O Santos recusou a primeira proposta do Genoa por Robinho Jr., de 18 anos, e deixou a negociação em espera. O clube italiano apresentou um modelo que previa o empréstimo do atacante por dez meses, com opção de compra ao final do período. A diretoria santista, porém, não concordou com a divisão dos salários durante a permanência do jogador na Itália.
A exigência financeira foi determinante para a rejeição. Mesmo com a possibilidade de uma venda futura por 8 milhões de euros, valor estimado em aproximadamente R$ 48 milhões na cotação mencionada pelo UOL e pelo Terra, o Santos avaliou que não seria vantajoso continuar pagando parte dos vencimentos de um atleta que estaria atuando por outra equipe.
Também pesou na análise o fato de a proposta não prever compensação financeira imediata pela liberação do atacante. Segundo o UOL, o acordo desenhado pelo Genoa combinava o empréstimo sem pagamento inicial com uma opção de compra ao término do vínculo temporário. O Peixe entendeu que a estrutura apresentada não atendia às condições desejadas para liberar o jogador.
A recusa não encerra definitivamente as conversas. O Santos aguarda uma possível contraproposta do Genoa e poderá voltar a discutir a transferência caso os italianos apresentem uma configuração diferente. A principal mudança esperada pelos santistas é que o clube europeu assuma integralmente os salários de Robinho Jr. durante o empréstimo.
O valor previsto para a compra definitiva continua sendo um dos pontos relevantes da negociação. Conforme a apuração do UOL, a oferta também poderia incluir mais 4 milhões de euros, cerca de R$ 24 milhões, caso metas relacionadas ao desempenho do jogador fossem alcançadas. O material disponível não detalha quais seriam essas metas nem indica se elas foram formalmente aceitas pelo Santos.
Outro item indicado na proposta era a manutenção de 10% dos direitos de Robinho Jr. pelo clube brasileiro em uma futura negociação. A retenção de parte dos direitos permitiria ao Santos participar financeiramente de uma eventual venda posterior, mas esse mecanismo não foi suficiente para compensar, na avaliação inicial, a ausência de pagamento imediato e a divisão salarial.
A informação sobre a rejeição foi publicada inicialmente pelo ge.com, conforme registrou o UOL. Terra e Santistas.net também relataram que o principal entrave foi a responsabilidade pelos vencimentos do atacante. Até o momento, não há confirmação de acordo entre Santos e Genoa, nem indicação de que uma nova oferta tenha sido formalizada.
O cenário de mercado ainda inclui sondagens de outras equipes europeias. As fontes não informam quais são esses clubes ou se algum deles apresentou proposta oficial. A existência de interessados, contudo, dá ao Santos margem para aguardar uma condição considerada mais adequada antes de autorizar a saída do jovem.
Robinho Jr. tem pouca utilização
A negociação acontece enquanto Robinho Jr. busca mais espaço no elenco profissional santista. O atacante não entra em campo desde 21 de julho, quando participou da vitória do Santos sobre a Universidad Central da Venezuela, pela Copa Sul-Americana. As fontes divergem apenas na descrição do resultado: o Terra menciona uma goleada, enquanto os demais materiais destacam a vitória. O ponto comum é a data da última participação.
Depois daquela partida, o jogador continuou fora das escalações utilizadas pela comissão técnica. No compromisso diante do Mirassol, no último dia 23, ele chegou a ser relacionado, mas foi cortado do banco de reservas, de acordo com o UOL. A situação reforça a percepção de que o camisa 7 atravessa um período de pouca participação no time principal.
Em 2026, Robinho Jr. soma 13 partidas e um gol. O tento foi marcado no amistoso contra o União São João e representou o primeiro gol do atacante como profissional. As fontes não especificam quantas dessas aparições foram como titular, nem informam o total de minutos disputados. Por isso, não é possível dimensionar além desses números a participação do atleta na temporada.
A falta de sequência ajuda a explicar por que uma transferência é vista pelo estafe como uma alternativa para aumentar a regularidade do jogador. Um empréstimo ao futebol italiano poderia oferecer uma oportunidade de desenvolvimento e de maior utilização, mas o Santos não pretende aceitar um acordo que, na visão da diretoria, gere custos sem retorno suficiente.
Ao mesmo tempo, a baixa frequência em campo não significa que o clube tenha decidido abrir mão de Robinho Jr. De acordo com o UOL, representantes do atleta ouviram da diretoria santista que o atacante faz parte dos planos para o restante do ano. Essa posição é apresentada como um dos motivos para a resistência aos termos iniciais do Genoa.
Renovação mantém controle santista
A renovação contratual assinada em abril também foi citada na apuração do UOL como sinal de que o Santos pretende preservar o controle sobre o futuro do jovem. O conteúdo disponível não informa a duração do novo vínculo, eventuais multas ou outras cláusulas. Assim, não há base para afirmar quais seriam as condições contratuais exatas que poderiam influenciar uma transferência.
A decisão de manter o jogador nos planos e, ao mesmo tempo, avaliar propostas pelo empréstimo cria uma situação de equilíbrio para a diretoria. O clube pode continuar contando com o atacante caso nenhuma oferta avance, mas também admite analisar uma saída se houver melhora nos aspectos financeiros e esportivos do negócio.
Para o Genoa, a possibilidade de contratar Robinho Jr. continua dependente de uma nova manifestação. A primeira oferta estabelecia um período de dez meses fora do Brasil, mas a negociação não chegou à etapa de conclusão. Sem a concordância santista sobre os salários, o empréstimo não foi autorizado.
O jogador, segundo o UOL, deseja se transferir para a Itália. Ele também passou a seguir o Genoa nas redes sociais, comportamento que indica interesse na equipe italiana, embora não represente confirmação de acordo. A vontade do atleta, portanto, é um elemento da negociação, mas a decisão depende da definição entre os clubes.
Viagem teve motivo burocrático
Robinho Jr. viajou para a Itália no início desta semana com autorização do Santos. A ida ao país está ligada à conclusão de procedimentos burocráticos relacionados ao passaporte italiano e ao domicílio. A regularização pode facilitar uma futura mudança para o futebol europeu, mas não significa que a transferência para o Genoa esteja acertada.
As fontes não informam se o processo documental já foi concluído. Também não há confirmação de que a viagem tenha ocorrido para a realização de exames médicos ou para a assinatura de contrato. O dado sustentado pela apuração é que o atacante está na Itália para tratar da documentação, enquanto a negociação permanece pendente.
A obtenção ou regularização do passaporte europeu pode reduzir barreiras burocráticas em uma eventual transferência, mas não altera as condições financeiras discutidas entre Santos e Genoa. O ponto central continua sendo o modelo do empréstimo, especialmente a responsabilidade pelo pagamento dos salários e a inexistência de compensação imediata.
Enquanto aguarda uma nova oferta, o Santos mantém Robinho Jr. vinculado ao elenco. Se o Genoa modificar os termos, a diretoria poderá reabrir as conversas e avaliar novamente a combinação entre empréstimo, opção de compra, bônus e participação em uma venda futura. Caso isso não aconteça, o atacante seguirá à disposição do clube brasileiro, embora seu espaço recente tenha sido reduzido.
O futuro do camisa 7, portanto, continua indefinido. A primeira proposta foi recusada, o clube italiano ainda pode apresentar uma contraproposta e o estafe do jogador trabalha com a possibilidade de mudança. Até que haja novo entendimento, não existe acordo para a saída de Robinho Jr., e o Santos preserva a alternativa de mantê-lo nos planos para o restante da temporada.