O Fluminense terá de acompanhar de perto a condição física de Thiago Silva durante uma semana importante da temporada. O zagueiro revelou que sente dores no joelho há cerca de três semanas e precisou usar anti-inflamatório para disputar a vitória por 2 a 0 sobre o Platense, no Maracanã, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores.
Mesmo sem estar totalmente recuperado, o camisa 3 foi titular e apresentou segurança na defesa tricolor. O resultado deixou o Fluminense em vantagem no confronto continental, mas o estado físico do jogador passou a ser uma das principais questões para a comissão técnica na sequência do calendário.
Problema começou contra o Remo
O incômodo teve início na partida contra o Remo, em 22 de agosto, conforme informação publicada pelo Nosso Flu. Depois daquele compromisso, Thiago Silva ficou fora do duelo com o Athletico-PR, na Arena da Baixada, e também não foi relacionado para o clássico diante do Vasco.
A preservação contra o Vasco teve como objetivo ampliar o período de recuperação antes do compromisso pela Libertadores. O joelho demorou a desinflamar, e o defensor voltou aos gramados diante do Platense ainda convivendo com dores.
Após a partida no Maracanã, Thiago Silva explicou que a decisão de atuar foi tomada mesmo com a necessidade de medicação. O jogador afirmou que não sentiu limitações durante os 90 minutos, mas ponderou que o desconforto poderia aumentar no dia seguinte, como consequência do esforço realizado.
“O joelho demorou a desinflamar, isso é verdade, e aí mais uma vez tomamos a decisão de ficar de fora contra o Vasco para estar um pouco melhor hoje. O joelho ainda dói, estou à base de anti-inflamatório, mas estou super feliz da forma que ele reagiu hoje”, declarou o zagueiro depois da vitória.
Na mesma entrevista, Thiago disse que não percebeu o problema durante o jogo, mas reconheceu que as dores poderiam voltar com intensidade acima do normal após a partida. A resposta do joelho será considerada na programação dos treinamentos e na definição da equipe para os próximos compromissos.
Calendário reduz margem para recuperação
A preocupação aumenta por causa do intervalo curto entre os jogos. O Fluminense enfrenta o Atlético-MG no sábado, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro. Na terça-feira seguinte, a equipe viaja para Buenos Aires, onde enfrentará novamente o Platense pela partida que definirá a classificação para a semifinal da Libertadores.
A sequência pode exigir uma decisão cuidadosa sobre a participação do zagueiro. Thiago foi preservado em dois compromissos antes de retornar contra os argentinos, mas voltou a atuar com auxílio de anti-inflamatório. A comissão técnica e o departamento médico precisarão avaliar a evolução do quadro antes de confirmar sua utilização em cada partida.
O jogo contra o Platense mostrou a relevância do defensor para a estrutura do Fluminense. Além de organizar o setor, Thiago Silva foi importante nas disputas aéreas e ajudou a reduzir os espaços oferecidos ao adversário. A equipe terminou a partida sem sofrer gols e construiu uma vantagem de dois gols para o duelo de volta.
O placar, contudo, não encerra a disputa. O Fluminense ainda terá de atuar fora de casa para confirmar a vaga, o que torna a condição do capitão um ponto relevante no planejamento. A equipe precisará conciliar a necessidade de manter uma defesa competitiva no Campeonato Brasileiro com a preservação física de um jogador que ainda sente dores.
A avaliação não se limita ao compromisso nacional. Como o reencontro com o Platense ocorrerá poucos dias depois, a recuperação entre uma partida e outra também será determinante. O próprio Thiago Silva indicou que o comportamento do joelho após o esforço no Maracanã ajudaria a orientar as decisões seguintes.
Atuação teve lance descontraído
Mesmo em uma noite marcada pela preocupação física, o zagueiro também chamou atenção por uma jogada incomum. Durante a partida, ele aplicou um chapéu em um jogador do Platense, lance que ganhou tom bem-humorado na entrevista concedida depois do apito final.
Thiago Silva afirmou que não costuma arriscar esse tipo de drible e tentou lembrar quando havia realizado uma jogada semelhante pela última vez. A referência citada pelo defensor foi um confronto entre Brasil e Portugal, disputado em Brasília, no qual o adversário envolvido era Cristiano Ronaldo.
O momento descontraído não altera a questão central para o Fluminense: o zagueiro voltou a jogar após ser poupado em duas partidas, atuou medicado e ainda convive com o problema no joelho. A resposta física nos próximos dias será decisiva para determinar se ele estará à disposição contra o Atlético-MG e, posteriormente, no jogo que definirá o futuro tricolor na Libertadores.