Pablo Schiavi propõe a contratação de Arrascaeta e De la Cruz, mas sem propostas oficiais do Peñarol.Foto: Reprodução da Internet
Uma promessa eleitoral no Peñarol colocou dois meio-campistas do Flamengo no centro de um projeto ambicioso para o futuro do clube uruguaio. Pablo Schiavi, candidato à presidência da equipe de Montevidéu, afirmou que pretende tentar as contratações de Giorgian De Arrascaeta e Nicolás De la Cruz caso vença a disputa prevista para o início de dezembro.
OFERTAS PARA A TORCIDA
Ofertas podem mudar no Mercado Livre
Copo Térmico Inox 473ml Flamengo Personalizado Nome LaserDe R$ 69,99
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Punto Penal, do Canal 10, no Uruguai. Schiavi apresentou Arrascaeta como uma prioridade pessoal e disse que faria o possível para convencer o camisa 10 a retornar ao clube pelo qual torce. O discurso, entretanto, não representa uma negociação em andamento entre Peñarol e Flamengo.
Até agora, não há confirmação de proposta oficial, acordo ou tratativa avançada por nenhum dos dois jogadores. Arrascaeta e De la Cruz continuam vinculados ao Flamengo, com contratos válidos até dezembro de 2028. Qualquer transferência dependeria de uma iniciativa formal, da avaliação do clube brasileiro e da vontade dos atletas.
Arrascaeta é o principal sonho do candidato
O nome de Arrascaeta recebeu o maior destaque na entrevista. Schiavi reconheceu que a contratação seria muito difícil, justamente porque o uruguaio é considerado um dos principais jogadores do Flamengo e ocupa uma posição relevante no planejamento do elenco rubro-negro.
O candidato tratou a possível chegada do meia como uma obsessão e afirmou que tentaria convencê-lo ao longo dos próximos anos. A ideia apresentada é que Arrascaeta encerre a carreira no Peñarol, movimento que seria sustentado pela relação afetiva do jogador com o clube de Montevidéu.
Arrascaeta iniciou a carreira profissional no Defensor Sporting, mas torce para o Peñarol. Esse vínculo emocional foi usado por Schiavi como argumento para uma eventual investida. Na avaliação do candidato, o desejo de vestir novamente a camisa aurinegra poderia pesar em uma decisão futura, embora não exista indicação de que o jogador tenha manifestado intenção de deixar o Flamengo.
Schiavi também mencionou sua boa relação com Daniel Fonseca, empresário de Arrascaeta. Segundo o plano descrito, uma eventual abordagem seria conduzida por meio do representante, sem pressionar publicamente o atleta. A existência dessa proximidade, porém, não significa que o empresário tenha autorizado conversas ou que o Flamengo esteja disposto a discutir a saída.
Na entrevista, o candidato destacou o tamanho do meia no futebol brasileiro e reconheceu que seria necessário superar obstáculos importantes. Além do vínculo contratual até 2028, Arrascaeta é tratado como uma peça fundamental do elenco carioca. Por isso, uma mudança dependeria de condições esportivas e financeiras que ainda não foram apresentadas.
De la Cruz aparece em cenário diferente
De la Cruz também foi citado como alvo do eventual projeto, mas com uma perspectiva considerada mais acessível por Schiavi. O candidato afirmou acreditar que o meio-campista poderá defender o Peñarol no futuro. A fala, no entanto, expressa uma expectativa política e não confirma qualquer acerto.
O interesse pelo jogador não seria totalmente novo. Conforme relatado na entrevista, o Peñarol já tentou avançar anteriormente em uma negociação por De la Cruz. As conversas com o Flamengo, porém, não chegaram a um modelo de negócio considerado satisfatório. Os envolvidos não divulgaram valores, formato da operação ou as condições que impediram a conclusão.
Mesmo tratado como uma possibilidade mais próxima do que Arrascaeta, De la Cruz também tem contrato com o Flamengo até dezembro de 2028. Uma nova tentativa precisaria ser formalizada e analisada pelo clube brasileiro, que teria de avaliar a conveniência de liberar um jogador ainda integrado ao elenco.
A situação contratual dos dois uruguaios funciona como um dos principais obstáculos para o projeto. O prazo longo dos vínculos reduz a urgência de uma venda e dá ao Flamengo controle sobre qualquer negociação. Também não há, no material disponível, informação sobre valores de mercado, multa rescisória ou proposta financeira do Peñarol.
Eleição condiciona qualquer iniciativa
Antes de procurar oficialmente o Flamengo, Schiavi terá de vencer a eleição presidencial do Peñarol. Os nomes apresentados fazem parte de um plano condicionado à chegada do candidato ao comando do clube. Portanto, a possibilidade de uma investida depende primeiro de um resultado político que ainda não ocorreu.
Essa condição separa a promessa de campanha de uma movimentação concreta no mercado. A entrevista revela quais jogadores Schiavi gostaria de contratar, mas não indica que o Peñarol tenha enviado proposta, recebido sinal positivo do Flamengo ou iniciado conversas formais com os atletas.
Além dos dois jogadores rubro-negros, o candidato citou Miguel Merentiel como outro objetivo. O atacante uruguaio pertence ao Boca Juniors e teve passagem pelo Palmeiras. Schiavi incluiu o nome no mesmo projeto por considerar que contratações desse porte poderiam fortalecer o elenco e gerar retorno comercial ao clube.
Também nesse caso, não há confirmação de proposta, negociação avançada ou acordo. A menção a Merentiel reforça que Schiavi apresentou uma lista de desejos para uma eventual gestão, e não um pacote de reforços já encaminhado.
Por enquanto, portanto, o cenário permanece restrito às declarações do candidato no Uruguai. Arrascaeta e De la Cruz seguem sob contrato com o Flamengo, enquanto o Peñarol ainda precisa definir seu próximo presidente. Somente depois da eleição, caso Schiavi seja escolhido, poderá haver uma tentativa formal de transformar o projeto em negociação.