ 108 milhões.
Essas cifras não significam que o Vasco tenha concluído as aquisições ou que os acordos estejam encaminhados. Os números fazem parte de um cenário de planejamento atribuído a informações do jornal O Globo, conforme publicação do Vascaino.net.
Goleiro é procurado para aumentar a concorrência
Outra frente da preparação é a contratação de um goleiro. A ideia apresentada no planejamento é ampliar as opções da comissão técnica e criar concorrência para Léo Jardim, que continua sendo considerado importante para a equipe.
A busca não indica necessariamente uma intenção de negociar o atual titular. O objetivo seria contar com outro jogador capaz de disputar espaço e oferecer uma alternativa ao longo de uma temporada que pode exigir maior profundidade do elenco. Até o momento, nenhum nome foi apontado como alvo principal para a posição.
Com isso, a necessidade está definida de forma geral, mas a operação ainda não chegou à etapa de uma negociação identificada. A diretoria precisará avaliar o perfil do atleta e o investimento possível caso o clube obtenha novos recursos.
Vasco quer reduzir dependência no meio-campo
O meio-campo também aparece entre as áreas que podem passar por mudanças. A avaliação mencionada no planejamento é de que Thiago Mendes concentra responsabilidades importantes na organização e na proteção da equipe.
Por esse motivo, o Vasco pretende buscar um volante com capacidade para dividir funções e ampliar as alternativas de escalação. A contratação poderia dar mais opções à comissão técnica, especialmente em um calendário considerado exigente, mas o material não informa um nome específico nem apresenta uma negociação em andamento.
A procura, portanto, está relacionada a uma necessidade de composição do grupo. Não há indicação de que Thiago Mendes esteja deixando o clube ou de que a chegada de outro volante tenha como objetivo substituí-lo imediatamente.
Richarlison aparece como possibilidade para o ataque
No setor ofensivo, o plano considera a chegada de um atacante de peso. Richarlison é citado como um nome que pode ser discutido internamente para 2027, em razão da trajetória construída no futebol europeu e das passagens pela Seleção Brasileira.
Uma eventual contratação teria grande repercussão, mas não existe confirmação de proposta, negociação avançada ou acordo com o jogador. A menção ao atacante deve ser compreendida como uma possibilidade dentro de um projeto de longo prazo, e não como uma transferência encaminhada.
O Vasco também não definiu, no material disponível, quais seriam as outras alternativas para o ataque. Assim, Richarlison aparece como a referência de uma contratação de impacto que o clube gostaria de avaliar caso tenha condições financeiras para isso.
Venda da SAF condiciona execução do projeto
A venda da SAF é o ponto central para que o planejamento saia do papel. A expectativa é que a entrada de novos recursos permita ao Vasco analisar investimentos maiores tanto na manutenção de jogadores quanto na busca por reforços.
Sem a conclusão da operação, as cinco frentes permanecem como prioridades e possibilidades: manter Robert Renan, comprar Cuiabano, contratar um goleiro, reforçar o meio-campo com um volante e avaliar um atacante de destaque. Nenhuma dessas movimentações foi confirmada como concluída.
O próximo passo, portanto, está ligado ao desfecho da negociação da SAF e à definição do orçamento disponível para 2027. Até lá, o clube terá de conciliar a preparação do futuro com as demandas da temporada atual, sem transformar projeções de mercado em acordos fechados.