O São Paulo opta por administrar a carga de Lucas Moura visando sua evolução física para o clássico.Foto: Reprodução da Internet
O São Paulo não pretende acelerar a volta de Lucas Moura ao ritmo máximo de competição. Mesmo depois de apresentar sinais positivos no empate por 1 a 1 com o Mirassol, o atacante deve ter a minutagem administrada diante do Bahia, nesta quarta-feira (28), às 21h30, na Arena Fonte Nova, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.
OFERTAS PARA A TORCIDA
Ofertas podem mudar no Mercado Livre
Camisa São Paulo New Balance 26/27 MasculinaDe R$ 289,00
A decisão faz parte do planejamento da comissão técnica de Dorival Júnior para o retorno do camisa 7. O clube entende que uma ampliação brusca da carga neste momento poderia atrapalhar a recuperação física do jogador, que passou por um longo período afastado por causa de uma lesão no tendão de Aquiles.
Não há uma quantidade exata de minutos definida publicamente para Lucas contra o Bahia. A tendência, porém, é que sua participação seja controlada de acordo com a resposta apresentada nos treinamentos e durante o próprio confronto. A comissão técnica prefere preservar a evolução do atleta a submetê-lo a um esforço acima do planejado.
Clássico aparece como etapa importante do planejamento
O cuidado adotado em Salvador está relacionado também ao compromisso seguinte do São Paulo. O Tricolor enfrentará o Corinthians em 4 de novembro, às 21h30, na Vila Belmiro, pela 34ª rodada do Brasileirão. Internamente, existe o desejo de que Lucas chegue ao clássico em condições de suportar uma carga maior e, se possível, disputar os 90 minutos.
Essa possibilidade ainda não está assegurada. A presença do atacante durante toda a partida dependerá da reação física aos treinamentos, do tempo acumulado em campo e das necessidades do duelo. O objetivo é preparar o camisa 7 gradualmente, sem transformar a expectativa para o Majestoso em uma antecipação de etapas.
Lucas voltou a ganhar espaço na equipe justamente durante a reta final da temporada. A evolução recente aumentou a confiança da comissão técnica, mas não mudou a avaliação de que o retorno precisa continuar sendo conduzido com cautela. Para o São Paulo, estar disponível por mais partidas é tão importante quanto ampliar sua participação em um único jogo.
Atacante foi importante no empate com o Mirassol
No confronto anterior, Dorival precisou encontrar uma solução para um setor ofensivo desfalcado. Calleri sentia dores no joelho esquerdo, enquanto Artur se recuperava de um trauma na região lombar. Com os dois jogadores fora daquela formação, o treinador iniciou o jogo com Lucas Moura e Luciano juntos, sem um centroavante de origem fixo entre os zagueiros adversários.
A escolha exigiu correções ao longo da partida. O Mirassol começou melhor, pressionou o São Paulo e abriu o placar, além de criar outras oportunidades. O goleiro Rafael teve participação importante para evitar que a desvantagem aumentasse. A equipe tricolor, por sua vez, demorou a encontrar os espaços necessários para fazer a movimentação ofensiva funcionar.
Depois das orientações de Dorival durante a parada técnica, o São Paulo passou a ocupar melhor o campo, aumentou a intensidade nas disputas e recuperou mais bolas. A mudança de comportamento permitiu que o time reagisse ainda no primeiro tempo, em uma jogada que contou com a participação de Lucas.
O camisa 7 colocou a bola na área, Bobadilla deu sequência ao lance e Pedro Lima completou para a rede. Na etapa final, Lucas também teve oportunidades para marcar e acertou a trave. O desempenho mostrou que ele voltou a oferecer capacidade de criação e desequilíbrio, embora ainda não esteja sendo tratado como um jogador liberado para atuar sem controle de carga.
Em entrevista após a partida, Dorival explicou que a substituição de Lucas já estava prevista pela comissão técnica. A saída, portanto, não foi apresentada como consequência exclusiva de uma queda de rendimento. O treinador indicou que ampliar demais a participação do atacante poderia comprometer sua disponibilidade nos compromissos seguintes.
São Paulo precisa equilibrar pontuação e preservação
O empate com o Mirassol levou o São Paulo aos 43 pontos e manteve a equipe na nona posição do Campeonato Brasileiro. O resultado também preservou uma sequência de três partidas sem derrota, com duas vitórias e um empate, cenário que mantém o Tricolor na busca por uma colocação melhor na tabela.
Esse contexto aumenta a importância do jogo contra o Bahia, mas não elimina a necessidade de controlar a utilização de Lucas. O atacante é uma das principais referências técnicas do elenco, especialmente pela capacidade de conduzir a bola, criar jogadas e atacar espaços. Ao mesmo tempo, a comissão técnica considera que sua contribuição precisa ser administrada para evitar uma nova limitação física.
As ausências recentes de Calleri e Artur também reforçam a necessidade de avaliar cuidadosamente as alternativas disponíveis no ataque. A formação utilizada contra o Mirassol foi uma resposta a esse cenário e mostrou que Dorival pode precisar adaptar novamente o setor ofensivo conforme a condição de cada jogador. A situação do elenco será considerada na definição da estratégia para Salvador.
Assim, o plano para Lucas diante do Bahia deve permanecer conservador. O São Paulo quer contar com o camisa 7, mas sem estabelecer antecipadamente uma participação extensa. A programação poderá mudar durante a partida, conforme o placar, a intensidade do confronto e a resposta física do atleta.
O clássico contra o Corinthians aparece como o principal horizonte desse planejamento. Até lá, Lucas ainda terá de cumprir mais uma etapa de sua retomada competitiva. A prioridade do clube é que ele avance de forma segura e chegue ao próximo compromisso em melhores condições, sem que a busca imediata por mais minutos coloque em risco sua sequência na reta final do campeonato.