Após demitir Fernando Diniz, o Corinthians tenta fechar com Ramón Díaz, mas também negocia a permanência do auxiliar Léo Porto para os próximos dias.Foto: Reprodução da Internet
O Corinthians iniciou uma corrida contra o tempo para reorganizar sua comissão técnica após a demissão de Fernando Diniz. A prioridade da diretoria é contratar Ramón Díaz, mas o clube também tenta manter o auxiliar Léo Porto durante o período de transição. A ideia é evitar uma interrupção no trabalho até a definição do novo treinador e, se possível, ter o substituto de Diniz no banco no clássico contra o Palmeiras, marcado para domingo (11), pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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Diniz deixou o cargo depois da derrota por 2 a 1 para o Internacional, na quarta-feira (7), no Beira-Rio. O resultado foi o sétimo revés consecutivo do Corinthians no Brasileirão e ampliou a pressão sobre a equipe, que está próxima da zona de rebaixamento. A saída do treinador foi comunicada logo após a partida, e a diretoria passou a trabalhar imediatamente na busca por um novo comandante.
O argentino Ramón Díaz aparece como a principal opção para assumir o Corinthians neste momento. Livre no mercado, ele é considerado uma alternativa capaz de ocupar o cargo rapidamente, justamente porque o clube deseja resolver a situação antes do Dérbi. A diretoria avalia que a proximidade do confronto exige uma resposta imediata depois da sequência negativa no campeonato.
O treinador já conhece o ambiente corintiano e deixou uma avaliação positiva em sua passagem anterior pelo clube. Segundo os dados divulgados pelo Lance, Ramón comandou a equipe em 60 partidas, com 31 vitórias, 16 empates e 13 derrotas. O aproveitamento informado foi de 61%, com 94 gols marcados, 62 sofridos e 20 jogos sem ser vazado.
Além dos números, a passagem anterior terminou associada a resultados considerados relevantes, entre eles a conquista do Campeonato Paulista. Depois de deixar o Corinthians, Ramón Díaz trabalhou no Olimpia, do Paraguai, e no Internacional, mas esses períodos posteriores não tiveram o mesmo impacto positivo apontado no trabalho realizado no clube paulista.
Ainda não há indicação, no material apurado, de que o argentino tenha sido anunciado ou de que um acordo esteja concluído. Por isso, Ramón Díaz deve ser tratado como o favorito da diretoria, e não como o novo treinador confirmado. O Corinthians pretende acelerar as conversas para que a escolha seja definida antes do clássico.
Léo Porto pode comandar a transição
Enquanto aguarda a contratação, o Corinthians tenta garantir a permanência de Léo Porto, auxiliar técnico que integrou a comissão de Fernando Diniz. De acordo com apuração do UOL, membros da diretoria procuraram o profissional ainda em Porto Alegre, depois da derrota para o Internacional.
Léo Porto, porém, pediu tempo para conversar com Diniz antes de decidir seu futuro. O auxiliar mantém uma relação de respeito com o treinador demitido, com quem já tinha proximidade antes de os dois trabalharem juntos no Corinthians. A possibilidade de continuar no clube, portanto, ainda dependia dessa decisão.
Contratado em abril, a pedido do executivo de futebol Marcelo Paz, Léo Porto tinha uma função definida na comissão técnica. O profissional conduzia principalmente os trabalhos defensivos, participando das atividades específicas com zagueiros, laterais e volantes. Também atuava nas análises de vídeo ligadas aos setores de scout.
A experiência anterior com Marcelo Paz no Fortaleza foi um dos fatores que levaram o auxiliar ao Corinthians. Agora, a diretoria considera sua permanência uma alternativa para preservar a rotina de treinamentos enquanto a busca pelo novo técnico não termina. A resposta de Léo Porto ajudará a definir quem comandará as atividades da equipe nos próximos dias.
Clube precisa organizar a programação
O planejamento do Corinthians já prevê atividades para esta quinta-feira. Os jogadores que não foram relacionados para o duelo contra o Internacional têm treinamento pela manhã, enquanto o restante do elenco retorna de Porto Alegre. A definição sobre a comissão técnica interfere diretamente na condução dessa programação e na preparação para o clássico.
O executivo Marcelo Paz confirmou, após a derrota no Beira-Rio, que a diretoria começaria imediatamente a procura por um substituto. O dirigente afirmou que o clube precisava de um novo comandante para o jogo contra o Palmeiras e destacou a necessidade de reagir, sobretudo nas partidas disputadas como mandante.
A troca no comando ocorre em um momento de desempenho bastante frágil. Nas últimas sete rodadas do Brasileiro, o Corinthians não somou pontos, marcou seis gols e sofreu 14. A equipe registrou média de 16,4 finalizações por partida, mas apenas 4,6 na direção da meta. Do outro lado, permitiu 14,3 arremates dos adversários por jogo, com 5,9 no alvo.
Os números também mostram dificuldade para transformar oportunidades em gols. Durante a série de derrotas, o Corinthians precisou de 19,2 finalizações para marcar uma vez, enquanto os adversários necessitaram de 7,1 tentativas para balançar as redes. Das 17 grandes chances criadas no período, apenas quatro foram convertidas.
Desafio é reagir no Campeonato Brasileiro
Após 29 partidas, o Corinthians soma 32 pontos, com oito vitórias, oito empates e 13 derrotas. O time marcou 30 gols, sofreu 34 e tem saldo negativo de quatro. O aproveitamento informado é de 37%, cenário que explica a urgência por uma mudança e aumenta a responsabilidade do profissional que assumir o cargo.
Se Ramón Díaz for contratado a tempo, o argentino poderá estrear justamente no Dérbi. Caso as negociações não sejam concluídas antes do confronto, Léo Porto aparece entre as opções para conduzir a equipe de forma provisória. A permanência do auxiliar ainda depende da conversa com Fernando Diniz e da decisão final da diretoria.
O Corinthians, portanto, trabalha em duas frentes: tenta fechar rapidamente com o treinador considerado ideal para o momento e, paralelamente, busca uma solução interna para não deixar o elenco sem comando definido. A prioridade é chegar ao clássico com a estrutura técnica organizada e interromper uma sequência que colocou o clube sob forte pressão no Brasileirão.