O São Paulo encaminhou a contratação de Domingos Duarte para reforçar a defesa. O zagueiro português aceitou as condições apresentadas pelo clube depois de reduzir a pedida salarial e deu sua palavra de que defenderá o Tricolor. Apesar do entendimento verbal, o negócio ainda dependia da assinatura do contrato e da conclusão da troca de documentos.
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A expectativa era formalizar o vínculo na terça-feira, 14 de julho de 2026. Até que essa etapa fosse concluída, a contratação não poderia ser tratada como oficial. O acordo previa contrato de duas temporadas para o defensor, que estava livre no mercado após o encerramento de seu compromisso com o Getafe, da Espanha.
Por estar sem vínculo, Domingos Duarte poderia chegar sem que o São Paulo precisasse pagar uma taxa de transferência. A operação, portanto, ficaria concentrada nos salários e nas demais condições previstas no contrato. A redução da exigência financeira foi determinante para aproximar as partes e viabilizar o acerto.
Impasses quase interromperam a negociação
O caminho até o acordo foi marcado por mudanças de cenário. Em duas ocasiões, as conversas chegaram a ser consideradas encerradas porque a pedida do jogador estava acima do limite financeiro definido pelo São Paulo para a posição.
O clube apresentou diferentes formatos de vínculo ao estafe do atleta, mas a distância entre a proposta e a expectativa salarial impediu o avanço inicial. Mesmo com o impasse, as partes não romperam definitivamente o diálogo. A negociação foi retomada quando Domingos voltou a procurar o Tricolor e aceitou flexibilizar suas condições.
Com a nova postura do zagueiro, os termos oferecidos pelo São Paulo passaram a ser aceitos. Internamente, a diretoria tratava o entendimento como praticamente concluído, mas ainda aguardava a documentação necessária para transformar o acordo verbal em contrato assinado e, depois, anunciar oficialmente o reforço.
Reforço responde à principal necessidade do elenco
A busca por um zagueiro era considerada a prioridade do São Paulo na janela de transferências. A diretoria avaliava que o elenco precisava de mais uma alternativa para o setor defensivo diante das mudanças ocorridas nos meses anteriores e do número reduzido de opções disponíveis para a sequência da temporada.
A necessidade ficou mais evidente após a saída de Doria e a lesão de Sabino. O planejamento também considerava a possibilidade de Ferraresi permanecer no Botafogo, cenário que poderia diminuir ainda mais a quantidade de defensores à disposição do técnico Dorival Júnior.
A reintegração de Arboleda ao elenco principal não encerrou a procura. O entendimento era de que o retorno do equatoriano não substituía a necessidade de ampliar o grupo, mas apenas acrescentava uma opção que já fazia parte do planejamento do clube. Por isso, Domingos Duarte foi tratado como uma contratação para fortalecer a composição do setor, e não somente como uma reposição imediata.
O pedido por um defensor também fazia parte das demandas da comissão técnica. A experiência acumulada pelo português no futebol europeu era vista como um fator favorável para o sistema defensivo, embora sua utilização em partidas só pudesse ser avaliada depois da assinatura, da regularização e da integração ao elenco.
São Paulo tentou outra alternativa antes do português
Antes de avançar novamente por Domingos Duarte, o clube paulista tentou contratar Arthur Chaves, do Hoffenheim. A diretoria apresentou propostas para obter o zagueiro por empréstimo, mas o time alemão recusou os formatos oferecidos.
A dificuldade para concluir essa alternativa manteve o português entre os alvos do São Paulo. Como a negociação com Arthur não avançou, a retomada das conversas com Domingos ganhou importância dentro do planejamento tricolor. A mudança na posição financeira do atleta permitiu que o clube se aproximasse de um acordo sem desembolsar valor pela transferência.
O movimento fazia parte dos ajustes planejados para a intertemporada. O São Paulo já havia anunciado Victor Sá e aguardava o acerto com Newton, jogador previsto para reforçar o meio-campo. Entre essas movimentações, entretanto, a contratação de um defensor era considerada a medida mais urgente pela diretoria.
Assim, o acordo verbal representava um avanço relevante para o planejamento do clube, mas ainda não encerrava o processo. A confirmação da contratação dependia da assinatura dos documentos e dos procedimentos burocráticos posteriores. Até isso acontecer, Domingos Duarte permanecia como reforço encaminhado, e não como jogador oficialmente anunciado pelo São Paulo.