Suspeita de manipulação: CBF investiga cartão de Lucho Acosta
Entidade máxima do futebol brasileiro apura volume anormal de apostas em advertência recebida por Lucho Acosta, do Fluminense, em confronto pelo Brasileirão.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) abriu uma investigação para apurar indícios de manipulação em uma partida do Fluminense pelo Campeonato Brasileiro. O foco da apuração recai sobre um cartão amarelo recebido pelo meia Lucho Acosta durante o duelo contra o Red Bull Bragantino, realizado no dia 17 de julho, no Maracanã.
O alerta partiu da Sportradar, empresa especializada em monitoramento de integridade esportiva contratada pela Fifa. Segundo informações preliminares, a casa de apostas Stake identificou um volume atípico de palpites voltados especificamente para a punição do atleta argentino. Um detalhe que chama a atenção das autoridades é o uso de criptomoedas nessas operações, prática que costuma dificultar a identificação dos apostadores envolvidos.
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O confronto entre Fluminense e Red Bull Bragantino terminou empatado em 1 a 1. O cartão amarelo em questão foi aplicado pelo árbitro David Lacerda aos 47 minutos do segundo tempo, durante uma confusão generalizada entre os jogadores. Na ocasião, Lucho Acosta se envolveu em empurrões com atletas adversários, o que motivou a advertência por parte da arbitragem.
Posicionamento do clube e do jogador
Em nota oficial, o Fluminense confirmou o recebimento de uma notificação sigilosa enviada pela CBF. O clube tricolor destacou que está colaborando integralmente com as autoridades competentes para esclarecer o episódio. Por meio de sua assessoria, Lucho Acosta negou qualquer tipo de envolvimento em irregularidades ou participação em esquemas de apostas esportivas.
A CBF já comunicou órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) sobre o caso. É importante ressaltar que, neste momento, a investigação encontra-se em estágio preliminar. Não há, até o presente instante, a abertura de um processo formal ou denúncia contra o jogador, tratando-se apenas de uma apuração para verificar se houve intenção deliberada de forçar a advertência.
Historicamente, relatórios da Sportradar servem como ponto de partida para investigações complexas no futebol nacional. Casos recentes envolvendo outros atletas brasileiros demonstraram que um volume anormal de apostas nem sempre implica na culpabilidade do jogador, podendo ser motivado por boatos ou informações privilegiadas que circulam no meio das apostas. O desfecho deste caso dependerá da análise minuciosa das evidências coletadas pelas autoridades policiais e desportivas nas próximas semanas.