O Santos deverá enfrentar o São Paulo sem Neymar no clássico desta sexta-feira (2), às 20h, no Morumbis. O atacante evoluiu na recuperação de uma lesão na coxa direita, iniciou a transição física e já trabalha com bola no campo, mas ainda não recebeu liberação para voltar às partidas. A ausência do camisa 10 contrasta com a recuperação de Willian Arão e o retorno de Everton Cebolinha, que ampliam as alternativas de Cuca.
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O confronto é válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, que ficou atrasada, e tem impacto direto na classificação. O Santos aparece em oitavo lugar, com 38 pontos, enquanto o São Paulo ocupa a 11ª posição, com 36. A curta distância entre os rivais aumenta o peso do resultado para o Peixe, que tenta continuar próximo da zona de disputa por uma vaga na Libertadores de 2027.
NOTAS DA TORCIDA
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1 × 2 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
ArthurTitular
Média8,4
Christian OlivaTitular
Média8,4
DiógenesTitular
Média6,4
Gabriel BarbosaTitular
Média9,0
Gabriel BontempoTitular
Média7,8
Gonzalo EscobarTitular
Média7,1
Gustavo HenriqueTitular
Média7,3
Luan PeresTitular
Média7,6
Lucas VeríssimoTitular
Média8,0
RodineiTitular
Média8,1
RonyTitular
Média8,8
Gabriel MeninoEntrou durante o jogo
Média6,6
Gustavo CaballeroEntrou durante o jogo
Média6,3
LimaEntrou durante o jogo
Média6,5
ThacianoEntrou durante o jogo
Média6,6
✓ Resultado final baseado em 120 voto(s) da torcida.
Neymar completa um mês afastado nesta quarta-feira. As quatro semanas correspondiam ao prazo mínimo estimado para a recuperação do problema muscular, mas o cumprimento desse período não significa que o jogador esteja automaticamente pronto para atuar em um clássico de alta exigência física.
O atacante já avançou para a etapa de transição e participa normalmente das atividades com bola no gramado. Ainda assim, a tendência é que o Santos não acelere o processo para colocá-lo em campo contra o São Paulo. A comissão técnica precisa observar a resposta do jogador aos treinamentos antes de definir quando ele poderá ser relacionado.
O cenário mais otimista aponta para um possível retorno diante do Flamengo, em 8 de outubro, na Vila Belmiro. Essa participação, porém, também não está assegurada. A evolução nos próximos dias será determinante para indicar se Neymar terá condições de voltar a uma partida oficial.
Enquanto o camisa 10 permanece fora, Cuca precisa encontrar uma formação ofensiva capaz de compensar a perda de seu principal nome. A ausência não elimina as opções no ataque, mas altera o perfil do time e mantém aberta a escolha do jogador que atuará ao lado de Gabigol.
Arão aparece como solução para a zaga
Willian Arão está recuperado das dores no músculo oblíquo interno do abdômen e voltou a treinar sem restrições. Por isso, tem boas chances de retornar à equipe titular e formar a dupla de zaga com Lucas Veríssimo.
A possível escalação do defensor ganha importância porque Luan Peres está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Gabriel Bontempo também não estará disponível: o meio-campista está com a Seleção Brasileira e ainda teria de cumprir suspensão no clássico.
Com Arão novamente à disposição, o treinador passa a ter uma alternativa experiente para reorganizar a defesa sem precisar improvisar outro jogador na função. A presença do zagueiro, no entanto, ainda depende da confirmação da comissão técnica nos últimos trabalhos antes do duelo.
Disputas permanecem abertas no meio e no ataque
Arthur ganhou espaço nas partidas recentes e aparece com boas possibilidades de continuar entre os titulares. No meio-campo, a principal concorrência envolve Rollheiser e Barreal. Recuperado de um problema muscular, Barreal voltou a ser opção e pode disputar uma vaga no setor.
A situação de Everton Cebolinha também modifica o planejamento ofensivo. O atacante cumpriu suspensão na partida contra o Remo e está novamente liberado para jogar. Rony surge como concorrente por uma posição ao lado de Gabigol, caso Cuca prefira uma composição diferente para o ataque.
A volta de Cebolinha não representa confirmação de titularidade. O jogador apenas retorna ao grupo de alternativas depois de cumprir a punição, enquanto Rony também tenta ganhar espaço. A decisão dependerá da avaliação do treinador sobre as características necessárias para enfrentar o São Paulo fora de casa.
Nas atividades de preparação, uma formação provável tem Diógenes ou João Pedro no gol; Rodinei, Willian Arão, Lucas Veríssimo e Escobar na defesa; Christian Oliva, Gustavo Henrique, Arthur e Rollheiser ou Barreal no meio; e Everton Cebolinha ou Rony ao lado de Gabigol.
As dúvidas, portanto, estão concentradas em três pontos. O gol ainda é disputado por Diógenes e João Pedro. No meio, Rollheiser e Barreal brigam por espaço, enquanto Cebolinha e Rony concorrem por uma vaga no setor ofensivo. A escalação oficial será conhecida apenas perto do confronto.
Resultado pode alterar distância entre rivais
O clássico coloca em jogo mais do que a rivalidade regional. Com dois pontos de vantagem, o Santos pode ampliar a diferença para o São Paulo em caso de vitória no Morumbis. Um triunfo do adversário deixaria as equipes ainda mais próximas, e o empate manteria a distância atual na tabela.
Para o Peixe, o desafio reúne fatores distintos: a equipe terá de atuar fora de casa sem Neymar, perdeu Luan Peres por suspensão e não contará com Gabriel Bontempo, mas poderá recuperar Arão e Cebolinha. As mudanças tornam a preparação decisiva para Cuca, que ainda precisa escolher entre alternativas no gol, no meio-campo e no ataque.
O Santos chega ao clássico, portanto, com uma ausência relevante e reforços capazes de reduzir parte do impacto. Neymar segue em recuperação e não deve ser antecipado, enquanto Arão se aproxima da volta à defesa e Cebolinha reaparece na disputa ofensiva. A definição do time dependerá dos últimos treinamentos e da resposta dos jogadores disponíveis.