Os clubes das Séries A e B aprovaram uma mudança que vai alterar a montagem dos elencos do Campeonato Brasileiro a partir de 2027. O limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida cairá gradualmente, enquanto as equipes passarão a ser obrigadas a incluir uma quantidade mínima de atletas com até 23 anos na lista do torneio.
NOTAS DA TORCIDA
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5 × 0 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
188. Thiago MendesTitular
Média8,5
Alan LescanoTitular
Média9,5
Alan SaldiviaTitular
Média9,0
Andrés GómezTitular
Média7,5
Bruno DuarteTitular
Média7,5
CuiabanoTitular
Média6,5
Facundo ColidioTitular
Média10,0
Léo JardimTitular
Média8,5
Paulo HenriqueTitular
Média7,0
Robert RenanTitular
Média8,5
Santiago SosaTitular
Média10,0
DavidEntrou durante o jogo
Média6,5
JairEntrou durante o jogo
Média8,0
Johan RojasEntrou durante o jogo
Média6,5
Marino HinestrozaEntrou durante o jogo
Média7,5
Ramon RiqueEntrou durante o jogo
Média9,0
✓ Resultado final baseado em 32 voto(s) da torcida.
A proposta apresentada pela CBF foi aprovada pela maioria, mas não houve unanimidade. Flamengo e Bahia votaram contra a redução do número de estrangeiros, conforme informado pelo Torcedores.com. O Brasileirão de 2026 não será afetado pela decisão, que também não se estende à Libertadores, à Sul-Americana e à Recopa Sul-Americana, competições organizadas pela Conmebol.
Redução ocorrerá em quatro etapas
Atualmente, cada clube pode relacionar até nove atletas estrangeiros em uma partida do Campeonato Brasileiro. Esse teto cairá para oito em 2027. Depois, será reduzido em uma unidade por edição: sete em 2028, seis em 2029 e cinco a partir de 2030.
O limite final será igual ao que vigorou no futebol brasileiro até 2022. A regra atual, que permite nove jogadores de outros países, passou a valer a partir de 2023. A transição foi desenhada para evitar uma mudança imediata na composição dos grupos, especialmente porque os clubes mantêm contratos de longo prazo com atletas estrangeiros.
Na prática, a decisão não determina uma saída automática de jogadores. O impacto dependerá da quantidade de estrangeiros em cada elenco, da duração dos vínculos e das regras de inscrição aplicáveis em cada temporada. A partir de 2027, porém, o limite precisará ser considerado nas contratações, nas renovações e na formação das listas para as partidas.
A segunda medida aprovada estabelece uma reserva progressiva para atletas de até 23 anos. Cada clube poderá registrar até 50 jogadores no Brasileirão, mas deverá respeitar uma quantidade mínima de integrantes dessa faixa etária.
O cronograma prevê pelo menos 20 atletas sub-23 em 2027. O número subirá para 21 em 2028, 23 em 2029 e 25 em 2030. No último estágio, a lista ficará dividida igualmente: 25 jogadores de idade livre e 25 com até 23 anos.
A exigência se refere à inscrição no campeonato, e não à escalação ou ao tempo em campo. As comissões técnicas continuarão responsáveis por escolher os relacionados e os titulares. Portanto, a regra amplia a presença de jovens no grupo disponível, mas não obriga os treinadores a utilizá-los durante as partidas.
Hoje, segundo O Globo, não há uma diretriz específica que determine quantos jogadores sub-23 devem aparecer na lista de 50 atletas. A mudança pretende fazer com que os clubes mantenham uma parcela maior de jogadores em desenvolvimento integrada ao elenco profissional.
Dados apresentados pela CBF
A justificativa para as duas alterações está ligada à redução do espaço dos jovens brasileiros e ao aumento da idade média dos jogadores do campeonato. Dados apresentados pela CBF indicam que a média de idade do Brasileirão chegou a 28,5 anos. Em 2021, o índice era de 27,3, uma diferença superior a um ano.
O número também supera as médias citadas para cinco das principais ligas europeias. A Espanha aparece com 27 anos, enquanto Itália e França registram médias de 26,1 e 26 anos, respectivamente. A entidade considera que o envelhecimento dos elencos reforça a necessidade de estimular a integração de atletas mais novos.
Os dados de minutagem mostram uma mudança no perfil de participação. Na edição de 2026, jogadores brasileiros sub-23 somam 11,5% dos minutos disputados no campeonato. Em 2020, eles haviam alcançado 28,3%. Na direção oposta, os estrangeiros com mais de 23 anos passaram de 7,1% dos minutos em 2021 para 25% na temporada atual.
Para a CBF, a combinação desses movimentos indica que atletas estrangeiros mais experientes ganharam espaço em detrimento de jogadores formados no país. A redução do limite internacional e a cota de jovens foram aprovadas como medidas complementares para tentar modificar esse cenário, embora a utilização efetiva continue dependendo das decisões esportivas de cada clube.
Vasco terá de ajustar planejamento
O Vasco aparece entre as equipes que precisarão acompanhar a mudança com atenção. O clube tem recorrido ao mercado sul-americano em seu projeto esportivo, e a presença de nomes como Santiago Sosa, Facundo Colidio, Alan Lescano e Andrés Gómez foi destacada pelo vascaino.net como exemplo desse perfil de montagem.
Como o novo limite só começa a valer em 2027, o Cruz-Maltino não precisará fazer uma alteração imediata no elenco atual por causa da decisão. Ainda assim, as próximas janelas de transferências terão de considerar o cronograma até 2030. O desafio será equilibrar a busca por reforços estrangeiros com a quantidade de vagas disponíveis para jogadores de outros países e com a exigência crescente de atletas sub-23.
A regra também pode aumentar a importância das categorias de base vascaínas. Jogadores formados pelo clube e inscritos dentro da faixa etária exigida poderão ajudar a cumprir a cota, embora a norma não garanta espaço em campo. A diretoria terá de avaliar, temporada a temporada, quais jovens têm condições de integrar o elenco principal e quais posições ainda exigem contratações.
Para os demais clubes, o efeito será semelhante. A implementação gradual oferece tempo para reorganizar contratos e políticas de mercado, mas transforma a idade dos atletas e a nacionalidade dos reforços em fatores permanentes do planejamento. Em 2030, a redução para cinco estrangeiros e a obrigação de inscrever 25 jogadores sub-23 representarão o ponto final do processo aprovado pelas equipes das duas principais divisões nacionais.