O Palmeiras encontrou uma forma de transformar um início fulminante em vitória de resistência. Neste sábado, o time paulista derrotou o Athletico-PR por 2 a 0, na Arena da Baixada, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcou duas vezes antes dos dez minutos e precisou atuar com um jogador a menos durante praticamente todo o segundo tempo.
Mauricio abriu o placar aos cinco minutos, e Piquerez ampliou aos nove. A vantagem construída rapidamente foi suficiente para levar o Palmeiras aos 66 pontos e à liderança provisória do campeonato. O Flamengo, com 64, ainda jogaria contra o Bahia no domingo e poderia recuperar a primeira posição.
Do outro lado, o Athletico permaneceu com 53 pontos e poderia deixar a terceira colocação dependendo dos demais resultados da rodada. Apesar da superioridade numérica por mais de 45 minutos, o Furacão não conseguiu transformar a pressão em gols.
Palmeiras decide a partida antes dos dez minutos
O primeiro gol nasceu de uma combinação entre Flaco López e Mauricio. O atacante argentino acionou o meia pelo lado direito, e Mauricio finalizou de primeira. Mycael ainda tocou na bola, mas não evitou que ela entrasse.
Quatro minutos depois, Piquerez sofreu falta próxima à área e assumiu a cobrança. O lateral uruguaio bateu diretamente, e o goleiro do Athletico voltou a tocar na bola antes de vê-la morrer no fundo da rede. A rapidez com que o Palmeiras abriu 2 a 0 mudou o cenário do confronto e permitiu à equipe administrar a vantagem.
O terceiro gol quase saiu aos 35 minutos. Flaco López recebeu cruzamento de Piquerez e tentou um voleio, mas a bola explodiu no travessão. O lance foi uma das principais oportunidades do Palmeiras para ampliar o resultado ainda na primeira etapa.
Expulsão muda o roteiro no fim do primeiro tempo
A partida ganhou outra configuração antes do intervalo. Andreas Pereira, que já tinha cartão amarelo, chutou uma segunda bola que havia sido lançada pela torcida para dentro do campo na direção de Luiz Gustavo. Como a bola extra interferiu na jogada, o árbitro Paulo César Zanovelli aplicou a segunda advertência e expulsou o meio-campista.
O Palmeiras passou a jogar com dez atletas e precisou reorganizar o meio-campo. Abel Ferreira havia preservado alguns titulares pensando na semifinal da Conmebol Libertadores, além de não contar com Giay e Gómez, suspensos. A expulsão de Andreas, portanto, obrigou o treinador a administrar a vantagem em condições ainda mais desfavoráveis.
O meia deixou o campo depois de participar de um começo positivo do Palmeiras, mas a decisão de tentar atingir a bola extra acabou sendo determinante para o restante do duelo. Com um jogador a mais, o Athletico voltou para a etapa final disposto a diminuir a diferença.
Carlos Miguel e sistema defensivo seguram o Furacão
O Athletico iniciou o segundo tempo pressionando. Logo nos primeiros minutos, Mendoza cruzou, Viveros dominou e finalizou com força. Carlos Miguel defendeu com o peito e evitou que a equipe mandante encontrasse um gol rápido.
O goleiro palmeirense voltou a aparecer em outros momentos importantes. Além da defesa diante de Viveros, ele precisou agir em uma finalização de Aguirre nos acréscimos. A atuação foi decisiva para manter intacta a vantagem construída no começo.
O time paranaense rondou a área adversária e tentou explorar principalmente os cruzamentos. Aguirre, Bruno Zapelli, Chiqueti e Viveros tiveram participações em lances de ataque, mas a defesa palmeirense conseguiu bloquear as conclusões. O visitante também apostou em saídas rápidas para tentar aproveitar os espaços deixados pelo rival.
Em uma dessas oportunidades, Flaco López fez o pivô e Marlon Freitas encontrou Sosa em boa condição. O atacante ficou próximo de finalizar, mas a defesa do Athletico se recuperou e impediu a conclusão. O Palmeiras não teve o mesmo volume ofensivo do primeiro tempo, porém manteve a organização suficiente para proteger o placar.
Escalações e escolhas de Abel Ferreira
O Palmeiras começou com Carlos Miguel; Murilo, Bruno Fuchs e Barboza; Khellven, Lucas Evangelista, Mauricio, Andreas Pereira e Piquerez; Ramón Sosa e Flaco López. Abel Ferreira preservou Marlon Freitas e Jhon Arias, que começaram no banco, em uma estratégia relacionada à sequência de partidas importantes.
Depois da expulsão, Emiliano Martínez entrou no intervalo para reforçar o meio-campo. Marlon Freitas também participou da segunda etapa, enquanto Arthur e Jhon Arias foram acionados ao longo do jogo. As mudanças ajudaram o Palmeiras a recompor o setor central e reduzir os espaços para o Athletico atacar por dentro.
O Athletico foi escalado com Mycael; Aguirre, Arthur Dias e Luiz Gustavo; Gilberto Moraes, Jadson, Felipinho e João Cruz; Mendoza, Leozinho e Viveros. Odair Hellmann lançou Chiqueti, Claudinho, Bruno Zapelli, Jorge Rivaldo e Dudu durante a partida, mas as alterações não foram suficientes para superar o bloqueio alviverde.
Liderança provisória e foco na Libertadores
Com o triunfo, o Palmeiras alcançou 66 pontos e dormiu na liderança do Brasileirão, colocando pressão sobre o Flamengo. A disputa pela primeira posição, porém, ainda dependia da partida do clube carioca contra o Bahia, marcada para o domingo.
O resultado também permitiu ao Palmeiras preservar jogadores e somar três pontos fora de casa antes de uma decisão continental. O próximo compromisso será contra o Fluminense, na quarta-feira, dia 21, às 21h30, no jogo de volta da semifinal da Libertadores. Na ida, o time paulista venceu por 2 a 1.
Pelo Campeonato Brasileiro, o Palmeiras volta a jogar no dia 24, contra o Red Bull Bragantino. O Athletico, por sua vez, enfrenta o Vitória na mesma data. Até lá, o principal saldo do confronto em Curitiba será a combinação de eficiência no início, resistência defensiva e uma liderança que ainda pode mudar, mas que recoloca o Palmeiras no centro da disputa pelo título.