Palmeiras e Santos chegam ao segundo capítulo das quartas de final da Copa do Brasil em situações opostas. O clássico será disputado nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, com o time alviverde defendendo a vantagem de 3 a 0 construída no primeiro confronto. Para o Peixe, o duelo representa a última oportunidade de transformar a eliminatória e seguir na disputa pelo título.
O placar da ida, realizada no Nubank Parque, deixou o Palmeiras perto da semifinal. A equipe comandada por Abel Ferreira avança mesmo se perder por até dois gols de diferença. Caso o Santos consiga vencer por três gols, a decisão será levada para as cobranças de pênaltis. A classificação santista no tempo regulamentar exige uma vitória por quatro ou mais gols.
Os gols do primeiro encontro foram marcados por Flaco López, duas vezes, e Andreas Pereira. O resultado permitiu ao Palmeiras trabalhar a preparação para a volta com uma margem que reduz a necessidade de exposição ofensiva. Ao Santos, a exigência é construir uma diferença larga sem conceder um gol que complique ainda mais a tentativa de reação.
Abel analisa retornos e preservação no Palmeiras
O Palmeiras encerrou os trabalhos antes da viagem para Santos com três jogadores ainda dependendo de avaliação. O zagueiro Barboza, o lateral-esquerdo Piquerez e o meia-atacante Jhon Arias participaram das atividades integrados aos demais atletas. A presença no treinamento aumentou as possibilidades de retorno, mas não confirmou a utilização do trio na partida.
Barboza pode ser uma alternativa para a defesa caso receba a liberação necessária. Piquerez e Jhon Arias também aparecem entre as opções que Abel Ferreira precisa analisar antes da definição da lista de relacionados. A comissão técnica terá de considerar tanto a condição física dos jogadores quanto a estratégia para administrar uma vantagem construída no primeiro jogo.
O treinador português também avalia fazer um rodízio pontual. A possibilidade de poupar atletas que vêm acumulando minutos abre espaço para mudanças no sistema defensivo e no meio-campo, sem alterar a prioridade do Palmeiras: manter o controle do confronto e evitar que o Santos encontre rapidamente o caminho para diminuir a diferença.
Emiliano Martínez e Lucas Evangelista são os nomes que podem ganhar oportunidade no setor central. A eventual entrada dos dois serviria para dar descanso a Marlon Freitas e Andreas Pereira, embora a formação inicial só seja confirmada por Abel antes do clássico. O Palmeiras tem ainda três desfalques certos: os atacantes Ramón Sosa e Paulinho e o lateral-esquerdo Jefté, todos fora do compromisso.
A provável escalação alviverde tem Carlos Miguel; Giay, Murilo, Gustavo Gómez e Arthur; Marlon Freitas, Andreas Pereira, Felipe Anderson e Mauricio; Flaco López e Vitor Roque. Barboza é uma alternativa para a zaga, enquanto Emiliano Martínez e Lucas Evangelista podem começar caso a comissão técnica opte pelo revezamento.
Neymar volta ao Santos para o jogo decisivo
A principal mudança no Santos em relação ao primeiro duelo é o retorno de Neymar. O camisa 10 foi preservado na derrota por 3 a 0, mas participou normalmente da vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, no último domingo, pelo Campeonato Brasileiro. A tendência é que o atacante seja titular na tentativa de conduzir o time a uma remontada na Vila Belmiro.
Neymar teve participação no lance que definiu o clássico contra o Corinthians. Em cobrança de falta, acertou a trave, e Christian Oliva aproveitou o rebote para marcar o gol santista. O resultado interrompeu o jejum do Santos em clássicos na temporada e serviu como impulso antes de uma partida em que o clube precisa atacar desde o início, mas sem perder a organização.
Cuca comandou atividades físicas e táticas no CT Rei Pelé e ainda convive com uma dúvida no meio-campo. Gustavo Henrique sentiu um incômodo durante a vitória sobre o Corinthians e precisa ser avaliado para que a comissão técnica decida se ele terá condições de iniciar o confronto. A possível ausência alteraria uma das peças do setor responsável por equilibrar a equipe.
O volante Arthur treinou pelo segundo dia com o elenco santista, mas não está liberado para atuar. O jogador ainda depende de pendências burocráticas para poder ser utilizado. Gabriel Menino e Vinícius Lira completam a lista de desfalques do Santos, pois seguem entregues ao departamento médico.
A formação projetada por Cuca tem Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; João Schmidt, Gustavo Henrique e Gabriel Bontempo; Neymar, Barreal e Gabriel Barbosa. Gustavo Henrique é a dúvida, e a confirmação dos titulares dependerá da avaliação feita antes do início da partida.
Torcida lota a Vila em busca da remontada
O Santos terá a Vila Belmiro com ingressos esgotados para o clássico. O apoio das arquibancadas será um dos elementos à disposição do time em uma missão que exige uma diferença expressiva no placar. A equipe precisa marcar quatro vezes sem sofrer para avançar diretamente, enquanto um triunfo por três gols leva o confronto aos pênaltis.
A presença de Neymar acrescenta uma alternativa técnica para o ataque santista, mas o desafio também envolve conter o Palmeiras. O time visitante pode adotar uma postura mais cautelosa, controlar os espaços e explorar os momentos em que o adversário precisar se lançar ao ataque. A vantagem permite ao Verdão escolher entre manter parte da estrutura da ida ou promover alterações para proteger fisicamente o elenco.
Do lado do Santos, o triunfo sobre o Corinthians recuperou a equipe depois do resultado negativo no primeiro jogo e encerrou uma sequência incômoda em clássicos. O placar, porém, não diminuiu a dimensão da tarefa na Copa do Brasil. O Peixe precisa transformar o bom momento recente em pressão ofensiva e eficiência para evitar que a vantagem palmeirense se torne definitiva.
O vencedor do confronto será semifinalista da Copa do Brasil. O Palmeiras inicia a noite em condição confortável, com três gols de margem e a possibilidade de avançar mesmo derrotado por até dois. O Santos, diante de sua torcida e com Neymar entre os titulares, precisa construir uma reação histórica para permanecer vivo na competição.