O Palmeiras chega às semifinais da Libertadores e da Copa do Brasil com a defesa menos vazada do Campeonato Brasileiro, mas também com um ponto de atenção identificado em um recorte da temporada. Levantamento do Portal do Palestra mostra que nove dos 19 gols sofridos pelo time em 24 partidas de 2026 aconteceram depois dos 75 minutos.
O número representa quase metade dos gols registrados na amostra, embora o período corresponda a uma parcela reduzida do tempo total de jogo. Até os 75 minutos, foram dez gols sofridos. A frequência também muda de forma significativa: o Palmeiras levou um gol a cada 180 minutos antes dos 76, contra um a cada 53 minutos a partir desse momento.
NOTAS DA TORCIDA
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0 × 0 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Agustín GiayTitular
Média8,0
Alexander BarbozaTitular
Média6,5
Andreas PereiraTitular
Média8,0
Carlos MiguelTitular
Média7,8
Flaco LópezTitular
Média7,8
Gustavo GómezTitular
Média9,3
Jhon AriasTitular
Média8,3
Joaquín PiquerezTitular
Média7,0
Lucas EvangelistaTitular
Média7,0
Marlon FreitasTitular
Média7,5
Vitor RoqueTitular
Média7,8
Arthur GabrielEntrou durante o jogo
Média6,3
Felipe AndersonEntrou durante o jogo
Média6,5
KhellvenEntrou durante o jogo
Média6,0
MauricioEntrou durante o jogo
Média7,0
Ramón SosaEntrou durante o jogo
Média6,8
✓ Resultado final baseado em 64 voto(s) da torcida.
O recorte fica ainda mais expressivo quando os minutos adicionais são analisados separadamente. O Palmeiras sofreu quatro gols depois dos 90 minutos e não marcou nenhuma vez nesse intervalo nas 24 partidas consideradas.
Em três desses casos, o lance teve consequência direta no resultado ou na definição do confronto. Contra o Cerro Porteño, o adversário empatou aos 90 minutos e 3. Diante do Fluminense, o gol marcado aos 90 e 2 completou a virada do time carioca. Já contra a LDU, em Quito, a bola na rede aos 90 e 3 levou a disputa pela vaga para os pênaltis.
O duelo no Equador é o exemplo mais completo do comportamento apontado pelo levantamento. O Palmeiras vencia por 2 a 1 aos 75 minutos, mas sofreu dois gols no trecho final e perdeu por 3 a 2. A eliminação, contudo, não se confirmou: Carlos Miguel defendeu duas cobranças na disputa por pênaltis e garantiu a classificação alviverde.
A estatística dos minutos finais não apaga o rendimento defensivo positivo do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. O clube aparece como dono da defesa menos vazada da competição. O levantamento também mostra que a distribuição dos gols sofridos não é uniforme ao longo das partidas.
Entre os 16 e os 30 minutos, por exemplo, a equipe não sofreu nenhum gol dentro da amostra analisada. Até o intervalo, foram seis dos 19 gols. Os outros 13 aconteceram no segundo tempo, com nove concentrados a partir dos 76 minutos.
O estudo reúne 13 partidas do Brasileirão, seis da Libertadores e cinco da Copa do Brasil. Foram considerados somente os 24 compromissos com registros completos dos acontecimentos das partidas. Por isso, os números descrevem um recorte específico e não necessariamente toda a campanha do Palmeiras em 2026.
Histórico recente no Brasileirão
Os gols sofridos na reta final também aparecem em partidas do Campeonato Brasileiro. Contra o Atlético-MG, o Palmeiras chegou ao empate aos 74 minutos, mas sofreu o gol da derrota aos 77. Em outro confronto com o Fluminense, virou o placar aos 82 minutos e acabou derrotado por 3 a 2.
Esses episódios ajudam a dimensionar a relevância prática do levantamento: o problema não está apenas na quantidade de gols sofridos, mas no momento em que alguns deles ocorreram. Quando a equipe está em vantagem ou busca preservar um resultado, um lance nos minutos finais pode transformar um empate em derrota, interromper uma reação ou levar uma eliminatória a uma disputa por pênaltis.
Semifinais ampliam peso do alerta
O Palmeiras terá o Fluminense pela frente na semifinal da Libertadores e enfrentará o Vasco na semifinal da Copa do Brasil. Os dois confrontos são disputados em ida e volta, formato no qual cada gol pode alterar a vantagem de uma equipe e influenciar a estratégia para o segundo jogo.
Nas eliminatórias, a capacidade de proteger o resultado até o apito final ganha peso adicional. Um gol sofrido nos acréscimos pode reduzir uma vantagem construída durante a partida, mudar o vencedor do primeiro duelo ou prolongar a decisão para os pênaltis, como ocorreu diante da LDU.
Os dados disponíveis não permitem afirmar que o Palmeiras necessariamente diminui seu desempenho em todos os finais de jogo. Eles apontam, porém, uma concentração objetiva de gols sofridos no período decisivo: nove depois dos 75 minutos e quatro nos acréscimos, sem gols marcados após os 90 dentro da amostra. É esse recorte que coloca a administração das vantagens entre os aspectos a serem observados nas próximas decisões.