John Textor voltou a comentar a rivalidade entre Vasco e Botafogo em um momento de definição para o futebol cruz-maltino. Questionado sobre a possível chegada da família Lamacchia ao comando da SAF vascaína, o empresário adotou o tom provocativo habitual dos clássicos, mas também afirmou que torce para o rival encontrar um projeto mais forte.
NOTAS DA TORCIDA
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5 × 0 Brasileirão Série A
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188. Thiago MendesTitular
Média8,5
Alan LescanoTitular
Média9,5
Alan SaldiviaTitular
Média9,0
Andrés GómezTitular
Média7,5
Bruno DuarteTitular
Média7,5
CuiabanoTitular
Média6,5
Facundo ColidioTitular
Média10,0
Léo JardimTitular
Média8,5
Paulo HenriqueTitular
Média7,0
Robert RenanTitular
Média8,5
Santiago SosaTitular
Média10,0
DavidEntrou durante o jogo
Média6,5
JairEntrou durante o jogo
Média8,0
Johan RojasEntrou durante o jogo
Média6,5
Marino HinestrozaEntrou durante o jogo
Média7,5
Ramon RiqueEntrou durante o jogo
Média9,0
✓ Resultado final baseado em 32 voto(s) da torcida.
Textor disse que não acompanha de perto as tratativas envolvendo a nova SAF do Vasco. Ainda assim, aproveitou a pergunta para resumir a relação entre os clubes cariocas. Para ele, os dois são como irmãos: existe afeto, antipatia e o desejo de que a disputa esportiva seja equilibrada.
“O Vasco é como um irmão para o Botafogo: a gente ama, a gente odeia. É uma dinâmica muito estranha para mim. Eles são nossos irmãos, a gente gosta de bater neles, mas a gente quer uma briga boa. Então estou torcendo pelo Vasco”, declarou o empresário, em entrevista publicada pelo Terra.
Na mesma conversa, Textor defendeu que o clube de São Januário consiga estabelecer uma nova parceria depois da experiência com a 777 Partners. “O Vasco merece uma boa SAF, merece um parceiro melhor do que o que eles tiveram com a 777, e espero que consigam um”, afirmou.
A manifestação ocorre enquanto o Vasco atravessa um processo competitivo autorizado pela Justiça para a alienação de 90% da nova Sociedade Anônima do Futebol. A operação, portanto, ainda não foi concluída, e a proposta ligada a Marcos Lamacchia não representa, por si só, a confirmação de uma mudança de comando.
A Almirante Participações, empresa relacionada ao empresário, apresentou a oferta-base do procedimento. Essa posição é conhecida como stalking horse: a proposta serve de referência para a disputa e estabelece um ponto inicial para eventuais interessados, mas não impede a apresentação de outras ofertas.
A audiência destinada ao recebimento de propostas está marcada para 25 de setembro, às 14h. Investidores que atenderem às exigências definidas no processo poderão participar da disputa. Assim, a oferta da Almirante Participações pode continuar como única opção ou ser confrontada por novas condições apresentadas por outros grupos.
Entre os compromissos informados na proposta de Lamacchia está a destinação de R$ 500 milhões ao futebol. O valor integra a oferta em análise, mas não significa que o investidor já tenha assumido a gestão da SAF. A operação ainda depende do andamento do procedimento judicial e de deliberações dentro da estrutura associativa do Vasco.
Mesmo que a proposta seja escolhida ao fim do processo, o negócio ainda precisará passar por etapas internas. O Conselho Deliberativo e a Assembleia Geral estão entre as instâncias do clube que deverão analisar a operação. Até essas fases serem cumpridas, o futuro societário do futebol vascaíno permanece em aberto.
Família Lamacchia é o centro da discussão
A pergunta feita a Textor também mencionou a possível participação de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, em razão de sua ligação familiar com o grupo relacionado ao investidor. O empresário não apresentou detalhes sobre as negociações nem afirmou acompanhar o caso diretamente. A resposta se concentrou na rivalidade carioca e no desejo de que o Vasco tenha um parceiro capaz de estruturar o futebol.
O cenário atual é consequência da passagem da 777 Partners pelo clube. Depois daquele período, a Justiça autorizou a abertura do processo competitivo para definir o novo controlador de 90% da SAF. A proposta de Lamacchia é, até o momento, a referência formal conhecida, mas a situação não equivale a um acordo definitivamente aprovado.
Essa diferença é importante para o torcedor. A existência de uma oferta e a realização de uma audiência não significam que a venda esteja consumada. O resultado da disputa, as eventuais manifestações de outros interessados e as decisões das instâncias vascaínas ainda serão determinantes para estabelecer quem comandará o futebol do clube.
Clássico terá novo capítulo em outubro
Enquanto a discussão administrativa avança fora de campo, Vasco e Botafogo têm outro confronto previsto pelo Campeonato Brasileiro. Os rivais se enfrentarão em 7 de outubro, em partida cujo horário e local ainda não haviam sido definidos pela Confederação Brasileira de Futebol conforme o material disponível.
O jogo colocará frente a frente os clubes citados por Textor em sua declaração e dará um sentido esportivo à provocação feita pelo empresário. A fala, no entanto, não interfere no processo de venda da SAF nem nas decisões que serão tomadas pela Justiça e pelas instâncias internas do Vasco.
O próximo marco objetivo para o clube é a audiência de setembro. Até lá, a oferta da Almirante Participações seguirá como proposta-base, sem garantia de vitória. O comentário de Textor acrescenta uma dimensão pública à disputa, mas o desfecho dependerá dos critérios do processo e das aprovações necessárias para a definição do novo projeto vascaíno.