A súmula do clássico entre Atlético-MG e Cruzeiro, disputado na Arena MRV, registrou episódios ocorridos dentro e fora do campo durante a classificação atleticana na Copa do Brasil. Raphael Claus relatou uma abordagem do presidente da associação do Atlético-MG, Sérgio Coelho, no intervalo, o lançamento de objetos na direção de jogadores celestes e o desaparecimento de bolas nos minutos finais.
O Atlético-MG venceu por 2 a 1, de virada, na noite de terça-feira, dia 1º, pelas quartas de final. Como o primeiro jogo havia terminado empatado, o resultado levou o time alvinegro à semifinal com vantagem de 3 a 2 no placar agregado. O Cruzeiro abriu o marcador, mas sofreu a virada na segunda etapa e acabou eliminado.
Abordagem ocorreu no caminho para o vestiário
O principal relato da arbitragem envolve o intervalo da partida. Claus escreveu que a equipe de arbitragem se dirigia ao vestiário reservado quando foi abordada por Sérgio Coelho. Segundo o documento, o dirigente contestou a penalidade marcada em favor do Cruzeiro e precisou ser contido por seguranças do próprio Atlético-MG.
A infração havia sido assinalada em um lance envolvendo Kaio Jorge. O atacante converteu a cobrança e colocou a equipe celeste em vantagem ainda no primeiro tempo. Conforme a súmula, Sérgio Coelho afirmou que o pênalti “não foi nada” e que seu jogador apenas protegia a bola. Claus também registrou uma ofensa dirigida a ele durante a abordagem.
O documento apresenta exclusivamente a versão da arbitragem sobre o episódio ocorrido no intervalo. Até aquele momento, o gol de Kaio Jorge sustentava a vantagem do Cruzeiro no jogo e deixava o Atlético-MG obrigado a buscar a reação para continuar na competição.
Sérgio Coelho ocupa a presidência da associação atleticana, que mantém participação acionária na SAF do clube. O controle majoritário da sociedade anônima está com a Galo Holding, formada por investidores e parceiros do Atlético-MG. A distinção entre associação e SAF aparece no contexto institucional do dirigente citado na súmula.
Objetos foram arremessados após o gol celeste
Outro registro foi feito ainda na primeira etapa, logo depois da abertura do placar. Claus informou que chinelos, garrafas de água e copos com líquido foram lançados das arquibancadas em direção aos jogadores do Cruzeiro enquanto eles comemoravam o gol de Kaio Jorge.
A súmula não relata que algum atleta tenha sido atingido pelos objetos. O apontamento também não descreve paralisação da partida provocada pelo incidente. A ocorrência, no entanto, foi incluída na documentação oficial do confronto e se soma ao relato sobre a abordagem ao árbitro.
O gol do Cruzeiro veio de pênalti e deixou o time visitante em vantagem no primeiro tempo. A equipe atleticana conseguiu mudar o cenário após o intervalo: Victor Hugo e Fred marcaram os gols que determinaram a vitória por 2 a 1 na Arena MRV.
Sistema de bolas múltiplas também foi citado
Nos minutos finais, Raphael Claus apontou uma terceira ocorrência relacionada à operação do jogo. De acordo com a súmula, desapareceram as bolas que estavam posicionadas ao lado do gol do Cruzeiro, no totem utilizado pelo sistema de bolas múltiplas.
O mecanismo mantém bolas reservas próximas ao campo para acelerar a reposição quando a bola principal sai. A retirada das unidades disponíveis junto à meta visitante foi registrada pelo árbitro durante a reta final, período em que o Atlético-MG protegia a vantagem construída no segundo tempo.
A anotação não informa quem retirou as bolas nem atribui diretamente a responsabilidade pelo desaparecimento a uma pessoa ou a um dos clubes. O relato se limita a registrar que elas sumiram nos minutos finais da partida.
Virada confirmou a vaga atleticana
O resultado teve peso decisivo porque o confronto valia uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. Após o empate no primeiro encontro, o vencedor do jogo na Arena MRV avançaria sem necessidade de disputa por pênaltis. O Cruzeiro saiu na frente, mas o Atlético-MG marcou duas vezes no segundo tempo e fechou a série com uma vitória no tempo normal.
Kaio Jorge foi o responsável pelo gol celeste, enquanto Victor Hugo e Fred garantiram a virada atleticana. A classificação foi confirmada com o triunfo por 2 a 1 e a vantagem de 3 a 2 na soma dos dois jogos.
Com a eliminação, o Cruzeiro deixou a competição nas quartas de final. O Atlético-MG avançou para a próxima fase, mas as informações reunidas pelas fontes apresentam versões divergentes sobre qual confronto definirá seu adversário. Por isso, o rival da semifinal não é indicado nesta reportagem.
Os três episódios descritos por Claus — a contestação do pênalti no intervalo, o lançamento de objetos após o gol de Kaio Jorge e o desaparecimento das bolas reservas — foram incorporados à súmula do clássico. O documento passa a reunir, ao lado do resultado esportivo, os registros formais da arbitragem sobre a condução da partida na Arena MRV.