O Santos chega ao compromisso contra o Macará-EQU, nesta quinta-feira, às 19h (de Brasília), com uma mudança importante na hierarquia ofensiva. Depois da retomada do calendário, Rony passou a dividir com Gabigol a artilharia da equipe no segundo semestre e se tornou uma das principais referências do ataque alvinegro. A partida, disputada em Ambato, vale uma vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana.
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O atacante deve começar como titular porque Gabigol e Neymar não viajaram para o Equador. Os dois foram preservados pela comissão técnica, enquanto Rony aparece entre os jogadores que terão a missão de buscar a classificação em uma partida marcada pela altitude de 2.600 metros. A escolha também se relaciona ao planejamento do Santos, que mantém o Campeonato Brasileiro como prioridade neste momento da temporada.
Rony muda a disputa no ataque
Desde o retorno dos jogos, Rony marcou três vezes com a camisa santista. Dois desses gols foram anotados na Sul-Americana, competição que ganhou importância dentro do clube e é vista nos bastidores como uma possibilidade de título. O desempenho recente alterou a percepção sobre a participação do camisa 11 no elenco, especialmente porque os gols apareceram em partidas de peso.
A produção ofensiva de Rony também o colocou ao lado de Gabigol na artilharia do time no segundo semestre. A divisão da liderança mostra que o atacante passou a ocupar um espaço relevante justamente no período em que o Santos precisa administrar o elenco e disputar partidas decisivas em diferentes competições. Sem Gabigol e Neymar na viagem, a responsabilidade sobre Rony será ainda maior.
A fase atual representa uma reação depois de um longo intervalo sem marcar. O primeiro gol de Rony após a paralisação ocorreu no jogo de ida do playoff da Sul-Americana, contra a Universidad Central da Venezuela. A finalização encerrou um jejum de cinco meses. Antes dela, o último gol do jogador havia saído em fevereiro, diante do Noroeste, pelo Campeonato Paulista.
Rony balançou as redes nos dois confrontos contra a Universidad Central. O Santos disputou o playoff para avançar às oitavas de final, e o atacante marcou tanto no duelo realizado na Venezuela quanto na partida seguinte. A sequência fez com que ele deixasse de ser apenas uma opção para ampliar a força ofensiva e passasse a representar uma alternativa efetiva para os momentos de decisão.
Os gols contra a equipe venezuelana tiveram peso direto na trajetória santista no torneio continental. Depois de superar aquela etapa, o clube chegou às oitavas e agora enfrenta o Macará por um lugar entre os oito melhores. A participação de Rony nas duas partidas anteriores reforça a expectativa sobre sua atuação no confronto de volta.
O cenário da eliminatória favorece o Santos no aspecto do resultado. A equipe venceu o jogo de ida por 2 a 1, na Vila Belmiro, e precisa apenas de um empate no Equador para avançar. Isso não elimina a necessidade de atenção, principalmente porque a partida será realizada longe de casa e em uma altitude elevada, fator considerado no planejamento da escalação.
Decisão exige controle no Equador
O duelo em Ambato terá características diferentes das encontradas pelo Santos na Vila Belmiro. Além de jogar como visitante, o time enfrentará uma condição de altitude de 2.600 metros. Por essa razão, Cuca preservou jogadores titulares e deve utilizar atletas que não estarão entre as principais escolhas no compromisso pela competição nacional. Rony, que ganhou espaço pelos gols recentes, aparece como uma das peças importantes desse grupo.
A decisão de poupar nomes do elenco está ligada ao objetivo de evolução no Brasileirão. A diretoria e os jogadores tratam a campanha no campeonato nacional como prioridade neste momento. O Santos, portanto, precisa equilibrar a busca por uma vaga na Sul-Americana com a necessidade de administrar o desgaste dos titulares e manter o planejamento para a sequência da temporada.
Essa administração abriu uma oportunidade para Rony assumir o protagonismo ofensivo. Com Gabigol e Neymar fora da delegação, o camisa 11 deve ser titular e terá de participar mais das ações de ataque. Sua presença pode oferecer ao Santos um jogador em fase de confiança, depois de marcar em partidas consecutivas da competição continental e decidir o confronto contra o Remo.
Atacante também decidiu na Copa
Antes da viagem ao Equador, Rony já havia sido determinante em outra competição. Foi dele o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Remo, no Mangueirão, resultado que garantiu ao Santos uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. O lance ampliou a sequência de participações decisivas do atacante e reforçou a importância que ele passou a ter nas partidas eliminatórias.
A diferença é que, contra o Remo, Rony marcou o único gol do jogo e definiu a classificação santista. Na Sul-Americana, seus gols apareceram em uma etapa anterior e ajudaram o time a avançar no playoff. Agora, ele terá mais uma oportunidade de influenciar diretamente o destino do clube em um mata-mata, desta vez diante do Macará.
O desempenho recente não apaga o início mais discreto do atacante com a camisa alvinegra. O gol contra o Noroeste, em fevereiro, era até então o único de Rony pelo Santos. A sequência após a retomada, com três gols, representa uma mudança objetiva em seus números e também na maneira como o jogador passou a ser considerado dentro da equipe.
Classificação pode ampliar protagonismo
Se marcar novamente nesta quinta-feira, Rony poderá aproximar ainda mais o Santos da próxima fase da Sul-Americana. O time entra em campo com a vantagem obtida na Vila Belmiro, mas ainda precisa confirmar o resultado fora de casa. Um novo gol do camisa 11 teria peso esportivo e manteria o atacante associado aos principais momentos da campanha continental.
A tarefa, entretanto, será coletiva. O Santos não contará com Gabigol e Neymar na viagem, e Cuca precisará organizar uma formação capaz de suportar as exigências da partida. Rony surge como o principal nome ofensivo disponível entre os jogadores que devem atuar, mas a classificação dependerá da capacidade da equipe de proteger a vantagem construída no primeiro encontro.
O jogo contra o Macará reúne, assim, três elementos da atual fase santista: a disputa por uma vaga nas quartas de final, o cuidado com o desgaste causado pela altitude e a necessidade de preservar titulares para o Brasileirão. Dentro dessa combinação, Rony aparece como a principal novidade. Depois de superar o jejum e marcar em partidas importantes, o atacante ganhou a chance de confirmar sua ascensão em mais uma noite decisiva.
O Santos precisa de um empate para seguir adiante, enquanto uma derrota por um gol de diferença levará a definição para os pênaltis, conforme a lógica do confronto eliminatório indicada pelo resultado da ida. O material disponível confirma, porém, apenas a vantagem santista de 2 a 1 e a necessidade de igualdade para avançar. A expectativa do clube está concentrada na classificação, e a boa fase de Rony oferece uma referência para o ataque em um ambiente adverso.