Polêmica no Mineirão: VAR de Cruzeiro e Flamengo gera novos debates
Héctor Paletta, árbitro de vídeo responsável pela final da Libertadores 2025, volta ao centro das atenções após lance decisivo no empate entre Cruzeiro e Flamengo.
O empate em 1 a 1 entre Cruzeiro e Flamengo, realizado na última quarta-feira (12) pelas oitavas de final da Libertadores, segue repercutindo intensamente nos bastidores do futebol sul-americano. O centro da controvérsia envolve a atuação da equipe de arbitragem de vídeo, liderada pelo argentinoHéctor Paletta, que optou por não intervir em um lance de alta intensidade ocorrido ainda na primeira etapa do confronto no Mineirão.
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Héctor Alberto Paletta, nascido em novembro de 1976, possui uma trajetória consolidada no cenário internacional. O profissional atua na arbitragem argentina desde a temporada 2010/11, tendo alcançado a elite da primeira divisão local a partir de 2012/13. Desde 2023, o árbitro integra o quadro oficial da Fifa como especialista em vídeo, função que o levou a participar do torneio de futebol nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.
O lance entre Matheus Henrique e Bruno Henrique
Durante a partida em Belo Horizonte, o volante Matheus Henrique, do Cruzeiro, protagonizou uma entrada dura em Bruno Henrique, atacante do Flamengo. O jogador mineiro atingiu o tornozelo do adversário com a sola da chuteira, gerando revolta imediata nos atletas cariocas. O árbitro de campo, Yael Falcón Pérez, aplicou apenas o cartão amarelo, decisão que foi mantida após rápida análise da equipe do VAR, que não recomendou a revisão no monitor.
Repercussão física do confronto
A gravidade do contato ficou evidente após o apito final. Bruno Henrique foi flagrado deixando as dependências do Mineirão visivelmente mancando, o que elevou o tom das críticas sobre a omissão da tecnologia no momento da infração. A torcida rubro-negra questiona por que o protocolo de revisão não foi acionado, considerando o risco físico imposto ao atleta.
Não é a primeira vez que Héctor Paletta se vê envolvido em decisões polêmicas em jogos de grande relevância. O argentino também foi o responsável pelo VAR na final da Libertadores de 2025, entre Flamengo e Palmeiras. Naquela ocasião, um lance envolvendo Bruno Fuchs e Arrascaeta, seguido por uma reação de Erick Pulgar, também passou sem recomendação de revisão, gerando debates acalorados sobre os critérios adotados pela arbitragem de vídeo em momentos decisivos do torneio continental.
A sequência de decisões controversas coloca em xeque a padronização das análises feitas pela cabine do VAR. Enquanto o Cruzeiro segue na competição, o Flamengo avalia os danos físicos de seus jogadores, mantendo a atenção voltada para as próximas escalas de arbitragem da Conmebol. A expectativa agora é que a entidade esclareça os critérios utilizados para a manutenção da decisão de campo em lances de possível expulsão.