Sete injeções: Jajá rebate críticas e vira dúvida no Remo
Atacante apresentou exames para contestar questionamentos sobre as ausências, revelou esforço para jogar com dores e ainda aguarda avaliação antes do duelo com o Grêmio.
Jajá respondeu às críticas sobre suas recentes ausências no Remo e afirmou que possui exames capazes de comprovar os problemas físicos que o afastaram dos jogos. Em uma manifestação nas redes sociais, o atacante também revelou ter tomado sete injeções para tentar permanecer em campo mesmo convivendo com dores.
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A reação ocorreu depois de o jornalista Abner Luis questionar a ausência do jogador e defender que ele deveria estar à disposição da equipe azulina. Jajá rebateu diretamente a avaliação e sustentou que seus problemas médicos poderiam ser verificados por meio de documentos.
“Quanta merda falada em um só vídeo. É só pegar os exames e ver se tem lesão ou não”, escreveu o atacante.
Na sequência, o jogador contestou qualquer dúvida sobre seu comprometimento com o Remo. De acordo com o próprio Jajá, os procedimentos foram utilizados para que ele pudesse atuar em um período no qual já sentia dores.
“Tomei 7 injeções para jogar, então não fala merda sem antes consultar as coisas”, afirmou.
Atacante citou passagem pelo Goiás
Jajá também reagiu a uma comparação com o período em que defendia o Goiás. O atacante declarou que participou de nove partidas pelo clube enquanto já sabia que estava em processo de negociação para deixar a equipe.
Ao mencionar o episódio, o jogador disse ter honrado a camisa mesmo diante da possibilidade de saída. A lembrança foi usada por ele para contestar questionamentos sobre sua disposição para defender o Remo durante o período de recuperação física.
“E digo mais, no Goiás joguei 9 jogos, honrei a camisa mesmo sabendo que estava sendo negociado. (…) Mas, na internet se falar qualquer coisa as pessoas acreditam sem, ao menos, pesquisas”, completou.
As declarações colocam no centro do debate a diferença entre estar em fase de recuperação e ter condições efetivas de atuar. Mesmo quando um atleta avança no tratamento, a liberação para uma partida depende de critérios médicos e físicos, além da avaliação da comissão técnica.
Remo divulgou diagnóstico e tratamento
O Remo informou, em 17 de setembro, que Jajá havia sofrido uma lesão grau IA na panturrilha direita e uma leve entorse no tornozelo esquerdo. Depois do diagnóstico, o atacante iniciou tratamento com acompanhamento do Núcleo Azulino de Saúde e Performance, o Nasp.
O jogador avançou para a fase final de transição física e se aproximou da liberação completa. Esse estágio, no entanto, não significava confirmação automática de retorno aos jogos. A utilização dependeria de uma nova avaliação do departamento responsável pela saúde dos atletas.
Por essa razão, Jajá permanecia como dúvida para o confronto com o Grêmio, marcado para esta quarta-feira, dia 7, às 19h30, no Mangueirão. A definição sobre sua presença seria tomada antes da partida, conforme a resposta física apresentada no processo de recuperação.
A situação exigia cautela porque o atacante vinha de um período sem atuar e ainda precisava demonstrar que estava em condições de suportar as exigências da partida. A evolução na transição era um indicativo positivo, mas não substituía a liberação médica nem garantia que ele seria utilizado desde o início.
Principal goleador do Remo na Série A
A possível volta tem peso esportivo para o Remo. Jajá é o artilheiro azulino na Série A, com sete gols. Na temporada, o atacante disputou 28 partidas e soma oito participações diretas em gols, considerando tentos e assistências.
O último jogo do jogador ocorreu em 14 de setembro, na derrota por 2 a 1 para o Bahia. Desde então, ele ficou fora das partidas para cumprir o tratamento e avançar nas etapas necessárias à recuperação das lesões.
Esse intervalo ajuda a explicar por que a avaliação antes do duelo com o Grêmio era determinante. A comissão técnica precisava considerar tanto a importância ofensiva do jogador quanto o risco de utilizá-lo antes de uma recuperação completa.
Para Thiago Carpini, uma eventual liberação colocaria novamente à disposição o principal goleador do Remo no campeonato. Ainda assim, a manifestação de Jajá não alterava a situação prática: o atacante continuava dependendo da avaliação física para saber se poderia ser relacionado e entrar em campo.
Assim, o jogador apresentou sua versão sobre as ausências, citou o esforço feito para atuar mesmo com dores e defendeu o próprio comprometimento com o clube. A decisão sobre o duelo no Mangueirão, porém, permaneceria condicionada à avaliação do departamento médico e à escolha da comissão técnica.